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Marcos Ortiz

Opinião: Umberto e Luciano saíram, quando demitiremos quem montou o elenco?

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Foto: Letícia Martins - Guarani Press.

Vamos falar das saídas anunciadas na tarde e ontem? É, a Série B já acabou, não de fato, mas por falta de interesse, os dois jogos finais do Guarani terão a mesma importância que tem um campeonato de bairro disputado entre a Rua A x a Rua B.

Com isso a direção decidiu: O Superintendente de Futebol, Luciano Dias, contratado com a missão de formar elencos e ser o homem forte do futebol Bugrino ainda em 2017 não terá a mesma função a partir de agora.

O que isso representa? Pode representar muito, ou pode representar pouco, e não vou falar aqui sobre contratos de cogestão ou qualquer outro tema, vou falar apenas da atribuição estatutária do Superintendente de Futebol.

Ele é uma espécie de “presidente remunerado do futebol”, seja profissional ou de base, no caso de Luciano Dias o clube decidiu pela contratação de um treinador de futebol, antes a função era desempenhada por um associado, mas vale a pena lembrar que a chegada de Luciano ao Guarani ainda em 2017 não foi para ocupar este cargo, ele chegou como Supervisor de Futebol, só foi promovido à nova função quando da saída de Anailson Neves e, na minha opinião, é um profissional sério, que já esteve à beira do campo comandando nosso time num acesso importante conquistado em 2008 e que abriu as portas para que no ano seguinte o clube voltasse à elite do futebol nacional pela última vez na sua história em 2010.

Mas não é o chamado “executivo de futebol”, o manager tão em prática no futebol moderno, o cara que faz toda a gestão do departamento, não apenas do vestiário. Onde eu quero chegar? Simples, o Guarani pode dar um salto de qualidade na sua gestão se agora optar pela contratação de um executivo para o cargo, a este executivo impor metas, objetivos claros, limites orçamentários e diretrizes de trabalho, este é o conceito da atuação do Conselho de Administração, contratar, delegar, dar rumo ao trabalho, sem no entanto desempenhar funções executivas.

E quando o clube errará? Simples também, errará se trouxer uma pessoa para a função que é estatutária, portanto obrigatória, que não tenha tais virtudes em seu curriculum. Gestão é diferente de atuação em vestiário, gestão é tudo, cuidar desde o transporte do time Sub-15 para o jogo da quarta feira, sua alimentação, até a cobrança (no sentido de prestação de contas) com a comissão técnica profissional, essa sim, responsável pela gestão de pessoal do elenco profissional.

Claro que isso custa dinheiro, claro que o orçamento é curto, claro que a estrutura é deficitária, claro que o clube tem problemas e dificuldades, mas a função do Superintendente de Futebol é exatamente administrar, implementar e até mesmo estruturar seu departamento, e observem, o cargo não é Superintendente de Futebol Profissional, é Superintendente de Futebol, ou seja, todo o futebol Bugrino.

Que a decisão correta seja tomada, mas não veremos essa decisão tomada nos próximos dias, isso só virá depois da decisão sobre as propostas de cogestão, só lembro a todos que o Superintendente de Futebol é um profissional (ou colaborador) ligado à estrutura interna do clube, não a um parceiro gestor. Pode até ser, mas estará diretamente subordinado ao Conselho de Administração por determinação estatutária.

Quanto custa? Não sei, custa o tamanho do projeto que o Guarani tem para 2019 no seu futebol.

Umberto Louzer

Junto com Luciano, Umberto deixou o comando do time e para falar sobre sua saída é preciso lembrar da sua posse no cargo, poucos dias antes do início da Série A2. O contexto era totalmente diferente, o elenco também, Umberto assumiu o time com a proposta de mostrar trabalho em cinco jogos, disso dependeria a continuidade na função e esse foi seu maior trunfo na disputa da Série A2, por que?

Por que naquele momento todos se fecharam em torno do então auxiliar promovido à função de técnico. Todo o elenco naquele momento jogou por Umberto, isso é mérito dele, claro, naquele momento se mostrou um grande gestor de pessoas, conseguiu aglutinar um grupo todo a um objetivo.

