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Marcos Ortiz

Opinião: O que esperar de um novo elenco? Analisando meio de campo e ataque Bugrino

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Seguindo a análise do elenco atual do Guarani e a montagem do elenco que disputará a Série A1 do Campeonato Paulista a partir do final de semana do dia 20 de janeiro, vamos falar do meio de campo?

Apenas posicionando que na análise anterior chegamos a um número de 12 jogadores de um elenco de 26 profissionais possíveis, então vamos ao trabalho!

Volantes: Atualmente o Guarani tem os volantes Ricardinho, Denner, Willian Oliveira, Fabrício Bigode e Romisson. Competição com limite de elenco requer elenco enxuto, então o ideal é trabalhar com quatro jogadores da posição.

Destes atletas, Ricardinho já teve seu contrato renovado, a melhor notícia do final do ano Bugrino, e o clube não pode errar, deve pensar na polivalência do jogador ao formar seu elenco e por isso mesmo, na minha opinião, outros dois jogadores deveriam ser mantidos, não como titulares, mas como boas opções, são os casos e Denner (também joga como meia) e Felipe Rodrigues (também joga como lateral direito). Willian Oliveira, apesar de sua titularidade, não deveria permanecer, assim como Romisson que sequer teve oportunidade de entrar em campo e Fabrício Bigode que até considero bom jogador, mas não manteria.

Precisamos de ao menos um volante titular, de preferência que jogue como primeiro volante.

Meias: Aqui teremos polêmicas com certeza. Atualmente o Bugre tem no seu elenco os meias Rondinelly, Guilherme, Rafael Longuine, Matheus Oliveira e Matheus Anjos e, como o elenco tem que ser enxuto, quatro meias, no máximo cinco deve ser o número ideal.

Destes, Rondinelly tem contrato, até por isso está de férias desde antes do jogo contra o Londrina, assim, uma vaga pode estar definida. Restam então outras quatro vagas e aqui vem outra polêmica, apesar de sua queda de rendimento nos momentos decisivos da Série B, eu manteria Rafael Longuine, não como titular, mas para brigar pela titularidade. Assim, considero importante a contratação de ao menos três meias, dois deles com condições claras de serem titulares e um terceiro para repor qualquer problema com lesão ou suspensão surgida durante a competição. Matheus Oliveira, Guilherme e Matheus Anjos eu não manteria.

Ataque: Vamos finalizar o elenco? O Guarani tem hoje os atacantes Bruno Mendes, Anselmo Ramon, Marcão, Erik, Gabriel Podeva, Caíque, Jefferson Nem, Bruno Xavier e Douglas Silva.

Vocês se lembram do limite de 26 jogadores, certo? Formando a defesa chegamos ao número de 12 jogadores, restaram 14 e destes 14 preenchemos quatro vagas com volantes e outras cinco com meias, restaram apenas cinco vagas para o ataque.

O Guarani também poderia ter um trunfo neste setor, Gabriel Poveda, jogador que voltou a ser vinculado às categorias de base, mas ele não tem um ano de vínculo com o clube, assim, entra na lista de jogadores “normais” e portanto não estaria nas minhas prioridades.

Dos atuais atacantes eu manteria certamente Bruno Mendes, agora vamos falar friamente: O melhor centro avante que o Guarani teve na Série B foi Anselmo Ramon, jogou pouco, fez dois gols nas poucas oportunidades que teve e se lesionou seriamente, mas passou por cirurgia e está terminando seu período de recuperação, então cabe ao departamento médico se posicionar sobre a real condição clínica deste jogador que eu manteria no time, desde que em plenas condições clínicas.

Restaram três vagas, Marcão, Erik, Caíque, Jefferson Nem, Bruno Xavier e Douglas Silva (mais um que sequer entrou em campo), destes não manteria nenhum no elenco, buscaria três atacantes, dois de velocidade e um de referência e assim o elenco estaria formado.

Vamos ver como ficaria?

