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Marcos Ortiz

Opinião: O tiozão também é Hoje e Sempre Guarani

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O Guarani tem uma partida decisiva nesta quinta feira no Brinco de Ouro da Princesa, recebe o Juventude às 21:00 e precisa vencer, retórica? Não, fato!

Precisa vencer pra superar a barreira dos 40 pontos, precisa vencer pra se manter na briga por uma das quatro vagas, mas mais do que isso, precisa vencer pra que sua Torcida continue acreditando no time e com isso crie finalmente um ambiente de envolvimento com uma campanha que pode levar a equipe de volta à Série A do Campeonato Brasileiro depois de 8 longos anos, com gostinho de 14.

A última vez que o Bugre disputou a Série A foi em 2010 numa campanha estranha que teve um início empolgante, um meio sofrível e um final decepcionante. Começou brigando lá em cima, mas não teve fôlego para se manter quando a competição se afunilou e, depois de 13 rodadas sem vencer, acabou rebaixado com duas rodadas de antecedência, mas isso aconteceu depois de uma série de cinco anos longe da elite, foi frustrante demais ver o clube voltar e cair logo em seguida, principalmente depois de todo o envolvimento entre a coletividade Bugrina na campanha de 2009 e na própria disputa da Série A de 2010, por isso digo que o gostinho dos oito anos é de 14 anos, porque o desejo é de toda uma geração de Bugrinos.

Senão veja, um Torcedor do Guarani hoje com 20 anos de idade pode ter registros na memória, mas com 12 anos não era tão ativo nas arquibancadas quanto é hoje, em 2010 essa era sua idade e em 2004, ano em que o clube foi rebaixado depois de sua última grande sequência na elite do futebol brasileiro tinha apenas seis anos, muito pouco pra se lembrar.

Vamos um pouco além nessa viagem? Considerando que o último rebaixamento (e único até então, porque Taça de Prata (1981) não era disputada por rebaixamentos e sim pelo critério de colocação no seu campeonato estadual, aconteceu em 1989 com o time subindo em 1991, o Guarani jogou a Série A entre 1992 e 2004, foram 13 temporadas consecutivas e antes vinha de uma série de 08 anos (1973 – 1980), seguidos por mais oito, porque me recuso a tratar 1987 como rebaixamento, pois a equipe é considerada vice campeã brasileira da Série A daquela temporada (1982 – 1989).

Sim, entre 1973 quando disputou o Campeonato Brasileiro pela primeira vez e 2004 quando foi rebaixado pela segunda foram 29 disputas de Série A e três disputas de Série B num intervalo de 32 temporadas.

Com mais uma participação em 2010 o clube arredondou 30 temporadas de elite nacional e depois disso veio o abismo histórico. Rebaixado em 2004 o Bugre jogou a Série B nos anos de 2005 e 2006, a Série C nos anos de 2007 e 2008, a Série B em 2009, a Série A em 2010, a Série B em 2011 e 2012, a Série C em 2013, 2014, 2015 e 2016 e a Série B em 2017 e agora em 2018, ou seja, nas últimas 14 temporadas foram sete Séries B, seis Séries C e uma Série A

Olhando isso a gente até se surpreende, não é mesmo? A última geração de Bugrinos que viu seu time brigar entre os grandes hoje beira, pra não dizer que tem mais de 30 anos de idade, os mais jovens até viram, na sua infância. Quem tem 30 anos nasceu em 1988, provavelmente passou a frequentar as arquibancadas mais ativamente por volta dos 12, 13 anos e viu o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, depois cresceu diferente de mim, que pertenço a uma geração anterior, tendo que torcer por acessos e não por classificações.

É isso o que devemos às novas gerações, um Guarani próximo àquele que aprendemos a ver, pelo qual nos acostumamos a torcer e que hoje contamos a todos nas nossas lembranças.

Quer um exemplo? Simples… tenho 47 anos de idade, nasci em 1971, comecei a frequentar as arquibancadas em 1976 e vi tudo isso que conto pra vocês, minha noiva, todos sabem, é jovem, tem 25 anos, nasceu em 1993, uma Bugrina fanática, incapaz de perder um jogo em casa e sempre ávida por uma viagem para um jogo fora que frequenta as arquibancadas desde quando? 12, 13 anos? Pois bem, viu a partir de 2005 (Série B) e vivencia exatamente toda essa fase que eu hoje trato como abismo histórico.

