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Marcos Ortiz

Opinião: Os intermináveis dérbis sem torcida visitante – Quando jogadores e comissões são a única Torcida

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Foto: Gabriel Uchida - FotoTorcida.

Qual é o peso de uma torcida na vitória do seu time? Não sei, não sabemos, e alias, já que a ciência evoluiu tanto, principalmente a ciência do rendimento esportivo, alguém poderia fazer um estudo sobre isso. O que, é, o que significa, o que representa o torcedor para um atleta de futebol e quanto isso repercute no seu rendimento dentro de campo?

Nem sempre a evolução é boa, vejam o caso da “evolução da segurança pública” por exemplo. Aqui em São Paulo ela levou os especialistas a entenderem que clássico merece uma torcida só, a do time mandante e ai remetem o time visitante ao estádio do adversário onde, em tese, estará sujeito a todo tipo de coação, repulsa, ofensas ou até mesmo à agressão física. Sim, a segurança pública de São Paulo retira do torcedor o seu direito de ir e vir, ela proíbe que um simples torcedor se dirija a um estádio de futebol pra ver seu time jogar, é uma aberração, mas os especialistas entendem que isso evita violência.

Ai ficou chato demais, não há mais duelo de arquibancadas, acabou o “abafar os caras”, seu time deve se sujeitar a jogar sem o apoio da sua torcida. A mesma segurança pública que nos tirou das arquibancadas de São Paulo a festa das bandeiras de mastro e de tantos outros acessórios que faziam do futebol uma festa popular, agora afastou dos clássicos o torcedor visitante. Acreditem, um dia ela tirará do estádio as duas torcidas, o que alias já quase aconteceu no Rio de Janeiro quando da final da Taça Guanabara entre Vasco x Fluminense.
Sim, foi no Rio de Janeiro, mas que um dia a segurança pública paulista aprenda com o exemplo das cenas vividas nas cercanias do maracanã que tirar torcedor do estádio não diminui violência, pelo contrário, propaga a violência para os arredores do estádio, para os bairros, para os terminais, para as ruas. É um pavio estendido só esperando uma fagulha pra ser aceso e levar fogo ao barril de pólvora.

E como resolver o problema da segurança então? Não sei, os especialistas que o digam, eu sou especialista em torcer pro meu time, só isso, e isso eu não posso fazer. Ah, você torce pro outro time e tá achando engraçado né? Coitadinho do Bugrino, tá reclamando de não poder ir ao dérbi… então lembre-se, você também não poderá ir quando ele for jogado no Brinco e se não enxerga que seu direito também foi tirado de você, desculpe, você faz jus ao mascote do seu time, não pensa como Homem, animal racional.

Como esquecer do primeiro dérbi no “xiqueiro”? Como esquecer que assisti o jogo da cabeceira do portão principal com meu pai e minha mãe. Como esquecer de tantos outros que vieram depois, alguns ganhamos, outros perdemos, outros empatamos, mas cada um deles deixou marcada a lembrança. Houve violência? Sim em muitos houve, mas pra que servem os especialistas em segurança quando eles não garantem a sua segurança? Mais ainda, se não garantem, simplesmente proíbem.

Como esquecer o gol de bicicleta do Edmilson, como esquecer o que fez Amoroso, como esquecer Luizão, o Terror do Chiqueirão, como esquecer o golaço de Caíque logo a um minuto de jogo?
É, no futebol “gourmetizado” não cabe mais torcida visitante, e pra poupar vocês do palavrão vou escrever: Galhofas, o que vocês fizeram com o futebol? Nesta semana estaríamos vivendo as filas pra comprar um dos poucos ingressos pro dérbi, a Torcida Bugrina estaria se preparando pra fazer mais um espetáculo, seus bandeirôes estariam sendo preparados e na sexta feira à noite o povo já começaria a se concentrar em frente ao Brinco porque não aguentava mais a ansiedade de esperar a hora do jogo.

Como esquecer tudo isso? Não dá! Nem eu nem você, nenhum de nós poderá estar lá. Claro, alguns estarão de corpo presente, mas a alma terá que se esconder, a comemoração do gol, do lance bonito, do carrinho bem dado, do chutão que aliviou o perigo da grande área, da grande defesa feita pelo goleiro, daquela bola que passou raspando ou explodiu na trave.

