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Marcos Ortiz

Opinião: Um raio-x do primeiro turno e o que esperar do returno na briga pelo acesso

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Vai começar o segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro com o Bugre bem colocado e na briga direta por uma das quatro vagas que darão o acesso à Série A de 2019, mas o que esperar do Guarani nestas 19 rodadas finais?

Depois de enfrentar  problemas durante o primeiro turno que custaram pontos preciosos, o Guarani conseguiu se manter na briga. Entre os problemas enfrentados estão falhas no sistema defensivo e ofensivo, principalmente nos minutos finais dos jogos. Por conta disso a busca passou a ser por reforços nos dois setores para trazerem equilíbrio à equipe.

Apenas para termos um parâmetro de comparação, no dia 13 de maio o Bugre enfrentava o mesmo Fortaleza que enfrentará no próximo sábado e a escalação tinha: Bruno Brígido; Lenon, Philipe Maia, Anderson e Marcílio; Dênner (Luan), Ricardinho, Kevin (Serafim), Rondinelly e Caíque; Pedro Bortoluzo (Edson Silva).

Deste time, Bruno Brígido, Lenon e Pedro Bortoluzo deixaram o elenco. Anderson, Marcílio e Caíque não estão mais entre os titulares e das alterações de Umberto, Luan deixou o elenco transferido para o Mirassol, Matheus Serafim foi pouco aproveitado durante o primeiro turno e Edson Silva recentemente perdeu a posição pra Philipe Maia que este vem campo na partida de estreia.

Portanto seis dos titulares na estreia não estarão entre os titulares na partida de volta, a isso acrescente-se o fato de Kevin ter atuado como meia/atacante naquela ocasião e agora está garantido na lateral direita, sua real posição.

Se decidir repetir a equipe titular da última partida quando venceu o Londrina por 2×1 e encerrou o primeiro turno na quinta colocação, Umberto levará a campo: Oliveira; Kevin, Philipe Maia, Everton Alemão e Pará; Willian Oliveira, Ricardinho, Denner, Willian Oliveira e Rafael Longuine; Bruno Mendes. Nada menos que sete alterações no time titular, um time completamente diferente daquele que sofreu um gol no último lance da partida e viu o primeiro ponto da competição escapar naquilo que se tornaria o principal ponto negativo da equipe na sequência.

Mas as mudanças para o segundo turno podem não parar por ai, o Guarani tem ao todo nove jogadores que ainda não atuaram nem ficaram à disposição como opções. São os recém contratados Agenor (goleiro), Felipe Diadema (lateral direito), Fabrício Carioca (zagueiro), Ferreira (zagueiro), Fabrício (volante), Romisson (volante), Jefferson Nem (meia/atacante), Douglas Silva (atacante) e Bruno Xavier (atacante). Destes jogadores, certamente, Agenor, Fabrício Carioca, Fabrício, Jefferson nem e Bruno Xavier brigam diretamente por uma vaga na equipe titular, a eles acrescente-se o atacante Marcão que deverá estar em plenas condições físicas, com chances de disputar a posição com Bruno Mendes.

Onde o time ganha?

O Bugre precisa ganhar segurança dentro de campo e para isso o setor defensivo é o principal alvo. Com a entrada de Fabrício Carioca na zaga a expectativa é que o time ganhe mais estabilidade, restando o resultado da briga entre Oliveira e Agenor para saber qual deles será o camisa 1 da equipe, posição que trouxe sérias críticas depois da saída de Bruno Brígido. O time pode ganhar e se fortalecer neste setor, ponto positivo.

No meio de campo pouca coisa deve mudar, essa questão depende basicamente do sistema de jogo que Umberto pretenda utilizar na sequência da competição, mas a maioria dos atuais titulares deverão ser mantidos, casos de Willian Oliveira, Ricardinho, Matheus Oliveira e Rafael Longuine. A mudança de sistema de jogo pode dar oportunidade a um segundo atacante, o tão sonhado jogador de beirada de campo que pode sair da disputa entre Jefferson nem e Bruno Xavier, o que traria ganho à equipe no próximo setor analisado, o ataque.

No setor ofensivo o Guarani testou várias opções, como segundo atacante atuaram Caíque e Erik, mas nenhum deles se firmou entre os titulares, em que pese a atuação decisiva de Caíque no confronto com o Avaí fora de casa marcando dois dos três gols no empate por 3×3 depois de star perdendo por 2×0 na primeira etapa. Ficam boas expectativas quanto às chegadas de Jefferson nem e Bruno Xavier, portanto o elenco ganha nesta posição.

E por último o camisa 9, o jogador responsável pelos gols. Ofensivamente a campanha Bugrina não pode ser considerada ruim, com 27 gols marcados o Bugre teve o terceiro melhor ataque, atrás apenas de Atlético-GO (30) e Fortaleza (28), neste momento tem o quarto melhor ataque da competição depois  da vitória do Avaí sobre o Vila Nova por 1×0 a equipe Catarinense chegou aos 28 gols marcados, com um jogo a mais.