Dentro de campo ele acertou e errou, mas o time evoluiu fase a fase, chegou ao objetivo de acesso e foi além, buscou o título da Série A2, e seja de qual competição for, é muito difícil ser campeão.

Começando a Série B Umberto teve alguns momentos distintos, tinha nas suas mãos um time base montado, perdeu poucas peças no início e lá foi ele cuidar da gestão de pessoas, tanto atletas profissionais quanto funcionários do clube ligados ao seu trabalho e, por que não, administrar os anseios dos Torcedores. Pronto, ai os problemas começaram, o time começou a competição ganhando em casa e perdendo fora, muito parecido com o início da Série A2, mas logo no início veio a prova de fogo, o dérbi na quarta rodada, jogado no Brinco de Ouro.

O resultado todos sabemos, o time perdeu, jogou abaixo do esperado, a Torcida, claro, ficou insatisfeita, mas em seguida, ao contrário do que se esperava, o time reagiu, brigou, conseguiu resultados importantes, achou um sistema de jogo que deu resultado, mas veio outro problema, o time perdeu titulares negociados exatamente quando se firmava na disputa da Série B, coincidentemente quase todos os negociados (a exceção foi Bruno Nazário) não eram ligados a nenhum dos dois grupos de empresários que em seguida trariam um novo problema à sua gestão de pessoal.

Lá foi Umberto remontar seu time, seu esquema de jogo (detalhe, ele não escolheu quase nenhum dos jogadores contratados, recebeu um pacote de empresários e com este pacote teve que dar um jeito) e depois de uma instabilidade o time parecia ter encaixado de novo, voltou a pontuar bem, voltou a vencer jogos importantes e no exato momento em que tudo caminhava pra uma competição vitoriosa Umberto resolveu mudar o esquema, saíram os três volantes, entraram os três meias. Qual foi seu grande erro? Não ver que seu time sabia jogar se defendendo com mais proteção e com um meio de campo mais liberado pra atacar, pronto, outra crise, séries de resultados ruins, insatisfação, críticas e neste momento surgiu o maior bombardeio de todos, o clube anunciou que pretendia assinar um contrato de “Gestão Compartilhada” no meio da competição, no mês de agosto.

Inocente quem diz que isso não interferiu no andamento do time, interferiu sim, e negativamente, mas vamos voltar a falar de Umberto Louzer.

Errou, errou muito, errou no sistema de jogo, errou na escalação e insistência com jogadores que já não correspondiam dentro de campo, mas errou principalmente ao não detectar com quais jogadores poderia contar a partir dali, resumidamente ele errou ao apostar que atletas que em algum momento renderam voltariam a render, com isso os jogos foram passando, os resultados foram não acontecendo e ai aconteceu o maior de todos os erros.

Ele tinha duas opções, ou rompia com o que entendia como time ideal e arriscava mudar por um objetivo maior, a conquista de resultados, ou mantinha no time jogadores desinteressados, é a decisão não era fácil, mas precisava ser tomada. Pergunto, por que não admitimos que diante de todos os jogadores disponíveis na posição, Marcílio era o melhor? Simples, porque ele errou muito no dérbi e custou a derrota, mas Pará custou tantas outras derrotas depois até ser substituído por Romário que não conseguiu mostrar em absolutamente nenhum jogo que disputou qualquer melhora de nível na posição mais carente do elenco.

Por que não vimos o volante Fabrício Bigode jogar enquanto vimos um desinteressado e errando muito Willian Oliveira em campo? Por que mantivemos um deslumbrado Matheus Oliveira em campo por tanto tempo para nas rodadas finais voltarmos ao esquema de jogo com três volantes, um deles, Denner, mais adiantado? Por que insistimos tanto com Rafael Longuine que jogou enquanto quis e depois simplesmente parece que parou de querer? Curioso, os três jogadores pertencem à mesma empresa e são ligados ao mesmo clube…

Mais ainda, por que temos no elenco Georgemy, Romisson e Douglas Silva? Georgemy todos vimos o que fez, os outros dois sequer jogaram, sequer opções de banco de reservas foram, por que estavam no elenco então?