Perceberam o que quero dizer? É por vocês que nós os mais velhos brigamos, é pra que vocês possam conhecer aquilo que nós conhecemos que tanto lutamos, cantamos, pulamos, registramos, e queremos que vocês parem de ouvir as nossas histórias e vivam as suas próprias

Sinceramente? Pros Bugrinos da minha geração e das anteriores o Guarani deve muito pouco, nós, ainda que em memórias cada dia mais saudosistas, vivemos muita coisa boa, já pros Bugrinos da sua geração que está nesta faixa entre 25/30 anos, deve muito.

E você não pode nunca deixar que este desejo deixe de existir ai dentro, você meu amigo que neste momento está achando um monte de “baboseira” o que este “tiozão” está escrevendo e não sabe por que está lendo isso até agora neste quase livro cansativo e enjoativo que este texto está se tornando, não pode deixar de querer seu time grande de novo entre os grandes.

Quando você olhar pro seu lado e ver um “tiozão” como eu e muitos outros que estão lá não tão empolgados como você está, não se revolte com ele, porque ele pode estar tão revoltado quanto você por não conseguir te ver assistindo aquilo que ele assistiu. Provavelmente quando ele fecha os olhos ele vê o Bugre de 1978 conquistando o título, o de 1979 brigando pela Libertadores, o de 1981 com Jorge Mendonça e Careca entre outros, conquistando a Taça de Prata, o de 1982 com Jorge Mendonça, Lúcio e Careca sendo eliminado na semifinal pelo Flamengo num Brinco de Ouro superlotado. Mais ainda, ele às vezes fecha os olhos e vê joão Paulo em 1986, 87 e 88 descendo pela esquerda, infernizando a defesa adversária e rolando a bola pra Evair marcar mais uma vez e sair com os braços abertos comemorando mais um gol com a camisa Bugrina, ou relembrar Neto com seu talento natural de bater na bola como poucos em 1987 e 1988.

E quando ele vê seu time ser atacado e fica transtornado, não se assuste, certamente ele está vendo a zaga com Júlio César na metade dos anos 1980, alguns até com Amaral na década de 1970, outros vendo Ricardo Rocha, alguns vendo Jorge Luís, Sorley, Sangaletti e outros vão estar revendo mentalmente a magia de Amoroso, Djalminha e Luisão, Sony Anderson, Ailton Queixada, ah, chega, tem muita gente grande de fora dessa lista ai.

Entenda, esse é o Guarani que queremos que você conheça, não nas nossas histórias, mas nas suas retinas.

E o jogo contra o Juventude, o CSA, o Vila Nova, o São Bento, o Avaí, o Boa Esporte, o Oeste, o Coritiba, o Figueirense, o Paysandu, o Brasil de Pelotas e o Londrina? São estágios, na cabeça desse “tiozão” eles são como um voo cheio de escalas ou uma viagem de ônibus que para muito em outras cidades até chegar ao destino final: A Série A.

E se não acontecer? Simples… o “tiozão” continuará esbravejando, fechando os olhos, resmungando como bom velho que está virando, e fechando os olhos e revendo esses e outros tantos craques, e sonhando que no ano que vem você vai conseguir ver por si aquilo que ele viu e que precisará cada dia menos das suas histórias velhas, porque estará escrevendo uma história nova, toda sua, das quais muitos desses “tiozões” não participarão porque terão ido torcer em outros lugares, como muitos dos que vocês conheceram e acompanharam em estádios também já foram, afinal a idade chega pra todos, mas antes de irmos contaremos as nossas histórias, e depois que nos formos vocês também continuarão contando as histórias que contamos acrescentadas das suas, mas lembrem-se, os “tiozões” só querem que você tenha direito àquilo que ele teve.

Confesso que esse texto não começou pra ser nada disso que acabou sendo, mas já que virou, que assim seja, e que bom que você chegou até aqui na leitura, hoje é dia dos tiozões estarem dos seus lados sonhando com o mesmo Guarani Gigante que você!

Grande abraço

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: Bem vindo a 2019, Guarani! Sua Torcida te espera ansiosa!