E agora, o que resta? Resta aos nossos jogadores entenderem que nós fomos tirados da festa, proibidos de estar lá ao lado deles e transformarem todas as adversidades em combustível. Resta a eles nos representarem da forma que torcedor gosta de ser representado engolindo o adversário e a cada conquista dentro de campo lembrar do Torcedor Bugrino que estará em casa, em bares ou reunidos com seus amigos em tantos outros lugares assistindo o jogo, outros tantos estarão com um radinho colado no ouvido tentando enxergar o jogo pela voz dos narradores, repórteres e comentaristas.

Sabe aquele povo “chato” que alguns de vocês reclamaram das vaias durante os jogos? O Guarani é tão importante pra ele que o simples fato de não poder estar ao lado de vocês em um jogo causa um verdadeiro transtorno na sua vida.

O que passou, passou e isso não pode mudar, o que pode mudar é o que vai acontecer e isso depende exclusivamente de vocês. Não, não joguem por nós, joguem por vocês e pela oportunidade de levarem o Guarani a uma vitória em dérbi fora de casa, se vocês imaginam o que isso significa pra nós, esqueçam, vocês não tem noção, multipliquem por 100 e talvez cheguem perto de saber como o Bugrino trata seu jogador que ganhou um dérbi, agora, imaginem então um que ganhou um dérbi fora de casa e longe da sua Torcida?

A bola está com vocês, desta vez nós só poderemos torcer, e de longe… e vocês são nosso único recurso.

Quem quer que entre em campo, faça desse jogo o jogo, porque nós não esperamos nada menos que isso de cada um de vocês. Quando a gente podia ir pra arquibancada eu chamava aquele espaço da torcida visitante de “quintal do Brinco”, muitos de vocês devem ter nas suas memória que as melhores festas que já tiveram com suas famílias aconteceram exatamente nos quintais, com grana curta, cadeiras improvisadas e estas são as mais prazerosas.

Desta vez será só com vocês, porque pela segurança pública eu, ele, ela, eles, todos nós não poderemos estar lá, mas vocês estarão, então sejam nossos jogadores e nossa Torcida, a festa é de vocês.

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: Guarani passa um ano discutindo proposta e fica sem parceiro há 12 dias da estreia?

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Foram dois jogos treino e a equipe que, segundo o treinador, teria o tal “DNA ofensivo” também prometido por Osmar Loss não marcou nenhum gol, sofreu um e voltará a campo na próxima sexta feira para enfrentar o São Caetano, time que foi rebaixado à Série A2 de 2020, fazendo seu último jogo treino antes da estreia na Série B.

Se na sua chegada eram praticamente 30 dias até a estreia na Série B, hoje o tempo diminuiu, faltam 12 dias pra partida contra o Figueirense. Reforços? Podemos dizer que pouca coisa mudou, até o momento o Bugre confirmou apenas as contratações do meia Arthur Rezende de 25 anos vindo do Boavista-RJ, do zagueiro Bruno Lima de 23 anos que também vem do Rio de Janeiro, tendo disputado o Carioca pela equipe da Cabofriense.

Mais ainda, o Guarani sequer definiu a lista de jogadores que deixarão o Brinco de Ouro antes da estreia na Série B, confirmou apenas as saídas de William Matheus, Thiago Ribeiro e do volante Fernandes, dois deles tiveram seus empréstimos terminados em acordo com os clubes de origem (Coritiba e Botafogo-RJ) e outro teria seu contrato terminando no próximo dia 30/04, dois dias após a estreia na Série B.

Resumindo, Vinícius Eutrópio terá que se virar com o que tem em mãos ao menos no início da competição, e mais, durante sua entrevista ficou claro que contar com jovens das categorias de base só em último caso, e em posições bem específicas.

Quem pode chegar?

Nos bastidores um nome muito forte é de Xandão, zagueiro revelado pelo Guarani em 2007 naquele time comandado por Carbone que conseguiu o acesso para a Série A1 do Paulistão e depois se transferiu para o Athletico-PR, Fluminense, Barueri, São Paulo de onde foi para o futebol Russo onde ficou por cinco temporadas, depois jogou no futebol espanhol, belga e voltou nesta temporada ao Brasil se transferindo para o Red Bull, mas Xandão, apesar de ser um bom nome, vem de um período de inatividade, não tendo jogado nenhuma partida pelo Red Bull durante todo o Paulistão.

