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X0x0 – Jogar melhor não basta, é preciso vencer e era Dérbi

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Foto: Michelle Morigi - Para o Planeta Guarani.

O Dérbi 195 foi manchado, acompanhando pela imprensa estou lendo relatos de confrontos entre Torcida do Guarani x PM, desculpem, é preciso inverter isso, o confronto é entre PM x Torcida do Guarani, e já não é de hoje, mas vou falar deste assunto depois, agora vamos ao jogo.

Bem, o Guarani esperava que fazendo tudo diferente do que fez nos dérbis anteriores o resultado seria diferente e a vitória voltaria ao Brinco de Ouro da Princesa. Não, não voltou.

O técnico Thiago Carpini mudou muito, mexeu no time, mudou o esquema de jogo e mostrou que despistou durante toda a preparação na semana. O time entrou em campo com três zagueiros, me desculpe quem diz que Luiz Gustavo foi volante, não foi, foi mais um zagueiro, nitidamente o desejo do técnico Bugrino era reforçar a marcação apostando em não tomar gols para fazer ao menos um e vencer.

O Guarani entrou em campo com Jefferson Paulino; Bruno Silva, Luiz Gustavo e Diego Giaretta; Lenon, Arthur Rezende, Rondinelly, Lucas Crispim e Thallyson; Davó e Michel Douglas. Deu certo? Até deu, principalmente na primeira etapa diante de um time covarde que nitidamente foi ao Brinco para não perder o jogo.

Em que pese os minutos inciais do Guarani serem muito ruins, insistindo com aquele toque de bola no sistema defensivo entre os zagueiros e laterais que só assusta o Torcedor, e dessa vez assustou mesmo, o Guarani foi melhor na primeira etapa. Aos 08 minutos, depois de três chegadas do adversário sem perigo, o Guarani desceu pelo lado direito, Davó tabelou com Michel Douglas, recebeu de volta e quando cruzou a bola ela bateu no braço do marcador, reclamação do ataque Bugrino e o árbitro interpretou como se a boal tivesse primeiro tocado na coxa e depois no braço, mas fato é que a bola bateu no braço e o juiz nada marcou.

Sem lances reais de gol, o Guarani dominava as ações ofensivas e aos 13 minutos por muito pouco não marcou um golaço quando Lucas Crispim ficou com a bola na entrada da grande área, se livrou da marcação e bateu colocado, de fora da área, cruzado, buscando o ângulo direito, mas o goleiro adversário conseguiu fazer um milagre e espalmou a bola para a linha lateral. Seria um golaço de Crispim.

O troco veio rápido, o jogo ficou aberto e aos 16 minutos o camisa 10 adversário recebeu a bola na meia lua da grande área e bateu forte, desta vez foi Jefferson Paulino que fez boa defesa, jogando a bola pra fora da área e afastando o perigo. Se era mais ofensivo, o Guarani, na primeira metade do primeiro tempo, errava muitos passes na saída de bola, propiciando contra ataques ao adversário.

De ruim mesmo a arbitragem, o paulista ricardo Marques Moreira, o juiz da dedada era um banana tomando decisões erradas, conversando muito e sendo conivente com a violência praticada pelo adversário em campo, irritando muito o time e a Torcida Bugrina. Aos 27 minutos ele errou feio quando Davó recebeu a bola na esquerda, chamou a marcação e quando passava pela defesa foi derrubado, numa flata para cartão amarelo e o infeliz do apito nada marcou.

Aos 33 minutos veio a segunda grane oportunidade Bugrina, um gol que não pode ser perdido. Arthur Rezende avançou pela esquerda, levantou a cabeça e acertou um cruzamento perfeito na cabeça de Michel Douglas, mas o camisa 9 Bugrino que vive péssima fase, cabeceou forte, livre de marcação, quase na linha da pequena área e jogou a bola por cima do travessão. Era escorar a bola e correr pro abraço e ele, mais uma vez, ficou devendo para infelicidade da Torcida Bugrina.

O Bugre então partiu pra pressão tentando abrir o placar, aos 39 minutos outra grande oportunidade perdia. Thallyson desceu bem pela esquerda (fato raro) e cruzou a bola pra grande área, Rondinelly apareceu desviando a bola no primeiro pau e a cabeçada entraria no canto esquerdo, mas o goleiro adversário outra vez fez um milagre e conseguiu, de ponta de dedos, desviar a bola para escanteio.

Antes do fim do primeiro tempo outra grande chance do Guarani, agora foi Arthur Rezende quem cobrou uja falta da intermediária, o chute saiu a meia altura, mas passou raspando a trave esquerda e saiu pela linha de fundo, quase mais uma vez o Bugre abre o placar.

Ainda antes do final do primeiro tempo Luiz Gustavo recebeu cartão amarelo, ele estava pendurado e já estaria de fora da próxima partida contra o Vila Nova em Goiânia. E assim, com as calças nas mãos, a peruada conseguiu seu intuito e desceu pros vestiários no lucro ao final do primeiro tempo com o placar marcando 0x0.