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Em 2012, no Morumbi pra final do Paulistão! Bons sonhos, Torcida Bugrina! Foto: (Arquivo) Marcos Ortiz.

Vai começar o Paulistão 2019, e como é bom poder dizer isso, depois de cinco longas temporadas, o Bugre volta a disputar o Paulistão, sem essa sopa de letrinhas de Série isso, Série aquilo, é Paulistão e pronto!

E essa semana já tem um ar diferente, não é mais ar de preparação pra competição, é clima de preparação para a partida, aquilo que a gente já estava com saudade. Quando iniciar os treinamentos desta segunda feira o técnico Osmar Loss já estará pensando apenas no jogo contra o Bragantino marcado pro próximo sábado, faltam cinco dias pra Bragantino x Guarani entrarem em campo e mostrarem às suas torcidas a que vieram neste Campeonato Paulista.

Quantos sonhos, quanta vontade de ver o Bugre de volta a uma competição importante. Claro, também tem apreensão, pois essa partida será a primeira, o time terá tudo, menos o entrosamento e ritmo de jogo importantes demais para uma boa campanha e até por isso o resultado ganha em importância. Uma vitória neste momento dará estabilidade pra uma sequência de competição mais tranquila, uma boa atuação trará confiança pra um campeonato curto e um compromisso ainda mais difícil logo em seguida.

Não, ainda não vou falar de Guarani x Corinthians, a segunda rodada, a estreia do Bugre no Brinco de Ouro, ainda não é hora, é preciso primeiro enfrentar o Bragantino.
E nós Torcedores Bugrinos estamos ansiosos, confesso que há muito tempo não vivo essa ansiedade antes de uma estreia, isso porque estará em campo muito mais do que três pontos disputados, estará em campo o futuro do nosso Bugre, do nosso time, da camisa que nos representa, do distintivo que a gente orgulhosamente ostenta com duas estrelas no peito.

Sim, tudo é importante, estrutura, equipamentos, condições de trabalho, de treinamentos, logística, mas inegavelmente tudo isso só importa porque a gente tem essa camisa e ela ostenta esse distintivo.
Vai começar 2019 dentro de campo, antes da boal rolar acompanhamos a formação do elenco, vimos as chegadas de alguns jogadores que podem ser importantes pra um time vencedor e o aquecimento pra nossa Torcida tem sido muito bom com os resultados da Copinha. Foram cinco jogos, três vitórias e dois empates, duas goleadas, um 6×0 e um 5×0.
São até aqui 15 gols comemorados em cinco jogos, excelente média de três gols por partida e a última goleada não foi sobre ninguém, foi sobre um tetra campeão da Copinha, o Internacional. Como é bom sentir esse gostinho de novo depois de tanto tempo.

É, não dá pra negar, o espírito já é outro, a sensação de aproximação do reencontro já bate forte, faltam cinco dias pra gente voltar a fazer aquilo que só a gente sabe fazer, torcer pro Guarani! Vai começar tudo outra vez, quantos sonhos, quantas emoções, quantas sensações distintas dentro de um mesmo jogo, quanta expectativa, quanto coração batendo forte, que vontade de que tudo de certo!

A gente merece e precisa de uma boa campanha, acho que ninguém mais, e não é só por paixão clubística que digo isso, merece viver um sonho bonito mais do que nós Bugrinos. Foram tantos anos de aflição, tantas e tantas coisas ruins seguidas até esse reencontro com o Paulistão.

Não consigo me esquecer do último encontro que tive com a Série A1 do Campeonato Paulista (maldita sopa de letrinhas). Fecho os olhos e, até como lição que não pode ser esquecida, me lembro de tudo o que aconteceu naquela semana que antecedeu Guarani x União Barbarense. Começou uma semana antes com a notícia da interdição do Brinco de Ouro por falta de corrimão e pintura nas arquibancadas, dentro de campo um time já rebaixado, fora dele, uma Torcida que não merecia aquilo, mas que mesmo sofrendo seu momento mais difícil não disse não ao seu time.

Esta é minha última lembrança da Série A1 do Paulista, em 13 e 14 de abril de 2013. Que venham novas e melhores lembranças daqui pra frente! Foto: (Arquivo) Marcos Ortiz.