Cabem outros casos como Oliveira, Edson Silva, Éwerton Alemão, Anderson (se contundiu), Guilherme, Caíque e Marcão, Bruno Xavier (se contundiu)? Exceção a Marcão, todos os outros pertencem ao Grupo A ou ao Grupo B, assim como praticamente todos os titulares e reservas usados na maioria dos jogos. Quem não pertence? Ricardinho, Rondinelly e Marcão.

É, a vida de Umberto não foi fácil, eu não queria estar no lugar dele não. Agora pergunto, ele pagou pelos seus erros e foi demitido, sim, tardiamente porque talvez se saísse antes poderia ter dado espaço a um treinador com discurso diferente, postura diferente e talvez esse outro treinador conseguisse fazer ao menos 15 jogadores do atual elenco Bugrino jogarem futebol, mas percebam, estou falando de 15 num elenco de 40, e os outros 25?

Pronto, Umberto foi demitido, o Guarani não conseguiu chegar brigando nas rodadas finais e eu só faço uma pergunta (reconheço que era o momento de ele sair, que fique claro):

QUANDO DEMITIREMOS QUEM MONTOU O TIME? QUANDO DEMITIREMOS QUEM FORMOU UM ELENCO DE 40 JOGADORES ONDE QUANDO PRECISAMOS NÃO ACHAMOS 15?

Sinceramente, se isso não mudar as saídas de Umberto e Luciano Dias só farão mudar as moscas. Tem uma conversa de bastidores muito antiga que diz que empresário te cede um jogador bom, mas te obriga a aceitar dois ruim de contrapeso, acho que no nosso caso a cota foi maior que essa, porque no final das contas só sobrou o Ricardinho, que por coincidência não pertence a nenhum dos dois grupos.

Boa sorte Umberto, que seu futuro seja tão grande quanto foi a conquista da Série A2 e a volta do Guarani à Copa do Brasil, porque na Série B seus problemas foram tantos que ficou difícil conseguir pensar com clareza no que deveria ser feito, e sem conseguir pensar os erros foram muito maiores que os acertos, como será todas as vezes em nossas vidas que passarmos por situações parecidas.

Em tempo: Não sou um tolo ou inocente que acredita que se faça futebol no Brasil sem contar com a participação de empresários na formação de elencos pelo contrário, acho isso muito saudável, só penso que quando as contratações e formações de elenco passam diretamente pelas mãos de um único empresário ele deva arcar com as consequências do que fez.

Sinto muito se não falei o que você esperava, mas eu não preciso escrever para você concordar, preciso sim que você leia e pense, não que concorde, mas pense sobre o assunto.

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: Conselho Deliberativo rasga Estatuto em duas decisões na mesma noite

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Depois de ter uma reunião interrompida no mês de novembro, o Conselho Deliberativo do Guarani FC voltou a se reunir na noite de ontem (12/12) para tratar de assuntos menores, retomando a pauta interrompida anteriormente e infelizmente o que aconteceu foi o sepultamento definitivo do Estatuto Social instituído em fevereiro de 2014.

O pior, o desrespeito às normas do Clube partiu dos conselheiros (de agora em diante será com c minúsculo mesmo) que não conseguem entender que desempenham o cargo exclusivamente para validarem os temas de acordo com o que determina o Estatuto Social, não o que for mais cômodo diante de seu circulo de amizades e convívio social.

Em duas decisões tomadas por menos de 50% dos conselheiros, pois de um total de 80, apenas 35 compareceram à reunião que alias foi muito pouco divulgada, dois artigos estatutários foram desrespeitados exatamente por quem deveria ser “guardião” destes itens:

Ao permitir que o empresário de atletas Luiz Roberto Zini Junior mantenha-se no quadro de conselheiros deliberativos para o qual foi eleito em março de 2016, o Conselho Deliberativo rasgou o Estatuto nos seguintes itens:

Artigo 134 – Os membros dos Conselhos, integrantes de órgão criado por este Estatuto, bem assim os Administradores, nomeados ou contratados, devem servir com lealdade, probidade e transparência ao clube, empregando, no exercício de suas funções, cuidado e diligência, sendo-lhes vedado:

V – ser detentor de direitos financeiros ou econômicos sobre atletas ou atuar como agente de jogadores.