Goleiros: Um Goleiro, Agenor e Carlos;
Laterais Direitos: Um lateral e Lenon;
Laterais Esquerdos: Um Lateral, Outro Lateral e Marcílio;
Zagueiros: Um Zagueiro, Fabrício (Outro Zagueiro), Outro Zagueiro, Philipe Maia e Outro Zagueiro;
Volantes: Ricardinho, Um Volante, Denner e Felipe Rodrigues;
Meias: Outro Meia, Rafael Longuine, Outro Meia, Rondinelly e Outro Meia;
Atacantes: Bruno Mendes, Anselmo Ramon, Outro Atacante, Outro Atacante e Outro Atacante.

Temos 27 jogadores, né? Lembrem-se, Carlos é goleiro vinculado á base, portanto abrimos uma vaga para outra posição que poderá ser importante para o equilíbrio do elenco.

Total de Jogadores Mantidos – 12: Agenor, Lenon, Marcílio, Fabrício, Philipe Maia, Ricardinho, Denner, Felipe Rodrigues, Rafael Longuine, Rondinelly, Bruno Mendes e Anselmo Ramon.

Total de Jogadores Contratados: 14: Um goleiro, um lateral direito, dois laterais esquerdos, três zagueiros, um volante, três meias e três atacantes.

Essa é a minha expectativa para a formação do elenco que disputará o Paulista. Alguns jogadores estão nessa lista apenas por terem contrato em andamento, casos de Philipe Maia, Marcílio e Rondinelly, por conta disso estão relacionados, e deixei duas situações abertas, o zagueiro Fabrício que tem proposta e pode não ficar e o atacante Anselmo Ramon que precisa ser avaliado pelo departamento médico e, se estiver clinicamente recuperado, é nome certo na minha lista de remanescentes.

E você? Concorda, discorda? Deixe a sua opinião, ela é importantíssima, mas pensem que um elenco tem que ter uma base, assim, o meu time titular teria:

Um goleiro; Um Lateral Direito (Lenon), Um Zagueiro, Fabrício (Outro Zagueiro) e Um Lateral Esquerdo; Um Volante, Ricardinho, Um Meia e Outro Meia; Um Atacante e Bruno Mendes (Anselmo Ramon).

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: Conselho Deliberativo rasga Estatuto em duas decisões na mesma noite

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Depois de ter uma reunião interrompida no mês de novembro, o Conselho Deliberativo do Guarani FC voltou a se reunir na noite de ontem (12/12) para tratar de assuntos menores, retomando a pauta interrompida anteriormente e infelizmente o que aconteceu foi o sepultamento definitivo do Estatuto Social instituído em fevereiro de 2014.

O pior, o desrespeito às normas do Clube partiu dos conselheiros (de agora em diante será com c minúsculo mesmo) que não conseguem entender que desempenham o cargo exclusivamente para validarem os temas de acordo com o que determina o Estatuto Social, não o que for mais cômodo diante de seu circulo de amizades e convívio social.

Em duas decisões tomadas por menos de 50% dos conselheiros, pois de um total de 80, apenas 35 compareceram à reunião que alias foi muito pouco divulgada, dois artigos estatutários foram desrespeitados exatamente por quem deveria ser “guardião” destes itens:

Ao permitir que o empresário de atletas Luiz Roberto Zini Junior mantenha-se no quadro de conselheiros deliberativos para o qual foi eleito em março de 2016, o Conselho Deliberativo rasgou o Estatuto nos seguintes itens:

Artigo 134 – Os membros dos Conselhos, integrantes de órgão criado por este Estatuto, bem assim os Administradores, nomeados ou contratados, devem servir com lealdade, probidade e transparência ao clube, empregando, no exercício de suas funções, cuidado e diligência, sendo-lhes vedado:

V – ser detentor de direitos financeiros ou econômicos sobre atletas ou atuar como agente de jogadores.

De atenuante neste caso existe o fato de o nome do empresário de atletas de futebol ter sido aprovado pela Comissão Eleitoral criada em 2015 para nortear o pleito e as chapas inscritas à época, portanto, o erro partiu de início, estando tal fato viciado na sua origem e agora o Conselho Deliberativo resolveu instituir a irregularidade como regra.