Nos juntamos, graças a Deus algumas pessoas disseram sim, e fomos lá fazer o que era preciso. Num final de semana numeramos as arquibancadas da área do tobogã inferior, o clube conseguiu colocar os corrimãos no local e pronto, com capacidade de 1800 pessoas, o Brinco foi liberado. É isso, até hoje não consegui encontrar outra tradução melhor do termo “paixão pelo seu time” do que essa, time rebaixado, mal montado, mal treinado, mal escalado, mal administrado, nome jogado na lama, vergonha dentro de campo, mas orgulho dentro do peito e, por menor que fosse, a conquista daquela liberação de estádio não poderia ser maior

Assistimos dentro de campo o Bugre perder mais uma vez, Guarani 1×3 União Barbarense e pela primeira vez vimos o Guarani rebaixado como lanterna em uma competição. O pior Campeonato Paulista de toda a história Bugrina, o atual vice campeão estava rebaixado na última colocação. Chorei? Sim, chorei! Sofri? Sim, sofri! Desisti? Não, não desisti!

E agora que a hora do reencontro está se aproximando só posso pedir uma coisa: Tratem bem do Guarani, cuidem bem do Gigante do Interior, apelido dado pelo maior narrador da história do futebol brasileiro Fiori Giglioti. Cuidem bem dessa Torcida, devolvam a ela a capacidade de sonhar, se viver, de esperar, de acreditar e de fazer um Guarani maior e melhor a cada novo dia, a cada nova partida, a cada novo resultado.

Diretoria, comissão técnica e elenco, esses caras merecem tudo de melhor, esse povo enfrentou chuva, vento, frio, sol, calor, quilômetros e mais quilômetros de pista, filas pra comprar ingressos, se organizou em caravanas, perdeu muito tempo procurando carona, economizou seu dinheiro dias e dias pra poder pagar Sócio Torcedor ou comprar ingresso, sempre acreditando e esperando por esse momento, o reencontro do Guarani com a elite do futebol. Ainda é o Paulista, mas depende de vocês nos fazerem sonhar com o Brasileiro também. Um passo de cada vez, cuidem bem de nós agora, pra gente cuidar bem e retribuir do jeito que só nós Bugrinos sabemos retribuir das arquibancadas.

Sim, amem o Guarani como nós o amamos, sintam o Guarani como nós sentimos, lamentem cada derrota, briguem pra buscar cada empate quando não der pra vencer, mas mostrem que cada vitória que conquistarmos estará nos levando a um lugar maravilhoso, mágico, intenso, o lugar de onde o Guarani jamais deveria ter saído, mas que está brigando muito pra voltar: O TOPO!

Torcida, vamos lá? Chegou a nossa hora, a gente chegou ao Paulistão e vem muito mais pela frente!

Bem vindo 2019, bem vindo a 2019, Guarani!

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: Faltando 10 dias, surge a primeira escalação do Guarani em 2019, vamos analisar?

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Em Sorocaba, Osmar Loss esboça primeira escalação titular - Foto: Carlos Velardi - EPTV.

Na tarde de ontem o técnico Osmar Loss comandou um trabalho tático e nesta quarta feira comandará o primeiro treinamento coletivo com time titular e reserva escalados. Nesta atividade Loss deu a primeira cara ao time que estreará na próxima semana no Campeonato Paulista da Série A1.

Ainda sem poder contar com boa parte dos novos contratados, alguns vindos de clubes do exterior, outros ainda sem condicionamento físico ideal, o treinador já trabalha com uma equipe inicial, uma espécie de base, que será alterada nas próximas rodadas na medida que outros jogadores estejam liberados. Fazem parte da base, aparentemente, Lenon, Diego Giaretta, Inácio, Fernandes, Ricardinho, Felipe Amorim e Diego Cardoso.

