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Sem planejamento, Guarani tem pouco tempo pra definir elenco que segue na Série B

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Foto: Letícia Martins - Guarani FC.

Em processo de reconstrução? As saídas da comissão técnica e do comando do departamento de futebol confirmadas na tarde de ontem significam exatamente o que? O que o Torcedor do Guarani deve esperar agora, com seu time sem treinador e sem um comando no futebol que vá participar das decisões que serão tomadas nos próximos dias?

E não dá pra minimizar, erros aconteceram, um deles foi a indicação e manutenção, por exemplo, de Vinícius Eutrópio que, se não é o principal culpado, tem boa parte de participação na culpa, comandou toda a inter temporada do time entre o Paulista e a Série B e depois foi substituído por Roberto Fonseca.

Roberto Fonseca também teve a chance de dar cara nova ao time, ao assumir, o treinador teve nada menos que 30 dias para reformular elenco, time, sistema de jogo, enfim, poderia ter trazido um Guarani de cara nova e não conseguiu, mas o departamento de futebol também aparece nesta questão, segundo o próprio treinador após uma de suas entrevistas coletivas, ele “ouvia as pessoas que viviam o futebol do Guarani há mais tempo” na hora de tomar decisões sobre quem escalar e com quem contar para mudar um jogo. Águas passadas não movem moinhos, fato, mas águas passadas deixam marcas no moinho que determinarão seu funcionamento a partir de sua passagem.

Agora o Guarani tem um elenco com 36 jogadores (37 se confirmada a contratação do volante Marcelo) e o limite de inscrições para o Campeonato Brasileiro da Série B é de 40 jogadores, restam apenas três vagas, mas a conta não é tão simples assim. Todos os treinadores apontam um elenco com 28, no máximo 32 jogadores como ideal para fazer um trabalho positivo, com este número de atletas todos tem condição de trabalhar em igualdade, treinar tanto física como tecnicamente e estarem à disposição quando necessário.

Ou seja, um treinador conta com no máximo 32 jogadores em seu leque de opções, o Guarani já tem quatro a mais (talvez cinco).

A grande expectativa do Torcedor Bugrino neste momento é para saber quem será seu novo treinador, mas se outras coisas não mudarem, isso só dirá quem será o “xingado da vez”. Se a restruturação não acontecer no futebol como um todo, e nesse todo está o elenco, de nada adiantará trocar quem escala.

Contratações? Sim, são necessárias, mas restam ao Guarani no máximo mais quatro (talvez 3) vagas. O regulamento da Série B diz que até a véspera da 20ª rodada os clubes poderão preencher suas 40 vagas totais, isso é dia 30/08, pois o Bugre entra em campo no dia 31/08 em Florianópolis abrindo o returno a Série B contra o Figueirense fora de casa.

Depois disso ainda é possível contratar, mas neste caso os clubes poderão apenas substituir 10 atletas até o dia 07/10, última data para a inscrição de novos jogadores no BID da CBF, ou seja, gente tem que sair, pra gente poder chegar.

Qual seria o ideal? Uma reformulação total no elenco nos próximos dias, infelizmente com a saída de atletas que vai causar um grande buraco nas finanças do clube, pois as rescisões contratuais deverão se tornar novas ações trabalhistas e a chegada de novos jogadores, mas com contratações criteriosas, não por indicação deste ou daquele e sim por convicção de acerto num prazo curto de dez dias.

Depois disso o clube terá ainda mais 36 dias para novas análises e poderá, com mais tempo e critério, substituir outros atletas no limite de dez.

É, a coisa foi complicada mesmo… hoje a única forma de tentar reverter isso tudo é fazer o errado pra tentar acertar, e isso só mostra que o planejamento absolutamente não existiu, mas como falar em planejamento pra um time que vai ter seu terceiro treinador em 18 jogos?

Uma coisa é fato, qualquer novo treinador vai precisar de “ovos” melhores, e o Guarani , pra salvar o ano, precisará abrir espaços no elenco pra poder melhorar o que tem hoje. Isso só mostra o quanto um planejamento mal feito e mal executado interfere no dia a dia e no andamento de tudo no Guarani, não apenas no futebol.

E tomara que o errado dê certo, porque não conseguimos fazer o certo até agora.

Marcos Ortiz

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