De atenuante neste caso existe o fato de o nome do empresário de atletas de futebol ter sido aprovado pela Comissão Eleitoral criada em 2015 para nortear o pleito e as chapas inscritas à época, portanto, o erro partiu de início, estando tal fato viciado na sua origem e agora o Conselho Deliberativo resolveu instituir a irregularidade como regra.

A segunda decisão é a mais lamentável de todas. A maioria dos conselheiros presentes decidiu que o ex presidente do Conselho de Administração, o advogado Horley Alberto Cavalcanti Senna, assumisse vaga de Conselheiro Vitalício do clube, desrespeitando os seguintes itens estatutários:

Artigo 52 – O Conselho Deliberativo será constituído:

III – por conselheiros vitalícios sem número fixo ou limitação.

Parágrafo 1º – São aptos a assumir como Conselheiros Vitalícios todos os ex-presidentes do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração eleitos a partir de 2014, desde que eleitos para mandatos completos completos e os cumpram integralmente permanecendo como associados do Clube , em dia com as responsabilidades sociais e sem punições judiciais ou administrativas por falta grave ou gravíssima pela Comissão de Ética e Disciplina.

Infelizmente ao decidirem pela concessão do título ao ex dirigente, o Conselho Deliberativo ignorou o fato de o mesmo ter cumprido mandato tampão, ou complementar, como queiram, assumindo o cargo em outubro de 2014 para complementar cinco vagas remanescentes do Conselho de Administração eleito em março de 2014. Ao aceitar a argumentação do ex presidente em seu pleito, o Conselho Deliberativo ignorou o fato de dois Conselheiros de Administração, o advogado Gustavo Moura Tavares e o empresário Luiz Antônio Carrera Torres, eleitos em março de 2014, terem composto as duas vagas restantes daquele Conselho de Administração ali recomposto em cinco cargos.

Infelizmente o Guarani Futebol Clube só mostra a cada dia que insiste em não amadurecer. Seus representantes preferem adotar o estilo bonachão, trazendo regalias aos amigos e em momento algum demonstram preocupação com os regulamentos do Clube que deveriam ser respeitados.

Como sugestão, peço aos atuais responsáveis pelo clube que convoquem uma comissão de reforma e alteração do Estatuto Social vigente desde fevereiro de 2014 e refaçam aquilo que deveria ser tratado e respeitado como regra máxima, pois se não é possível cumprir a regra, de que adianta tê-la?

É lamentável, o Conselho Deliberativo do Guarani Futebol Clube escreveu um capítulo horroroso na noite da última quarta feira e, infelizmente, me mostrou que não tem condições de zelar pelo bom andamento dos interesses do clube em assuntos importantíssimos que serão tratados proximamente.

E antes que digam, não trata-se de aversão minha (APESAR DE EXISTIR) contra as duas pessoas beneficiadas nas decisões, trata-se do lamento pela morte de dois institutos de um mesmo clube no mesmo dia, o Conselho Deliberativo e o Estatuto Social do Guarani Futebol Clube.

Uma pena.

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: 2019 – O que cobrar, como cobrar e de quem cobrar?

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Faltando 39 dias para o início da Série A1 do Campeonato Paulista e consequentemente a abertura da temporada 2019 do futebol Bugrino, o que temos ou o que sabemos do Guarani? Quais as certezas, as dúvidas e as probabilidades?

Com comissão Técnica e comando definidos, o Departamento de Futebol tem o desafio de montar o novo elenco apenas com os recursos que o Guarani tem à sua disposição neste momento. Depois de sonhar com uma “Gestão Compartilhada” durante todo o segundo semestre de 2018 numa aposta de que o processo seria votado, uma proposta seria aprovada e o Campeonato Paulista já se iniciaria sob a batuta do parceiro-gestor escolhido, o Guarani inicia o Paulistão com a cota de cerca de R$ 5/6 milhões da Série A1.

Pouco? Não, pouco não é. Principalmente se julgarmos que a competição começa em 20 de janeiro e termina em 21 de abril, portanto, são R$ 5 ou 6 milhões para 90 dias de competição.