Com Passarelli; Lenon, Ferreira, Diego Giaretta e Inácio; Fernandes e Ricardinho; Felipe Amorim, Rondinelly e Lucas Crispim; Diego Cardoso, Loss deixou claro suas primeiras intenções e também algumas carências do atual elenco,  como a zaga, onde o elenco conta com quatro jogadores, três deles recém contratados e apenas Diego Giaretta em condição de jogar e com isso Ferreira, tudo indica, será utilizado na estreia, isso porque Victor Ramos se apresentou apenas na manhã de ontem ao clube e dificilmente tenha condições físicas e documentais de estar em campo contra o Bragantino

Outro ponto vulnerável é o meio de campo onde a solução encontrada pelo treinador foi aquela que já enxergávamos há algum tempo, recuar Ricardinho para a função de primeiro volante e escalar Fernandes um pouco mais à frente.

E por último o ataque, que nesta primeira rodada, a contar por esse esboço de escalação, não terá nenhum atacante de referência. Nem Anselmo Ramon, nem Fernando Viana estão, e dificilmente estarão em condições de jogo, o primeiro fisicamente, o segundo, além de fisicamente, de forma documental, pois vem do futebol sul coreano.

A opção do treinador: Deslocar Lucas Crispim, um meia, para atuar mais à frente, e contar com Diego Cardoso que não é atacante de referência, mas será o homem mais adiantado do ataque Bugrino, esta solução foi usada durante boa parte do Brasileiro da Série B, com uma diferença, naquela ocasião o time contava com um atacante de referência, poucas vezes foi Anselmo Ramon, na maioria delas foi Bruno Mendes, e no final da campanha foi Gabriel Poveda.

Apesar de estar escalado como titular no gol, tudo indica que Passarelli  tenha que brigar pela posição com os outros dois contratados, Giovanni e Kléver, mas o prata da casa terá uma grande oportunidade de mostrar qualidade ao comandante e, caso isso seja mantido para a estreia, o Guarani repetirá algo ocorrido no Paulista de 2019 quando ele estreou no time titular em Barueri contra o Oeste e depois a posição foi assumida por Bruno Brígido.

Tudo indica que, com raríssimas exceções, essa deva ser a primeira escalação, até pelo prazo de inscrições de jogadores para a primeira rodada que se encerra daqui dois dias, na próxima sexta feira. Vamos aguardar pelo jogo treino desta tarde contra a Inter de Limeira para sabermos quais as primeiras definições do Guarani visando a primeira rodada da Série A1 do Campeonato Paulista.

Amanhã o time encerra o período de treinamentos em Sorocaba e volta para Campinas onde fará o final da preparação para o Paulistão entre os dias 11 e 18 de janeiro, estreando no dia 19, um sábado, em Bragança Paulista.

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: Análise do elenco, posição por posição – O que esperar do Guarani no Paulistão

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Time base formado apenas por jogadores que já estão à disposição - Na matéria citamos outras escalações - Arte: Marcos Ortiz.

Faltando 12 dias para a estreia do Bugre na Série A1 do Campeonato Paulista e com as confirmações das já esperadas saídas de Agenor e Philipe Maia, o elenco Bugrino segue recebendo reforços para a disputa da Série A1 do Campeonato Paulista onde estreia no próximo dia 19/01.

Dois outros jogadores que ainda tem contrato com o clube não deverão ter seus vínculos renovados, casos do atacante Gabriel Poveda e do lateral direito Bruno Souza e, esperando o equilíbrio do elenco, estamos de olho no que já está confirmado e no que ainda pode chegar nos próximos dias, assim, restam ao Bugre ainda sete vagas para compor o grupo de 26 jogadores profissionais (lembrando que a participação de atletas das categorias de base não tem limite de inscrições).

Hoje estão garantidos no grupo 19 jogadores, são eles, por posições:

Goleiros: Passarelli, Giovanni e Carlos (base);
Lateral Direito: Lenon;
Lateral Esquerdo: Inácio Santos;
Zagueiros: Victor Ramos, Diego Giaretta e Ferreira;
Volantes: Ricardinho, Fernandes e Fabrício Bigode;
Meias: Felipe Amorim, Lucas Crispim, Rondinelly e Jefferson Nem;
Atacantes: Anselmo Ramon, Thiago Ribeiro, Fernando Viana, Carlinhos e Diego Cardoso.

Além desses atletas, o Bugre está próximo de anunciar os seguintes jogadores, por posições:

Goleiro: Klever (Atlético-GO);
Lateral Direito: Léo Príncipe (Corinthians);
Lateral Esquerdo: Mansur (Atlético-MG,
Volante: Auremir (BB Erzurumspor – TUR);
Atacante: Junior Dutra (Corinthians).

