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Entrevistas

Treinador coloca direção em xeque, contesta contratações e diz que diretoria deve saber se ele fica ou sai

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Imagem: (Arquivo) Reprodução - SporTV.

Após a partida o técnico Roberto Fonseca concedeu entrevista ao repórter Marcos Luiz da Radio Bandeirantes Campinas. A entrevista tem 10 minutos de duração, mas não vamos repercutir a íntegra, você poderá ouvi-la na totalidade, com explicações “mais do mesmo” do treinador que colecionou mais um fracasso com o time dentro de campo, basta clicar no player abaixo.

Nós vamos falar do ponto nevrálgico das declarações, onde o treinador nitidamente se colocou contrário a contratações feitas por determinação do presidente do CA do Guarani, Palmeron Mendes Filho e admitiu que pediu jogadores, mas não foi atendido:

“Nós pedimos jogadores, eu não gosto de citar números porque desde que cheguei sempre comentei que isso faz ser fria a situação, mas nós tínhamos que ter, nós precisávamos. Ainda continuamos trabalhando com jogadores que já não tinham dado um retorno à equipe do Guarani, sabemos das dificuldades e que a luta é grande pra tudo caminhar dentro de uma normalidade e eu não posso ser leviano. Se não temos condição de fazer algumas coisas eu tenho que recuperar outras, conseguimos em algum momento de alguns jogadores, mas toda vez que você espreme vai até um certo limite” respondeu o técnico do Guarani, deixando claro que não foi atendido nos pedidos que fez e, interpretando suas palavras, podemos dizer que também considera que o elenco atual do Guarani não tem nada a dar, pois já foi “espremido até o limite”.

Em seguida o treinador respondeu diretamente sobre as contratações de Marquinhos e de um volante de nome Marcelo que já treina com o elenco desde o começo da semana, contratações essas feitas pelo que seria uma imposição do presidente do Conselho de Administração do Guarani, e deixou claro que não concordou com essas chegadas:

“Exatamente”, disse Fonseca, confirmando que as contratações foram feitas por determinação, e explicando sua contrariedade em seguida: “O momento é de extrema urgência, você não pode ter jogadores que cheguem e não estejam aptos a chegar num dia e jogar no outro”.

E ao ser perguntado sobre ele, Roberto Fonseca, ter clima para fazer este elenco tentar reagir, o treinador levantou a bola: “Essa é uma análise que tem que ser feita pela direção, ela que me trouxe, ela que tem que definir porque temos pessoas trabalhando no dia a dia, no vestiário e tudo o mais. A definição deve ser deles, eles tem que saber e ter essa leitura também. Nós estamos num momento divisor de águas em que temos que tomar atitudes e tudo o mais, cada um sabe das necessidades, ou pelo menos das obrigações que temos com essa camisa forte que é a do Guarani”.

Opinião

Fica claro que o problema está no seio da coisa, com essas declarações Roberto Fonseca levantou a bola para ser demitido ao confrontar decisões do presidente do Conselho de Administração Palmeron Mendes Filho e, como temos dito, fica claro que o elenco do Guarani foi montado por gente que não entende da coisa.

O Guarani tem treinador, comissão técnica, Superintendente, Executivo e Coordenador de Futebol, funções desempenhadas por Fumagalli, Marcus Vinícius e Gabriel Remédios, essas pessoas são responsáveis pela indicação, observação, análise, contratação ou não de qualquer jogador que faça parte do elenco Bugrino ou seja integrado a ele promovido das categorias de base do clube. Essa decisão não pode ser tomada por interferência externa, o Guarani não pode se dar ao luxo de contratar jogadores sem condições de jogar, sob risco de continuar fazendo o que faz há alguns anos, traz atleta, recupera atleta, condiciona atleta e em seguida ele sai para outro clube na primeira oportunidade que tem, pois já se recuperou e usou o clube pra isso.

Fugir disso é admitir que joga fora dinheiro com três profissionais que deveriam fazer a gestão esportiva do clube e ao final trazer jogador por imposição de dirigente, e os salários não devem ser pequenos.

E por último, o próprio Roberto Fonseca sabe que sua situação é delicada, mas já mandou seu recado, não se demitirá, passou a bola pra direção do clube ao dizer que quem o trouxe é que tem que decidir sobre seu futuro, não ele.

A pergunta que fica é: Demitir Roberto Fonseca vai resolver os problemas do Guarani? Pelo que ouvimos nas declarações do treinador não vai. E mais ainda, qual o nível do profissional que será contratado após, se é que vai haver, a demissão do treinador? Quanto isso custará ao clube em salários, rescisões contratuais de comissões técnicas e acertos de novos integrantes?

Realmente, o Guarani se afundou nos seus próprios erros. Agora é tarde demais pra culpar apenas o treinador, já fizemos isso com Umberto Louser, Osmar Loss e Vinícius Eutrópio e ao final, o que mudou? Nada!

O problema é muito maior do que esse, podem ter certeza.

Marcos Ortiz

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