Ainda que descontado R$ 1 milhão por conta das tão faladas penhoras, sobram ao Bugre cerca de R$ 4 a 5 milhões para tal período, e neste período o clube ainda receberá verbas provenientes das cotas da Copa do Brasil, dependendo do avanço em fases, o Guarani terá cerca de R$ 4 milhões de novos recursos durante o período, isso avançando ao menos até a terceira fase.

Assim, é possível dizer que, se há uma competição onde o Guarani terá um teto de arrecadação no ano, esta competição é o Campeonato Paulista pois, se em 90 dias de disputa o clube lidará minimamente com um orçamento de R$ 5 milhões, já descontadas as penhoras, isso monta uma receita mensal de R$ 1,66 milhão que ultrapassa os R$ 2 milhões se somados aos R$ 350 mil mensais vindos do acordo judicial da empresa Magnum na aquisição do patrimônio do clube.

Se comparada com o valor que o clube receberá pelo restante da temporada quando entre os meses de maio e novembro disputará a Série B do Campeonato Brasileiro e espera-se que em 2019 as cotas da Série B cheguem aos R$ 8 milhões, o Guarani terá orçamento menor neste período se comparado ao primeiro trimestre de 2019.

Nos 07 meses de disputa da Série B o clube terá garantido cerca de R$ 6,4 milhões (R$ 8 milhões descontados 20% de penhoras), o que daria uma receita mensal de R$ 914 mil mensais, somadas aos mesmos R$ 350 mil mensais do acordo judicial da Magnum, teremos um orçamento mínimo de R$ 1.3 milhão nos sete meses finais de competições, contra um orçamento mínimo de R$ 2 milhões mensais dos primeiros três meses da temporada.

O que fazer?

Como Superintendente de Futebol, Fumagalli tem nas mãos o desafio de montar o orçamento de seu departamento e negociar com o Superintendente Executivo a gestão dos recursos de modo a preservar o equilíbrio das contas do Guarani Entidade com o Guarani Futebol e, neste contexto, qualquer bom acordo que possa trazer jogadores ao Guarani com salários integral ou parcialmente pagos por seus clubes de origem aumentará em muito o poder de tiro do time nas competições.

O segundo desafio de Fumagalli como gestor será administrar uma boa campanha na Copa do Brasil e fazer poupança dos recursos que vierem de cotas de avanços de fase. Qualquer fase avançada trará minimamente R$ 1 milhão aos cofres do clube, valor que pode ser investido na formação do elenco e na manutenção das contas da disputa do Campeonato Brasileiro. A conta é simples, 1 milhão dividido por 7 meses dará ao Guarani uma receita extra de R$ 143 mil mensais, ou seja, a receita, apenas avançando para a segunda fase da Copa do Brasil, aumenta de R$ 1,3 milhão para 1,440 milhão.

E para que você possa entender a diferença entre os cargos, apresentei ai acima a real função estatutária do cargo de Fumagalli, o Superintendente de Futebol, e abaixo vou apresentar a real função do cargo de Marcus Vinícius, o Executivo de Futebol:

Cabe ao executivo de futebol a gestão de pessoas, o relacionamento com clubes parceiros, empresários, a negociação de valores, salários e condições. Enquanto Fumagalli administra o departamento de futebol, Marcus Vinícius tem a missão de gerenciar todo o departamento, negociando, tratando e preservando o orçamento do Clube para o período determinado que será sempre trazido por Fumagalli, em comum acordo com o Superintendente Executivo e o Conselho de Administração.

Cá entre nós, R$ 2 milhões mensais no Campeonato Paulista e R$ 1,4 milhão mensal na disputa do Campeonato Brasileiro está longe de ser considerado um orçamento pequeno, ainda mais para um clube do tamanho e tradição do Guarani, o que permite ainda mais atrair parcerias para que outros grandes clubes tenham seus atletas em evidência em três das 4 maiores competições do futebol brasileiro, o Campeonato Paulista da Série A1, a Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro.

Cada um tem sua função, cabe a cada um que as execute e a nós que saibamos quem é quem para podermos cobrar corretamente de cada um aquilo que realmente é sua atribuição.

