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Entrevistas

Roberto Fonseca: Nós “erremos” e cobrei bastante” – Deveria é ter sido cobrado, isso sim

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Foto: Letícia Martins - Guarani FC.

E depois da partida nós acompanhamos a entrevista coletiva do técnico Roberto Fonseca, repito, na minha opinião o principal responsável pela derrota do Guarani no dérbi deste domingo por toda a letargia e falta de visão de jogo durante mais de 60 minutos.

Você pode ouvir essa entrevista (se tiver coragem) no player abaixo.

Questionado sobre quais os erros que causaram a derrota da equipe Fonseca analisou: “Nós “erremos” e eu acabei cobrando bastante isso no intervalo, nós deixamos e propor o jogo como tínhamos trabalhado, algumas triangulações que tínhamos feito e movimentações ofensivas. Tomar um gol depois de uma cobrança de lateral é sempre uma coisa que a gente vai estar sempre cobrando de todos os atletas, coisas normais que tem que ser feitas pelo treinador no intervalo de uma partida nervosa”.

“Era uma partida em que tínhamos que fazer um grande jogo”, disse o treinador.

Fonseca falou sobre o não aproveitamento das bolas paradas e também da sua ideia ao escalar Brunno Lima improvisado como volante:

“Nós tínhamos a preocupação com as bolas paradas principalmente porque a defesa deles era alta, o goleiro também, procuramos fazer a movimentação, tivemos uma ou duas jogadas com o Feijão onde trabalhamos bolas curtas, mas faltou aproveitar, ser mais agressivo e contundente com essa bola de penetração na área, tivemos duas que a movimentação foi melhor que a cobrança na área, essa era uma coisa que tínhamos que propor”.

“Cobramos deles no intervalo, no primeiro tempo tivemos chances de fazer e eixamos de fazer coisas que tínhamos trabalhado. Tem que ter ousadia, tem que tentar aquilo que é trabalhado e é o que o atleta tem que tentar dentro de campo”, analisou, só se esquecendo que quem poderia ter mudado isso era exatamente ele, ao ver que seu time não desempenhava o suficiente pra tentar ameaçar o adversário.

Em seguida o treinador teve que falar sobre provocações e “respostas” dadas por adversários após a partida a respeito de uma camisa jogada no chão, sinceramente, algo muito pequeno, fora da profundidade do momento e respondeu até que bem: “Eu não vi, foi no nosso embarque? Não tenho essa preocupação, tenho que me preocupar com o jogo e tentamos trabalhar. O jogo se desenrolou tenso, nervoso e vários jogadores deles saíram cansados e com contusões. Nós tentamos, terminamos o segundo tempo em cima deles como teria que ser, quem estava perdendo tinha que propor o jogo. Isso são coisas de Torcedor, faz parte, é o dérbi, vem de anos, é coisa antiga e certos itens fazem parte de um dérbi como esse. Como eu não vi, acredito que muitos jogadores também não viram”.

Nominalmente Davó foi citado na pergunta seguinte como tendo uma atuação muito abaixo e o treinador analisou: “É um menino que vai oscilar, tem um futuro enorme, temos tentando preservá-lo em alguns momentos, em que ser gradativo. Sabemos que é um jogador de futuro imenso, acredito que teve sua participação, poderia ter uma movimentação maior dele porque trabalhamos isso, mas é algo normal, faz parte da experiência, jogadores que vem da base e são usados em dois três jogos seguidos uma hora vai faltar. Mas não foi só ele, hoje estava muito calor, muitos jogadores saíram sentindo”.

E para ele o resultado do dérbi não pode interferir na sequência da competição: “Não pode, se tivesse ganho a gente estaria aqui falando que era hora de baixar a adrenalina e voltar por campeonato. Se a gente tivesse ganho estaria trabalhando isso, como perdemos vamos trabalhar exatamente isso”, disse o treinador, que em seguida falou que conta com o Torcedor:

“Precisamos novamente do Torcedor, sabemos novamente que se quisermos o Guarani pro ano que vem numa Série B temos um caminho muito longo, esse jogo fez parte e o do Vila Nova semana que vem também”.

Ausência na partida, a última pergunta que acompanhamos falou sobre a não participação de Igor Henrique: “É um jogador que faz a diferença taticamente, ele consegue mudar a maneira de jogar. Nós tentamos uma outra formação pra podermos continuar da maneira que estávamos atuando e tivemos dificuldade, isso mostra o quanto é difícil substituir um jogador que tem qualidade principalmente na parte tática”.

Essa foi a parte da entrevista coletiva que acompanhamos, não é possível dizer se o assunto surgiu adiante, mas ao menos aqui ele não foi sequer questionado sobre o por que da não utilização de Thallyson como titular, da falta de um meia em campo desde o início da partida, função essa que jamais pode ser dada a Davó, da manutenção de Lenon, que há tempos não joga como sabemos que pode jogar e sobre qual é a posição de Ricardinho que faça ele voltar a jogar, porque não foi até agora, em 15 jogos da Série B, marcando, não foi armando, não foi flutuando, não foi encostando no ataque, enfim, não foi…

Pegaram leve demais com o técnico do Bugre que tem muito a explicar após essa derrota, mas esta é só a minha opinião.

Marcos Ortiz

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Guarani 0x2 Vila Nova


	
	
	

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