Ataque de poucos gols

Mas apesar do bom rendimento do ataque, o camisa 9 deixou a desejar, o Guarani teve nesta função Pedro Bortoluzo, Bruno Mendes, Anselmo Ramon e Marcão, destes jogadores Bortoluzo marcou 1 gol, exatamente na estreia contra o Fortaleza, Bruno Mendes marcou apenas um gol e Marcão não marcou nas poucas oportunidades que teve (apenas uma como titular). O camisa 9 que mais marcou gols foi Anselmo Ramon que deixou sua marca duas vezes, mas se lesionou e não voltará a campo nesta temporada.

Os gols Bugrinos foram marcados, por setor, assim distribuídos: Defesa 1, Meio de Campo 18 e ataque  6. Do setor defensivo apenas Pará marcou, dos volantes marcaram Ricardinho (2) e Denner (2), dos meias marcaram Rafael Longuine (7), Rondinelly (2), Bruno Nazário (2), Guilherme (2) e Matheus Oliveira (1), já os gols dos atacantes foram marcados por Pedro Bortoluzo (1), Bruno Mendes (1), Caíque (2) e Anselmo Ramon (2). O Bugre ainda teve dois gols contra a seu favor, o primeiro de Danilo Barcelos no dérbi e o segundo de Daniel Borges contra o Oeste.

Em percentuais cada setor contribuiu com: Defesa 3,71%, Meio de Campo 66,67% e Ataque 22,22%. Já 7,41% dos gols foram marcados contra.

O que esperar?

Tradicionalmente zagueiros contribuem com gols, principalmente em bolas aéreas, além do desempenho abaixo da média no aspecto defensivo, os zagueiros Bugrinos ficaram devendo e não conseguiram ajudar o Bugre com gols no primeiro turno. Isso precisa melhorar, apesar de não ser a principal função dos zagueiros, o grande diferencial nas bolas aéreas ofensivas é exatamente a presença deles na grande área.

No meio de campo não cabem comentários, o setor é o principal destaque do Guarani na competição e, até pelo número de gols marcados, distribuídos entre todas as posições, é responsável direto pela boa campanha. Que continue assim.

Já no sistema ofensivo a cobrança deve ser maior. Apenas seis gols marcados e apenas 22,22% de percentual de participação nos gols marcados pela equipe deixam claro que o ataque não funcionou, ou funcionou pontualmente em algumas partidas e esse número precisa crescer na segunda metade da competição para que o time conquiste resultados importantes e mantenha-se na briga pelo acesso.

Equilíbrio é a palavra chave. Matematicamente o número mágico para a quarta vaga é 63 pontos, assim o Guarani precisará melhorar sua campanha de 29 pontos no primeiro turno, precisando chegar a um mínimo de 34 pontos na segunda metade da competição e para isso precisa ao menos de uma vitória e um empate a mais. Se no primeiro turno a campanha foi de 08 vitórias, 05 empates e 06 derrotas, o time precisará de ao menos 09 vitórias, 06 empates e, no máximo, 04 empates.

Problema é que, ao contrário do primeiro turno, o Guarani terá agora 10 jogos como visitante e 09 jogos como mandante. Fora de casa o Guarani colecionou 03 vitórias, 02 empates e 04 derrotas, em casa foram 05 vitórias, 03 empates e 02 derrotas. O ideal é superar os 63 pontos, para isso, além do aproveitamento em casa ter que melhorar dos atuais 60% de aproveitamento, já fora de casa, se mantiver o aproveitamento de 40,74% dos pontos ganhos terá uma boa média e estará brigando minimamente pela quarta vaga ao final da 38ª rodada.

Se mantiver os percentuais do primeiro turno o Guarani não terá, matematicamente, condições de chegar à quarta vaga. Somará cerca de 12 pontos como visitante e 16 pontos como mandante, fazendo apenas 28 pontos e terminando a competição com 57 pontos, podendo variar para 58 no arredondamento de percentuais.

Então essa é a nossa torcida, uma campanha de ao menos 06 vitórias em casa e 04 vitórias fora de casa, somada a pelo menos 03 ou 04 empates nos demais jogos podem ser suficientes. A sorte está lançada, mas que não fique a cargo da sorte, que seja graças ao equilíbrio.

Agora é contagem regressiva, esta é a reta final da Série B do Campeonato Brasileiro e este é o Bugre na disputa dela. Tudo começa neste sábado onde uma vitória sobre o Fortaleza será primordial para que a equipe consiga se firmar entre os quatro primeiros colocados. Se vencer, o Bugre poderá figurar entre os quatro primeiros pela primeira vez após uma rodada completa, ultrapassando o Vila Nova que perdeu para o Avaí na abertura da rodada, mas para isso ainda terá que torcer para que o Figueirense, ainda que vença o Juventude fora de casa, não seja por um placar que permita aos catarinenses tirarem a diferença de 01 gol de saldo neste momento.

 

Marcos Ortiz

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Guarani 0x2 Vila Nova


	
	
	

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