A segunda decisão é a mais lamentável de todas. A maioria dos conselheiros presentes decidiu que o ex presidente do Conselho de Administração, o advogado Horley Alberto Cavalcanti Senna, assumisse vaga de Conselheiro Vitalício do clube, desrespeitando os seguintes itens estatutários:

Artigo 52 – O Conselho Deliberativo será constituído:

III – por conselheiros vitalícios sem número fixo ou limitação.

Parágrafo 1º – São aptos a assumir como Conselheiros Vitalícios todos os ex-presidentes do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração eleitos a partir de 2014, desde que eleitos para mandatos completos completos e os cumpram integralmente permanecendo como associados do Clube , em dia com as responsabilidades sociais e sem punições judiciais ou administrativas por falta grave ou gravíssima pela Comissão de Ética e Disciplina.

Infelizmente ao decidirem pela concessão do título ao ex dirigente, o Conselho Deliberativo ignorou o fato de o mesmo ter cumprido mandato tampão, ou complementar, como queiram, assumindo o cargo em outubro de 2014 para complementar cinco vagas remanescentes do Conselho de Administração eleito em março de 2014. Ao aceitar a argumentação do ex presidente em seu pleito, o Conselho Deliberativo ignorou o fato de dois Conselheiros de Administração, o advogado Gustavo Moura Tavares e o empresário Luiz Antônio Carrera Torres, eleitos em março de 2014, terem composto as duas vagas restantes daquele Conselho de Administração ali recomposto em cinco cargos.

Infelizmente o Guarani Futebol Clube só mostra a cada dia que insiste em não amadurecer. Seus representantes preferem adotar o estilo bonachão, trazendo regalias aos amigos e em momento algum demonstram preocupação com os regulamentos do Clube que deveriam ser respeitados.

Como sugestão, peço aos atuais responsáveis pelo clube que convoquem uma comissão de reforma e alteração do Estatuto Social vigente desde fevereiro de 2014 e refaçam aquilo que deveria ser tratado e respeitado como regra máxima, pois se não é possível cumprir a regra, de que adianta tê-la?

É lamentável, o Conselho Deliberativo do Guarani Futebol Clube escreveu um capítulo horroroso na noite da última quarta feira e, infelizmente, me mostrou que não tem condições de zelar pelo bom andamento dos interesses do clube em assuntos importantíssimos que serão tratados proximamente.

E antes que digam, não trata-se de aversão minha (APESAR DE EXISTIR) contra as duas pessoas beneficiadas nas decisões, trata-se do lamento pela morte de dois institutos de um mesmo clube no mesmo dia, o Conselho Deliberativo e o Estatuto Social do Guarani Futebol Clube.

Uma pena.

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: 2019 – O que cobrar, como cobrar e de quem cobrar?

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Faltando 39 dias para o início da Série A1 do Campeonato Paulista e consequentemente a abertura da temporada 2019 do futebol Bugrino, o que temos ou o que sabemos do Guarani? Quais as certezas, as dúvidas e as probabilidades?

Com comissão Técnica e comando definidos, o Departamento de Futebol tem o desafio de montar o novo elenco apenas com os recursos que o Guarani tem à sua disposição neste momento. Depois de sonhar com uma “Gestão Compartilhada” durante todo o segundo semestre de 2018 numa aposta de que o processo seria votado, uma proposta seria aprovada e o Campeonato Paulista já se iniciaria sob a batuta do parceiro-gestor escolhido, o Guarani inicia o Paulistão com a cota de cerca de R$ 5/6 milhões da Série A1.

Pouco? Não, pouco não é. Principalmente se julgarmos que a competição começa em 20 de janeiro e termina em 21 de abril, portanto, são R$ 5 ou 6 milhões para 90 dias de competição.

Ainda que descontado R$ 1 milhão por conta das tão faladas penhoras, sobram ao Bugre cerca de R$ 4 a 5 milhões para tal período, e neste período o clube ainda receberá verbas provenientes das cotas da Copa do Brasil, dependendo do avanço em fases, o Guarani terá cerca de R$ 4 milhões de novos recursos durante o período, isso avançando ao menos até a terceira fase.