Restavam ao Guarani a segunda metade da partida mais os acréscimos do árbitro para chegar ao gol e vencer o dérbi, mas o time, que voltou sem alterações do intervalo, não teve a mesma força e vontade ofensiva. O Bugre voltava a errar passes e dava espaços ao adversário e assim, aos 06 minutos coube a Jefferson Paulino salvar o Guarani do gol adversário. O camisa 9 recebeu cruzamento na entrada da grande área de costas pro gol, mas teve liberdade para dominar a bola, girar o corpo e bater forte pro gol, mas Jefferson Paulino Voou pra bola e espalmou pra escanteio, pedindo calma aos seus jogadores logo em seguida. Uma defesaça do camisa 1 Bugrino.

O jogo não tinha mais a velocidade dos primeiros 45 minutos, o Guarani aceitava a marcação e não conseguia sair pro ataque, o adversário, satisfeito com o empate, pouco se esforçava também. Aos 23 minutos, tentando mudar essa história fez sua primeira alteração, saiu Michel Douglas, absolutamente improdutivo em campo em termos ofensivos, pra entrada de Diego Cardoso, apostando na velocidade dos atacantes Bugrinos com Davó, Crispim e Cardoso para vencer a defesa adversária.

Só aos 26 minutos o Bugre voltou a levar perigo no jogo, Arthur Rezende desceu pela esquerda, trouxe a bola pra meia e bateu cruzado buscando um desvio, a bola não desviou em ninguém, mas o chute saiu perigoso, cruzado, mas o goleiro adversário teve que se virar outra vez e deu um tapa pela linha de fundo antes que a bola entrasse no gol.

A entrada de Diego Cardoso não deu o resultado esperado, apesar de dar velocidade,não trouxe ao Guarani a qualidade necessária no setor ofensivo e então, aos 31 minutos Carpini abriu mão do terceiro zagueiro sacando Luiz Gustavo para a entrada de Ricardinho e com isso o Bugre voltava ao seu esquema tradicional de jogo, porém, sem um volante de marcação.

Nova mudança sem resultados e aos 38 minutos o trinador fez a terceira alteração, tentando aumentar ainda mais a velocidade da equipe ele sacou Lucas Crispim que estava apagadíssimo em campo pra entrada de Renanzinho, prata da casa, que mais uma vez entrou e não conseguiu mostrar a que veio, mas o Bugre ainda teria uma grane chance de abrir o placar e fazer seu Torcedor sorrir.

Aos 43 minutos Ricardinho recebeu passe no meio de campo, com liberdade ele ajeitou na  intermediária adversária e arriscou um chute forte de perna direita, a bola saiu cruzada buscando o canto direito do goleiro adversário, mas quase raspando a trave, saiu pela linha de fundo.

Nos minutos finais o Guarani ainda teria outra grande oportunidade com Davó que se aproveitou de uma falha do zagueiro adversário, invadiu a grande área em velocidade e finalizou pro gol, a bola acabou em mais uma grande defesa do goleiro adversário, mas desta vez, pra variar, o árbitro já paralisava a jogada marcando uma falta do atacante Bugrino que não aconteceu, no rebote Diego Cardoso ainda tentou, a bola acabou nas redes pelo lado de fora, porém o lance já estava paralisado pelo banana de amarelo com o apito na boca.

Após este lance, por reclamação no banco de reservas, o já substituído Luiz Gustavo recebeu cartão o segundo amarelo e  em seguida o vermelho e assim cumprirá suspensão em Goiânia, mas quando voltar não estará mais pendurado com dois cartões amarelos nas três rodadas finais da competição.

Mesmo com a cera praticada pelo adversário e por ele mesmo que insistia em conversar muito com os jogadores, o árbitro deu jogo apenas até os 50 minutos sem que nenhuma das duas equipes levasse perigo ao gol adversário e o dérbi terminou com o placar de 0x0.

O resultado foi um prêmio ao time adversário que foi ao Brinco de Ouro jogar com medo e com as calças nas mãos, arriscou pouco, produziu quase nada em termos ofensivos, bateu demais, provocou muito e contou com a permissão do árbitro da partida para fazer cera durante bom tempo do segundo tempo, satisfeito com o empate. Já para o Guarani fica a lição, pra jogar e ganhar um dérbi é preciso algo a mais, algo que não vimos, mesmo com o domínio do jogo, em nenhum jogador Bugrino em campo nesta partida, pelo contrário, vimos alguns ate muito mal em campo, frios, para o calor que a partida exigia.

Ainda não foi dessa vez. Agora o time de Carpini volta à disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Com este ponto o Bugre chegou aos 40 e depende basicamente de uma vitória nas quatro últimas rodadas pra se garantir na Série B de 2020. O próximo confronto será na quarta feira em Goiânia contra o Vila Nova, num confronto direto onde o time não pode nem pensar em ser derrotado.

Foi ruim pro campeonato? Não, foi ruim pro Torcedor que esperava apenas a vitória do seu time e ao final da partida deixou o Brinco de Ouro frustrado com o placar. Paciência Torcedor, um dia a gente reaprende dentro de campo que dérbi é dérbi e tem que ser encarado assim e decidido dentro de campo pelos jogadores que vestirem a camisa Bugrina numa partida dessas, independente da idade que tenham . Alguns exemplos disso? Simples, Careca, Neto, Luizão, Amoroso e por ai vai, jogadores que com menos de 20 anos trataram o rival com o respeito que eles mereciam: Zero, e, mesmo com pouca idade, souberam escrever seus nomes nessa história.

Bastante frustrado – Marcos Ortiz

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