É muito pouco pra um time que tem deficiências claras em outras posições como lateral esquerda, volantes, meias e atacantes tanto de beirada quanto de referência, e essas deficiências vão desde atletas para a titularidade quanto para formação de elenco.

Restam 12 dias e resumindo, qualquer jogador que chegue agora dificilmente terá condições de estar em campo na partida de estreia pois o tempo para acerto de documentação, inscrição, condicionamento físico e entrosamento com os jogadores atuais praticamente inexiste.

Adeus Gestão Compartilhada?

Como Assim?

E mais uma vez o Guarani vê algo trazido como solução ser dado como praticamente descartado. Defendida pela maioria do Conselho de Administração e por boa parte do Conselho Deliberativo, a “Gestão Compartilhada” do departamento de futebol que tinha se polarizado entre Magnum/ASA x Elenko Sports/ TRAFFIC se esvaziou ao ponto de, segundo informações recentes, o próprio Roberto Graziano ter declarado que não há ambiente interno político no clube para a concretização de um contrato neste sentido.

Ou seja, o Guarani atirou no que viu e acertou o que não viu. Se distanciou do parceiro anterior, o empresário e Conselheiro do Clube, Nenê Zini apostando no desejo de Roberto Graziano e agora tem que correr atrás de alguma coisa urgente para poder montar uma equipe que possa disputar a Série B. O próprio presidente do CA, Palmeron Mendes Filho, confirmou em entrevista a Radio Bandeirantes Campinas que participou há uma semana de um almoço com Graziano e representantes da Elenko Sports, chefiada pelo empresário Damião Garcia (Kalunga) tentando aproximar os dois grupos e assim trazer algo ao Guarani.

Detalhe, Elenko Sports até então era parte do pool de empresas representadas por Nenê Zini, que neste cenário pode ser o único a perder espaço. O Guarani acertou? Errou? Isso só o tempo dirá, mas uma coisa está bem clara, se confirmada a desistência de Graziano na gestão compartilhada do futebol do Guarani mais uma vez pagou o preço foi o Guarani, porque antecipou um debate que já dura praticamente um ano no Brinco de Ouro que foi parar até na sala da então responsável pelo processo de venda do patrimônio, a juíza Ana Cláudia Torres Viana que montou uma junta colegiada entre sócios, conselheiros, dirigentes e ela própria para avaliar qual seria a melhor proposta, e agora pode estar sem nenhuma das duas propostas.

O que isso quer dizer? Que perdemos tempo, desestabilizamos o ambiente interno entre Torcedores, Conselheiros e Sócios para, um ano depois, nos deparamos com a mesma realidade anterior: Montar um time com jogadores de empresários diversos e pagar pra ver o resultado… o que mudou? Nada… ou melhor, podem mudar as moscas.

A verdade é que o Guarani precisa identificar parceiros sérios que assumam compromissos com o clube e responsabilidades pelos seus compromissos. Qualquer pessoa que tenha a pretensão de apresentar proposta de gestão, parceria ou intermediação de jogadores não pode simplesmente argumentar que o ambiente interno conturbado impede a viabilidade do negócio proposto, o Clube não pode viver de bipolaridades, uma hora quer e briga, outra não quer mais e o Clube que se vire.

Sabem qual foi a única coisa concreta que toda essa discussão acalorada de quase um ano trouxe ao Guarani? Um prejuízo… antes disso tudo o clube recebia diretamente da empresa MMG (Magnum) a quantia de R$ 350 mil mensais para arcar com pagamentos salariais e hoje essa quantia tem que passar pelas mãos da Justiça do Trabalho que desconta no ato 20% do valor e repassa ao Clube R$ 280 mil. Parece pouco? Isso dá ao Guarani o desconto total de R$ 840 mil por ano.

Cabe aqui um questionamento bem simples também, afinal, se este pagamento é parte do acordo judicial e não estava previsto qualquer desconto sobre ele, o Guarani vive uma intervenção judicial nas suas receitas? Se vive, que ela seja completa então e que a Justiça do Trabalho faça também a gestão dos pagamentos, dívidas, negociações e compromissos do dia a dia do Clube, do contrário só um lado estará prejudicado nesta celeuma toda, o próprio Guarani.