Em 2019 acredito que o Guarani terá o maior desafio de todos pela frente, o de ser bem administrado, e, se conseguir, terá condições de superar o ano de 2018 que, mesmo com a frustração da Série B, sem dúvida, foi o melhor dos últimos 08 anos, no mínimo.

Qual o objetivo do Guarani e o que cobraremos neste ano? Dentro de campo o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, fora dele que finalmente o clube tenha seu patrimônio recuperado com o início das obras previstas nas contrapartidas do acordo judicial que culminou com a venda de todo o patrimônio físico ao Grupo Magnum:

O ano de 2019 tem que ser o do novo Centro de Treinamentos e 2020 tem que marcar o início da construção da Arena. Sem isso não adianta conquistar dentro de campo e continuar sem estrutura para as competições às quais o time se credenciará.

É, 2019 pode ser o melhor ano do século para o Guarani que terá ao menos o segundo maior orçamento de sua história, podendo, se se esforçar em angariar parcerias, patrocínios e outros acordos financeiros, transformá-lo no maior, pois em 2010 o clube arrecadou R$ 23 milhões, porem boa parte disso se perdeu em penhoras incontroláveis na época que hoje são calculadas em 20%.

Talvez o grande desafio do clube a parti de agora seja crescer, por isso defendo tanto o profissionalismo de todos os departamentos e essa é a obrigação do Conselho de Administração, permitir que o clube se profissionalize para voltar a crescer, por isso devemos cobrá-los também, e muito!

O que vamos cobrar? Vocês eu não sei, mas eu já disse ai em cima, e não será nada menos que isso, mas pode ser um pouco mais… vai que de repente o ano se apresenta nos dando a chance de disputar e conquistar um título…

Em tempo: Como vocês devem ter percebido, nos últimos dias não tenho conseguido postar muita coisa e acho que todos merecem uma satisfação.

Sou filho único, minha mãe mora comigo e está internada desde o dia 03/12 na UTI com problemas respiratórios, totalmente sedada e entubada. Com isso, sinceramente, não tem me sobrado muito tempo pra muita coisa, são duas visitas diárias, uma as 14:30, outra às 20:00, e assim tento equilibrar minimamente as postagens aqui no Planeta, com vocês, ok?

Claro, agradeço desde já as orações de todos vocês pela pronta recuperação dela.

É isso… vamos nos falando!

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: O que esperar de um novo elenco? Analisando meio de campo e ataque Bugrino

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Seguindo a análise do elenco atual do Guarani e a montagem do elenco que disputará a Série A1 do Campeonato Paulista a partir do final de semana do dia 20 de janeiro, vamos falar do meio de campo?

Apenas posicionando que na análise anterior chegamos a um número de 12 jogadores de um elenco de 26 profissionais possíveis, então vamos ao trabalho!

Volantes: Atualmente o Guarani tem os volantes Ricardinho, Denner, Willian Oliveira, Fabrício Bigode e Romisson. Competição com limite de elenco requer elenco enxuto, então o ideal é trabalhar com quatro jogadores da posição.

Destes atletas, Ricardinho já teve seu contrato renovado, a melhor notícia do final do ano Bugrino, e o clube não pode errar, deve pensar na polivalência do jogador ao formar seu elenco e por isso mesmo, na minha opinião, outros dois jogadores deveriam ser mantidos, não como titulares, mas como boas opções, são os casos e Denner (também joga como meia) e Felipe Rodrigues (também joga como lateral direito). Willian Oliveira, apesar de sua titularidade, não deveria permanecer, assim como Romisson que sequer teve oportunidade de entrar em campo e Fabrício Bigode que até considero bom jogador, mas não manteria.

Precisamos de ao menos um volante titular, de preferência que jogue como primeiro volante.

Meias: Aqui teremos polêmicas com certeza. Atualmente o Bugre tem no seu elenco os meias Rondinelly, Guilherme, Rafael Longuine, Matheus Oliveira e Matheus Anjos e, como o elenco tem que ser enxuto, quatro meias, no máximo cinco deve ser o número ideal.