Assim, é possível dizer que, se há uma competição onde o Guarani terá um teto de arrecadação no ano, esta competição é o Campeonato Paulista pois, se em 90 dias de disputa o clube lidará minimamente com um orçamento de R$ 5 milhões, já descontadas as penhoras, isso monta uma receita mensal de R$ 1,66 milhão que ultrapassa os R$ 2 milhões se somados aos R$ 350 mil mensais vindos do acordo judicial da empresa Magnum na aquisição do patrimônio do clube.

Se comparada com o valor que o clube receberá pelo restante da temporada quando entre os meses de maio e novembro disputará a Série B do Campeonato Brasileiro e espera-se que em 2019 as cotas da Série B cheguem aos R$ 8 milhões, o Guarani terá orçamento menor neste período se comparado ao primeiro trimestre de 2019.

Nos 07 meses de disputa da Série B o clube terá garantido cerca de R$ 6,4 milhões (R$ 8 milhões descontados 20% de penhoras), o que daria uma receita mensal de R$ 914 mil mensais, somadas aos mesmos R$ 350 mil mensais do acordo judicial da Magnum, teremos um orçamento mínimo de R$ 1.3 milhão nos sete meses finais de competições, contra um orçamento mínimo de R$ 2 milhões mensais dos primeiros três meses da temporada.

O que fazer?

Como Superintendente de Futebol, Fumagalli tem nas mãos o desafio de montar o orçamento de seu departamento e negociar com o Superintendente Executivo a gestão dos recursos de modo a preservar o equilíbrio das contas do Guarani Entidade com o Guarani Futebol e, neste contexto, qualquer bom acordo que possa trazer jogadores ao Guarani com salários integral ou parcialmente pagos por seus clubes de origem aumentará em muito o poder de tiro do time nas competições.

O segundo desafio de Fumagalli como gestor será administrar uma boa campanha na Copa do Brasil e fazer poupança dos recursos que vierem de cotas de avanços de fase. Qualquer fase avançada trará minimamente R$ 1 milhão aos cofres do clube, valor que pode ser investido na formação do elenco e na manutenção das contas da disputa do Campeonato Brasileiro. A conta é simples, 1 milhão dividido por 7 meses dará ao Guarani uma receita extra de R$ 143 mil mensais, ou seja, a receita, apenas avançando para a segunda fase da Copa do Brasil, aumenta de R$ 1,3 milhão para 1,440 milhão.

E para que você possa entender a diferença entre os cargos, apresentei ai acima a real função estatutária do cargo de Fumagalli, o Superintendente de Futebol, e abaixo vou apresentar a real função do cargo de Marcus Vinícius, o Executivo de Futebol:

Cabe ao executivo de futebol a gestão de pessoas, o relacionamento com clubes parceiros, empresários, a negociação de valores, salários e condições. Enquanto Fumagalli administra o departamento de futebol, Marcus Vinícius tem a missão de gerenciar todo o departamento, negociando, tratando e preservando o orçamento do Clube para o período determinado que será sempre trazido por Fumagalli, em comum acordo com o Superintendente Executivo e o Conselho de Administração.

Cá entre nós, R$ 2 milhões mensais no Campeonato Paulista e R$ 1,4 milhão mensal na disputa do Campeonato Brasileiro está longe de ser considerado um orçamento pequeno, ainda mais para um clube do tamanho e tradição do Guarani, o que permite ainda mais atrair parcerias para que outros grandes clubes tenham seus atletas em evidência em três das 4 maiores competições do futebol brasileiro, o Campeonato Paulista da Série A1, a Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro.

Cada um tem sua função, cabe a cada um que as execute e a nós que saibamos quem é quem para podermos cobrar corretamente de cada um aquilo que realmente é sua atribuição.

Em 2019 acredito que o Guarani terá o maior desafio de todos pela frente, o de ser bem administrado, e, se conseguir, terá condições de superar o ano de 2018 que, mesmo com a frustração da Série B, sem dúvida, foi o melhor dos últimos 08 anos, no mínimo.

Qual o objetivo do Guarani e o que cobraremos neste ano? Dentro de campo o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, fora dele que finalmente o clube tenha seu patrimônio recuperado com o início das obras previstas nas contrapartidas do acordo judicial que culminou com a venda de todo o patrimônio físico ao Grupo Magnum:

O ano de 2019 tem que ser o do novo Centro de Treinamentos e 2020 tem que marcar o início da construção da Arena. Sem isso não adianta conquistar dentro de campo e continuar sem estrutura para as competições às quais o time se credenciará.