Resumindo é isso, o Torcedor discutiu, brigou, os sócios e conselheiros discutiram, brigaram, muitos sonharam que os problemas do Clube estariam resolvidos porque o futebol estaria entregue às mãos de um dos dois grupos e agora o Torcedor, o sócio e o conselheiro estão diante da mesma realidade vivida anteriormente, a tal da “parceria informal” onde empresários trazem seus atletas, mas em momento algum assumem responsabilidade sobre a produtividade, rendimento e condição técnica do atleta. Se der certo ele ganha, se der errado só o Guarani perde.

E terá que ser assim.

No Guarani, pra variar, segue tudo como dantes, uma pena que não no quartel de Abrantes.

Gastamos muita vela e penitência e no final quem prometeu, ou prometia prometer, não prometeu mais. Quem vai pagar a penitência?

Ora, o Guarani e sua Torcida, claro!

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Confusão a vista: Decisão anula votos e anula resultado, reprovando contas no Guarani

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Como divulgado na semana passada, na última sexta feira aconteceu a Assembleia Geral de Sócios que decidiu por maioria de votos pela aprovação com ressalvas das contas apresentadas pelo Conselho de Administração do Guarani FC referentes ao ano de 2018. A votação foi apertada, o placar final ficou em 62×55 pela aprovação.

Para esta informação vamos citar duas postagens de profissionais de imprensa para que você entenda. Ainda na segunda feira (01/04), em matéria do jornalista Elias Aredes Junior publicada no portal Só Dérbi (clique aqui e leia) dando notícias de uma interpretação estatutária que, segundo a informação, poderia alterar o resultado da Assembleia. Resumindo, o argumento é que os integrantes do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal do Guarani FC e o Superintendente Executivo Marcelo Tasso votaram durante a Assembleia e por isso estariam conflitando o Artigo 135 do Estatuto Social do Guarani que impede integrantes de Conselhos Internos e outros sócios de votarem em situações nas quais os interesses forem conflitantes com os seus.

Pois bem, há pouco o jornalista Carlos Rodrigues, Radio Central e RAC publicou em seu Twitter que a ata da Assembleia realizada na sexta feira, alterou o resultado da mesma subtraindo ao todo oito votos do total.

Não temos a informação completa, pelo que se compreende dela até aqui, fica implícito que a decisão “impugnou” oito votos favoráveis à aprovação das contas e o placar alterado seria de 55×54 pela reprovação das contas.

Apenas com a divulgação pública da ata da Assembleia Geral e da decisão que será possível tentar entender ao certo o que está acontecendo e bem informar, mas o fato é que, se comprovada a decisão, certamente será mais uma questão interna importantíssima ligada ao ambiente interno do Guarani Futebol Clube que deverá terminar nos tribunais.

O que é possível dizer?

É muito difícil emitir qualquer opinião ou parecer sobre o tema mesmo sendo bom conhecedor do Estatuto Social do Guarani FC, mas analisando o assunto e as informações trazidas pelos jornalistas e, mais especificamente o contraponto trazido, segundo Carlos Rodrigues, por algum integrante do Conselho de Administração do Guarani algo me chamou atenção.

Diretamente interessados nesta aprovação, portanto, passíveis da imputação de desconformidade ao artigo 135 do estatuto, certamente estão os cinco integrantes do CA, quanto a isso não há qualquer contestação e acredito até que a anulação destes votos deva ser fato não possível de qualquer contestação.

Mas o que me chama atenção é o fato de o Conselho Fiscal do Guarani Futebol Clube ser considerado parte diretamente interessada na aprovação das contas porque, mesmo que o órgão interno tenha emitido parecer favorável à aprovação das contas, justifico:

Se esta interpretação prevalecer, seriam diretamente interessados e também impossibilitados de participarem da votação todos os Conselheiros Deliberativos que igualmente emitiram parecer contrário á aprovação das mesmas contas e encaminharam este parecer à Assembleia Geral de Sócios, pois o estatuto fala de “integrantes dos Conselhos do Clube”.