Com esta lista de jogadores que já são de conhecimento pelos bastidores do Brinco, restam ainda duas vagas para que o total de 26 jogadores esteja completo, então vamos analisar por posições o que devemos esperar para os próximos dias, baseado no que está definido e no que deve ser confirmado nos próximos dias:

No gol: Nesta posição, em que pese o fato de Agenor não ter caído no gosto da Torcida, o Guarani não conseguiu uma reposição à altura com a contratação de Giovanni e também não conseguirá com a chegada de Klever. Na nossa opinião, Passarelli nunca esteve tão próximo de ganhar uma oportunidade, apesar de considerarmos difícil um clube contratar dois jogadores para a posição e apostar num prata da casa.

Na lateral direita: Nesta posição Lenon, que volta de empréstimo ao Vasco tem condições de bem representar a titularidade e com a chegada praticamente certa de Léo Príncipe terá uma boa briga pela posição.

Na lateral esquerda: Nesta posição o já contratado Inácio é um bom jogador com chances de garantir a camisa 6 Bugrina, mas Mansur que ainda negocia, mas deve ser confirmado nos próximos dias também fará a briga pela lateral esquerda ser forte.

Na zaga: Aqui o Bugre, na nossa opinião, conseguiu uma boa dupla titular com Victor Ramos pelo lado direito e Diego Giaretta pelo lado esquerdo. Como a promessa é de colocar à disposição do treinador ao menos dois atletas por posição e Ferreira joga pelo lado direito (consideramos a renovação do jogador algo não positivo, apesar de reconhecermos os bons serviços prestados por ele em 2016), e por isso acreditamos que o Guarani ainda deverá trazer dois atletas para esta posição, um destro, outro canhoto.

O nome divulgado nos bastidores é de Thalisson Keven, um jovem (20 anos) que seria uma aposta e joga pelo lado direito, assim, caso confirmada a contratação, o Bugre ainda deverá buscar um zagueiro que atue pela esquerda.

Os volantes: Aqui o Guarani tem duas situações, a primeira com o que tem à disposição já confirmado no elenco, a permanência de Ricardinho, a renovação de Fabrício Bigode e a chegada de Fernandes, mas neste caso apenas Bigode pode atuar como primeiro volante, tanto Ricardinho quanto Fernandes são segundos volantes, no caso de Fernandes podendo até atuar na meia.

Porém, se confirmado o retorno de Auremir, o setor ganha muito em qualidade e passa a ter as melhores opções disponíveis atualmente com a dupla titular sendo foramda por Auremir e Ricardinho, restando ainda a possibilidade de entrada de Fernandes, caso Osmar Loss opte por um sistema mais precavido com três volantes e tendo em Fabrício Bigode, apesar de jovem (20 anos), uma boa opção para a reserva.

Os meias: Com a promessa de amo menos dois jogadores para a mesma posição, os meias estão compostos assim:

Jogam como meias armadores Felipe Amorim (destro) e Rondinelly (destro), já Jefferson Nem (destro) e Thiago Crispim (canhoto) são os conhecidos meias atacantes. De todos os quatro meias disponíveis atualmente, apenas Thiago Crispim é canhoto, assim, o clube deve estar no mercado em busca de mais um meia canhoto e o elenco deverá ser fechado com cinco meias.

Os atacantes: Nesta posição o elenco conta já confirmados com cinco jogadores, jogam como segundo atacantes Diego Cardoso (destro), Thiago Ribeiro (destro) e Carlinhos (destro), desta forma o natural (e necessário, na nossa opinião) seria a contratação de mais um segundo atacante que seja canhoto já Anselmo Ramon e Fernando Viana são os conhecidos atacantes de referência, ou centroavantes. Contando com o histórico de lesões de Anselmo Ramon, o mais provável é que o Guarani ainda contrate mais um atacante de referência e o nome é de Junior Dutra, o técnico Osmar Loss já disse que quer contar com o jogador que pertence ao Corinthians e o Guarani poderá anunciar a contratação ainda nesta semana.