É, 2019 pode ser o melhor ano do século para o Guarani que terá ao menos o segundo maior orçamento de sua história, podendo, se se esforçar em angariar parcerias, patrocínios e outros acordos financeiros, transformá-lo no maior, pois em 2010 o clube arrecadou R$ 23 milhões, porem boa parte disso se perdeu em penhoras incontroláveis na época que hoje são calculadas em 20%.

Talvez o grande desafio do clube a parti de agora seja crescer, por isso defendo tanto o profissionalismo de todos os departamentos e essa é a obrigação do Conselho de Administração, permitir que o clube se profissionalize para voltar a crescer, por isso devemos cobrá-los também, e muito!

O que vamos cobrar? Vocês eu não sei, mas eu já disse ai em cima, e não será nada menos que isso, mas pode ser um pouco mais… vai que de repente o ano se apresenta nos dando a chance de disputar e conquistar um título…

Em tempo: Como vocês devem ter percebido, nos últimos dias não tenho conseguido postar muita coisa e acho que todos merecem uma satisfação.

Sou filho único, minha mãe mora comigo e está internada desde o dia 03/12 na UTI com problemas respiratórios, totalmente sedada e entubada. Com isso, sinceramente, não tem me sobrado muito tempo pra muita coisa, são duas visitas diárias, uma as 14:30, outra às 20:00, e assim tento equilibrar minimamente as postagens aqui no Planeta, com vocês, ok?

Claro, agradeço desde já as orações de todos vocês pela pronta recuperação dela.

É isso… vamos nos falando!

 

Marcos Ortiz

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Marcos Ortiz

Opinião: O que esperar de um novo elenco? Analisando a defesa Bugrina

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Foto: Marcos Ortiz - Planeta Guarani.

O Guarani anunciou a chegada do técnico Osmar Loss e sua comissão técnica na tarde de ontem, a informação apenas foi confirmada, porque a contratação já era dada como certa e de fato havia sido definida na sexta feira (22/11).

Pois bem, comando do futebol definido desde a Superintendência até os auxiliares, o que esperar do Guarani de agora em diante, e qual o tempo pra que isso aconteça?

Primeiro passo – Enxugar o elenco atual

A primeira informação que deverá ser trazida antes de todo e qualquer anúncio de reforços é a definição de quantos e quais são os atletas que disputaram a Série B e que permanecerão no elenco Bugrino. Antes disso, nada feito, é preciso primeiro limpar a casa, pra depois trazer a mobília.

O Guarani não trata o assunto oficialmente, o que acompanhamos pela imprensa é que cerca de 10 atletas devem permanecer, uns por terem contrato, outros por decisão de renovação. Quem são e quais as posições, essas são as decisões que deverão ser anunciadas a partir de agora, pois a maioria dos contratos atuais vence exatamente na data de hoje (30/11).

Sinceramente, acho esse número de 10 atletas muito grande, isso se analisarmos que o clube terá um limite de 26 atletas para a disputa da Série A1 e que destes 26, três serão goleiros (posição aliás onde se espera contratação). Ao preservar 10 jogadores do atual elenco, o Guarani terá praticamente definido metade das vagas a serem preenchidas.

Vamos analisar por posições, começando pela defesa?

Goleiros: Agenor, Oliveira, Georgemy e Passarelli – Agenor pode continuar, pois o elenco passará por uma pré temporada e este pode ser o período ideal para que ele recupere sua forma física. É um goleiro seguro e de boa técnica, que tem contra si apenas a questão física.

Oliveira e Georgemy, na minha minha opinião, não devem permanecer, chegaram, tiveram oportunidade e absolutamente não corresponderam, já Passarelli é um caso a parte, se for mantido e não tiver oportunidades estará perdendo uma chance de finalmente jogar, até por isso, acredito que seu caminho seja uma renovação contratual seguida de um empréstimo para que finalmente tenha bagagem profissional.