Confira abaixo o que diz o artigo 135 do Estatuto Social do Guarani:

Artigo 135 – É vedado aos integrantes dos Conselhos do Clube, Comissões ou de ocupantes de cargos executivos participar de qualquer deliberação em que tenha interesse conflitante, cumprindo-lhes cientificar do impedimento, constando a extensão do seu interesse e igualmente abstendo-se do voto na respectiva situação.

Sem querer julgar ou emitir parecer favorável a A ou B, mas está cada dia mais difícil falar qualquer coisa a respeito do Guarani Futebol Clube atualmente. Infelizmente cada um tem sua própria interpretação estatutária e a usa de acordo com o momento.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Parabéns Guarani! 108 anos de história e um degrau pra reconquistar toda sua honra!

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PARABÉNS GUARANI FUTEBOL CLUBE - 108 ANOS! 02/04/1911 - 02/04/2019

Acho que já fiz de tudo o que podia pra homenagear, comemorar, ressaltar o dia 02 de abril. Desde 2004 quando comecei a escrever e dividir com vocês meus dias falando, vivendo e respirando as coisas do Bugre já foram vários vídeos, vários textos, várias imagens, vários momentos emocionantes, mas hoje quero fazer algo um pouco diferente pra marcar este 108º aniversário, uma reflexão.

Era uma manhã de sábado e pensando no bem do clube eles decidiram que a fundação só aconteceria a partir do dia seguinte, foi assim que a Praça Carlos Gomes no Centro de Campinas, uma cidade infinitamente menor que a metrópole atual, viveu aquela manhã de 01 de abril de 1911.

Pensando no futuro da entidade desde o primeiro ato de sua fundação, foi assim que aqueles 12 meninos nos deram uma verdadeira lição que deveria servir cada dia mais para as pessoas que hoje controlam ou vivem o ambiente político do Guarani Futebol Clube porque seria impossível uma fundação no dia 1º de abril ser levada a sério e com este primeiro ato estava lá, através dos jovens Vicente Matallo (18 anos), Antonio de Lucca (16 anos), Pompeo de Vito (15 anos), Romeo Antonio de Vito (16 anos), Angelo Panattoni (16 anos), José Trani (16 anos), Julio Palmieri (16 anos), Hernani Felippo Matallo (16 anos), Miguel Grecco (17 anos), José Giardini (18 anos), Luiz Bertoni (19 anos) e Alfredo Seiffert Jaboby Junior (18 anos), instituída a criação do Gigante do interior, o Guarani Futebol Clube.

E neste 02 de Abril, 108 anos depois, nos deparamos com um Guarani ainda vivo, ainda capaz de nos emocionar com suas coisas, tanto as boas quanto as ruins. Quem de nós não sofreu nos anos que sucederam o primeiro de uma série de vários rebaixamentos iniciada em 2001 e que graças a Deus pararam de se repetir em 2013? Quem de nós não vibrou com os acessos conquistados em 2007, 2008, 2009, 2011, 2016 e 2018?

Quem de nós não vibrou com o Bugre finalista do Paulistão de 2012? Quem não vibrou com o acesso acompanhado de título em 2018 na Série A2? E mais,quem de nós não bate no peito ainda hoje orgulhoso dos dois títulos nacionais, a Estrela Dourada conquistada em 1978 e a Estrela de Prata que veio pouco depois, em 1981?

Sim, hoje é dia de saudar a entidade Guarani Futebol Clube, hoje é dia de lembrar e ressaltar seus feitos, suas conquistas, seus méritos, sua grandeza. Sim, hoje é dia de olhar pra trás, mas não é apenas olhando pra trás que saudaremos o Bravo Bugre, é olhando pra frente, inspirados naquilo que já passou, que presentearemos o Guarani.

Primeiro resgatando o respeito à entidade trazido por seus fundadores no distante ano de 1911 ao decidirem, pelo bem do Clube, que ele só existiria a partir do dia seguinte, depois resgatando os bons exemplos de gestão que elevaram o clube provinciano à qualidade de maior do Brasil em 1978 e eternamente cravado entre os poucos Campeões Nacionais que este país teve e terá. É isso o que devemos de presente ao Nosso Bugre!

Não, ele não tem ainda o destaque que queremos e merecemos que ele tenha, mas neste 108º aniversário vamos tentar fazer um exercício de bem querer e bem pensar? Acho que não percebemos que falta apenas um degrau pra que o Guarani volte ao seu devido, merecido, justo e único lugar.

