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Guilherme Vanzela

Opinião: Precisamos falar sobre Davó

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Temos uma missão para nossa querida Dona Helena: dar um “puxão de orelhas” no Davó. Claro, vamos contextualizar. Davó despontou este ano na Copa São Paulo com a camisa bugrina, marcou 4 gols contra o Internacional, pediu música no Fantástico e integrou a equipe que chegou a semifinal da competição. Não teve chances no Campeonato Paulista (sequer foi inscrito) e recebeu suas primeiras oportunidades na “fogueira”, em uma equipe que era disparada a pior da competição. Ao lado de Lucas Crispim, tem sido o destaque ofensivo do Guarani e um dos pilares na recuperação bugrina. Porém, parece que o sucesso tem tirado o foco de nosso atacante.

Importante reforçar que sim, Davó é um jovem jogador. Porém, é aquele jovem, pero no mucho. Com 20 anos nas costas, muitos jogadores já apresentam grande maturidade, atuando em partidas decisivas com muita segurança e, principalmente, demonstrando espírito de equipe. Este último quesito apresentado é exatamente o que tem faltado para nossa joia do momento, algo que tem deixado torcedores e até companheiros de cabelo em pé durante os jogos.

A individualidade é uma potencialidade enorme que desponta em Davó. Jogadas em que passa por vários marcadores com leveza, deixando muitos glúteos nos gramados empolga e muito a torcida. Porém, tais momentos exigem, na maioria das vezes, um pressuposto básico que é a imprevisibilidade. Em jogadas de Davó, tal pressuposto tem se perdido por se esquecer do coletivo, tendo foco principal no êxito individual.

O jogo contra o São Bento foi o estopim desta carreira solo em demasia. Inúmeras vezes laterais faziam a ultrapassagem (Lenon que o diga), o meio campo se posicionava para receber, mas a bola ficava enroscada nos pés de Davó. Isto oferecia tempo para uma tranquila recomposição de toda a defesa adversária ou ocorria de nosso atacante se embananar entre marcadores, pois sabiam que Davó partiria o confronto direto.

Gosto de dizer sempre que o drible deve ser encarado como último recurso. Se há um companheiro em melhores condições, não há sentido algum em buscar a jogada individual (salve exceção se o companheiro for o Cirne, claro). Ultrapassagens, toques de bola envolventes, cruzamentos precisos são a essência da ofensividade no futebol. Jogada individual é a cereja do bolo, sem necessariamente ser obrigatória para um resultado positivo.

Indo direto ao ponto: Davó precisa jogar pelo time. Natural que a mudança de patamar que ele teve neste ano – de preterido no paulistão por jogadores tenebrosos, até aposta do Corinthians para 2020 – mexa com a cabeça do atleta. Porém, se tudo isso ocorreu, ele deve e muito ao Guarani (um tanto para a Portuguesa também, sejamos sensatos).

Assistir os gols contra Vitória, Paraná e CRB é um ótimo exercício para o neto de Dona Helena. Nestes lances, Crispim estava com a bola e apostou no coletivo de maneira simples, porém, muito efetiva. Futebol é a arte do simples bem feito com doses de extravagância em momentos oportunos. Reforço: Apenas nos oportunos. Que Dona Helena consiga dar este “puxão de orelha” em Davó, pois o Guarani precisa e muito de seu futebol neste momento, mas jogando pelo time. E que isto comece hoje contra o Sport.

 

Guilherme Vanzela, jornalista londrinense, um bugrino EAD apaixonado

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