Assim, analisando o elenco atual e os prováveis contratados:

O Guarani no sistema defensivo não conseguiu (antes de a bola rolar) segurança no gol, tem boas opções na lateral direita e esquerda, uma boa dupla de zaga titular, mas precisa de opções para reposição à altura.

Na primeira linha do meio de campo tem dois segundos volantes muito bons, apenas uma opção para compor a vaga de primeiro volante, e hoje estrearia com Ricardinho mais recuado, um pouco fora de sua posição, e Fernandes mais adiantado. Isso tudo muda drasticamente com a possível chegada de Auremir, que neste caso formaria uma excelente dupla de volantes ao lado de Ricardinho e assim o time teria uma excelente opção (Fernandes) para repor possíveis ausências de Ricardinho ou mudanças no sistema de jogo e em Fabrício Bigode uma boa opção para qualquer ausência forçada de Auremir.

Na segunda linha do meio de campo o time tem apenas dois meias armadores, Felipe Amorim, que tem chances enormes de ser o camisa 10 do time e Rondinelly como opção imediata para a armação de jogadas, mas além de precisar de mais uma opção para a posição de meia armador, o time ainda precisa, no nosso entendimento, de um outro meia além dos já confirmados Thiago Crispim e Jefferson Nem e este meia seria exatamente o titular da posição.

No ataque: Aqui falaremos do mundo ideal e do possível, e na nossa opinião o Guarani tem no ataque um grande diferencial que é Anselmo Ramon, mas este é o mundo ideal, com um Anselmo Ramon completamente recuperado clinicamente e em plenas condições técnicas e físicas, por isso consideramos que, ao menos no início da competição, o camisa 9 Bugrino será Fernando Viana, claramente um ponto abaixo de Anselmo Ramon (antes de a bola rolar), até por isso ainda aguardamos a chegada de um outro atacante de referência (se for Junior Dutra, a briga pela camisa 9 será grande entre ele e Anselmo Ramon), deixando Fernando Viana como boa opção para qualquer ausência forçada ou mudança de esquema de jogo durante a partida.

O que falta? Falta ao menos um zagueiro, um primeiro volante (que pode ser Auremir) e um meia armador canhoto.

Restam sete vagas (para serem oficializadas, ao menos três já estão certas, enquanto Auremir e Junior Dutra seriam contratações muito comemoradas) e se pudesse interferir nestas contratações “extras” traríamos mais um zagueiro, de preferência que jogue pelo lado direito do campo e um meia ou meia atacante que jogue pelo lado esquerdo do campo. No geral consideramos que o elenco montado até aqui é bom, está acima do que esperávamos e que agora precisa de peças escolhidas a dedo pra suprir carências ainda existentes e possíveis ausências por lesão ou suspensão ao longo do curto Paulista da Série A1 e Copa do Brasil.

Até aqui as contratações estão, exceção ao gol, acima do esperado, na nossa opinião, vamos esperar a lapidação da joia que pode trazer ao Bugre um bom e equilibrado time titular e um bom e equilibrado time reserva, recheado com, por exemplo, o lateral esquerdo Bidú e mais uns três ou quatro jogadores do time Sub-20, de onde já vem o goleiro Carlos.

Neste momento, com o que já está certo ou treina sob comando de Osmar Loss nosso time titular teria:

Passarelli; Lenon, Victor Ramos, Diego Giaretta e Inácio Santos; Ricardinho, Fernandes, Lucas Crispim e Felipe Amorim; Diego Cardoso e Anselmo Ramon, mas o time da estreia Bugrina, pelo que já está acertado e à disposição deverá ter:

Giovanni; Lenon, Victor Ramos, Diego Giaretta e Inácio Santos; Ricardinho, Fernandes, Lucas Crispim e Felipe Amorim; Diego Cardoso (Thiago Ribeiro) e Fernando Viana..

Já considerando o que ainda pode vir e que todos os atletas estejam em plenas condições de jogo, o time titular considerado ideal seria: Um goleiro; Lenon, Victor Ramos, Diego Giaretta e Inácio Santos; Auremir, Ricardinho, Felipe Amorim e Um Meia; Diego Cardoso e Junior Dutra (Anselmo Ramon).

E você, Torcedor, tem uma formação diferente? O que acha destes possíveis times escalados e das opções elencadas por posição do atual elenco?

Marcos Ortiz

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