Sim, eu sei, doeu jogar Série C e Série A2, então vejamos… Série A2 hoje é passado, Série C também. A gente não conseguiu olhar direito, sei que não é culpa nossa, a culpa é de tudo isso que a gente viveu nos últimos quase 20 anos, mas falta só um acesso!

Claro, é o mais difícil de todos os acessos, claro, é preciso subir pra não cair de novo, claro, é preciso voltar pra ser de novo Guarani, mas claro, pra quem já viu e viveu o que vivemos, hoje olhar pra frente e ver um degrauzinho só nos separando do lugar que o Nosso Guarani merece parece algo impensável pra quem viveu as tormentas de 2013, 14, 15, 16…

E como fazer isso? De minha parte só há duas coisa a fazer, cobrar o respeito pelo Guarani que veio desde o primeiro ato praticado pelos seus fundadores e cobrar seriedade pra que o último degrau seja superado e o Guarani volte finalmente a ser o Guarani que todos conhecemos, o Bugre que jogava o Paulista e o Brasileiro, pronto, sem sopa de letrinhas, Brasileiro era Brasileiro, Paulista era Paulista.

Sim, patrimônio a gente constrói, estádio? Teremos de novo, como um dia sonhamos e chegamos ao nosso Brinco de Ouro, mas algumas coisas ninguém tirará nunca do Guarani: Sua história, sua grandeza, suas conquistas e sua TORCIDA, esta sim, o maior patrimônio do Bugre.

É, a gente andou levando algumas boas pedradas pelo caminho… pra você é difícil confiar e acreditar, eu sei, pra mim também é, mas nós devemos isso ao Guarani Futebol Clube! Devemos a ele a fé em nós mesmos, fé, amor e respeito que passaremos às novas gerações e elas passarão às outras que vierem e assim o Bugre se eternizará na história.

Amor incondicional, amor desmedido, amor maluco, amor que dói, machuca e regenera. Dor que se transforma em alegria, sofrimento que se transforma em paixão renovada a cada vez que subimos aquelas escadas que nos separam do portão às arquibancadas. Isso é ser Bugrino, isso é amar, porque amor é respeito, um não existe sem o outro.

Não, eu não vivo mais a luta ferrenha travada nos bastidores do clube, no seu dia a dia. As discussões acaloradas, mas sim, eu nunca vou deixar de viver Guarani, nunca vou deixar de ser Guarani, nunca vou deixar de amar o Guarani e no fundo, no fundo, é só isso o que eu tenho pra dar ao Guarani.

É pouco, mas de um em um, renovando todo dia esse amor, juntando todo dia essa incontável quantidade de gente que ama esse Guarani, sinceramente, eu não vejo como esse último degrau não seja superado.

Lembre-se, já nos deram como mortos, acabados, extintos, e nós o que fizemos? Nós acreditamos que mudaria e, se não completamente como queremos que seja, ao menos no campo do futebol, a paixão que nos movimenta, só falta um degrau a subir.

O que podemos fazer? Subir esse degrau junto com o Guarani! Por maior que ele seja, com ada um de nós Bugrinos ajudando, ele sobe, ah ele sobe!

Parabéns Guarani Futebol Clube parabéns Torcida Bugrina, parabéns, hoje faz 108 anos que tudo começou e tenho certeza que se depender de nós essa historia não termina nem aqui, nem agora, nem nunca!

Hoje é dia de “Bugrinar” e lembrar nosso Bugre do quanto sua Torcida o ama, a partir de amanhã vamos mostrar a ele o quanto sua Torcida pode fazer, tenho certeza que todos nós juntos conseguimos, e é só isso oque devemos a ele, o GUARANI FUTEBOL CLUBE.

PARABÉNS BUGRÃO PELOS PRIMEIROS 108 ANOS DE SUA HISTÓRIA, SUA TORCIDA ESTARÁ CONTIGO NOS PRÓXIMOS 108, 109, 110… E QUANTOS FOREM NECESSÁRIOS PRA TE TORNAR ETERNO!

 

Marcos Ortiz

Planeta Guarani

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Guarani 2×1 São Caetano – Imagens do PG


	
	
	

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Brasileiro - Série B

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