Destes, Rondinelly tem contrato, até por isso está de férias desde antes do jogo contra o Londrina, assim, uma vaga pode estar definida. Restam então outras quatro vagas e aqui vem outra polêmica, apesar de sua queda de rendimento nos momentos decisivos da Série B, eu manteria Rafael Longuine, não como titular, mas para brigar pela titularidade. Assim, considero importante a contratação de ao menos três meias, dois deles com condições claras de serem titulares e um terceiro para repor qualquer problema com lesão ou suspensão surgida durante a competição. Matheus Oliveira, Guilherme e Matheus Anjos eu não manteria.

Ataque: Vamos finalizar o elenco? O Guarani tem hoje os atacantes Bruno Mendes, Anselmo Ramon, Marcão, Erik, Gabriel Podeva, Caíque, Jefferson Nem, Bruno Xavier e Douglas Silva.

Vocês se lembram do limite de 26 jogadores, certo? Formando a defesa chegamos ao número de 12 jogadores, restaram 14 e destes 14 preenchemos quatro vagas com volantes e outras cinco com meias, restaram apenas cinco vagas para o ataque.

O Guarani também poderia ter um trunfo neste setor, Gabriel Poveda, jogador que voltou a ser vinculado às categorias de base, mas ele não tem um ano de vínculo com o clube, assim, entra na lista de jogadores “normais” e portanto não estaria nas minhas prioridades.

Dos atuais atacantes eu manteria certamente Bruno Mendes, agora vamos falar friamente: O melhor centro avante que o Guarani teve na Série B foi Anselmo Ramon, jogou pouco, fez dois gols nas poucas oportunidades que teve e se lesionou seriamente, mas passou por cirurgia e está terminando seu período de recuperação, então cabe ao departamento médico se posicionar sobre a real condição clínica deste jogador que eu manteria no time, desde que em plenas condições clínicas.

Restaram três vagas, Marcão, Erik, Caíque, Jefferson Nem, Bruno Xavier e Douglas Silva (mais um que sequer entrou em campo), destes não manteria nenhum no elenco, buscaria três atacantes, dois de velocidade e um de referência e assim o elenco estaria formado.

Vamos ver como ficaria?

Goleiros: Um Goleiro, Agenor e Carlos;
Laterais Direitos: Um lateral e Lenon;
Laterais Esquerdos: Um Lateral, Outro Lateral e Marcílio;
Zagueiros: Um Zagueiro, Fabrício (Outro Zagueiro), Outro Zagueiro, Philipe Maia e Outro Zagueiro;
Volantes: Ricardinho, Um Volante, Denner e Felipe Rodrigues;
Meias: Outro Meia, Rafael Longuine, Outro Meia, Rondinelly e Outro Meia;
Atacantes: Bruno Mendes, Anselmo Ramon, Outro Atacante, Outro Atacante e Outro Atacante.

Temos 27 jogadores, né? Lembrem-se, Carlos é goleiro vinculado á base, portanto abrimos uma vaga para outra posição que poderá ser importante para o equilíbrio do elenco.

Total de Jogadores Mantidos – 12: Agenor, Lenon, Marcílio, Fabrício, Philipe Maia, Ricardinho, Denner, Felipe Rodrigues, Rafael Longuine, Rondinelly, Bruno Mendes e Anselmo Ramon.

Total de Jogadores Contratados: 14: Um goleiro, um lateral direito, dois laterais esquerdos, três zagueiros, um volante, três meias e três atacantes.

Essa é a minha expectativa para a formação do elenco que disputará o Paulista. Alguns jogadores estão nessa lista apenas por terem contrato em andamento, casos de Philipe Maia, Marcílio e Rondinelly, por conta disso estão relacionados, e deixei duas situações abertas, o zagueiro Fabrício que tem proposta e pode não ficar e o atacante Anselmo Ramon que precisa ser avaliado pelo departamento médico e, se estiver clinicamente recuperado, é nome certo na minha lista de remanescentes.

E você? Concorda, discorda? Deixe a sua opinião, ela é importantíssima, mas pensem que um elenco tem que ter uma base, assim, o meu time titular teria:

Um goleiro; Um Lateral Direito (Lenon), Um Zagueiro, Fabrício (Outro Zagueiro) e Um Lateral Esquerdo; Um Volante, Ricardinho, Um Meia e Outro Meia; Um Atacante e Bruno Mendes (Anselmo Ramon).

Marcos Ortiz

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