Nesta posição o Guarani tem um “coringa na manga”, é o jovem goleiro Carlos, que defende a equipe Sub-20, tem muita capacidade e, por ser nascido no ano de 1998 pode estar na relação de jogadores oriundos das categorias de base, onde não há limite de inscrições.

Assim, o que esperar? Eu esperaria a manutenção de Agenor, analisaria com muito carinho a manutenção de Passarelli, mas, caso a decisão seja pelo seu empréstimo, completaria o trio de goleiros com uma contratação e o jovem Carlão como terceiro goleiro, o nome cogitado, ao menos inicialmente é de Diego Cavallieri, bom nome, mas que ainda precisa readquirir sua melhor forma física e ritmo de jogo.

Lateral Direita: Nesta posição o Guarani conta hoje com Kevin e Felipe Rodrigues, ambos se equivalem, um deles poderia ser mantido e, pela polivalência (joga como volante) eu manteria Felipe Rodrigues como reserva e traria imediatamente um titular, que pode até ser Lenon, jogador que volta de empréstimo ao Vasco nos próximos dias, mas que, ao contrário de toda sua passagem pelo Guarani, no time carioca teve problema com lesão e jogou pouco.

Outro fator a ser considerado é que Bruno Souza, lateral formado na base está em fase final de recuperação cirúrgica e passa a ser mais um jogador que terá que ter sua situação avaliada, pois nasceu em 1987 e não pode mais ser incluído entre os atletas vindos das categorias de base, portanto, na lateral direita a necessidade é de contratação e um jogador que possa disputar a posição com Lenon e, caso seja mantido, Felipe Rodrigues deverá ser relacionado como volante.

Lateral Esquerda: Esta foi e continua sendo a principal carência do Guarani Futebol Clube, hoje o Bugre tem no seu elenco Romário, Pará e Marcílio, desses todos eu considero Marcílio como o melhor deles, mas ele pagou caro pelos erros que cometeu quando atuou na Série B. O Guarani ainda tem Salomão que está emprestado ao Atlético-PR e pode voltar.

Aqui, me desculpem, mas minha decisão seria a não manutenção de nenhum deles, Salomão pode e deve ser novamente emprestado, Romário e Pará não devem permanecer, mas Marcílio tem contrato mais longo e, tudo indica, permanecerá. Ainda assim, na minha opinião, o ideal seria contratar dois jogadores, um titular e um reserva imediato.

Zagueiros: Esta é uma outra posição que fez o time sofrer na temporada, mais especificamente na Série B. O Guarani conta com Edson Silva, Philipe Maia, Éverton Alemão, Anderson, Ferreira, Fabrício e tem Alef que se recupera de cirurgia no departamento médico.

Aqui o clube já demonstrou vontade da permanência de Fabrício, mas o jogador tem proposta do futebol europeu e é difícil cravar qualquer coisa neste sentido. Philipe Maia tem contrato mais longo, até por isso está de férias, e tudo indica, permanecerá compondo o elenco de 2019, até ai, ok, mas do restante, na minha opinião, ninguém deve permanecer.

Com isso chegamos a mais um setor onde contratações devem ser feitas, o ideal é trabalhar com cinco zagueiros, permanecendo Fabrício e Philipe Maia, ao menos mais três jogadores devem ser contatados, não permanecendo Fabrício, quatro jogadores devem ser contratados.

Portanto, numa análise fria e rápida (nada profissional, apenas como Torcedor), já temos a indicação de preenchimento de seis ou sete jogadores, sendo um goleiro, um lateral direito, dois laterais esquerdos e três ou quatro zagueiros.

O que resta?

Mantivemos um goleiro (Agenor), um lateral direito (Lenon), um lateral esquerdo (Marcílio) e um ou dois zagueiros (Fabrício e Philipe Maia, dependendo da situação de Fabrício), acima indicamos que o caminho seria a contratação de seis ou sete, graças à situação de Fabrício, mas isso muda pouca coisa, pois contratando um novo zagueiro ou não, o número de atletas será o mesmo.

Temos aqui 12 jogadores de um limite de 26, isso porque “economizamos” uma vaga de goleiro com o aproveitamento de Carlão, e isso pode ser bom lá na frente, quando falarmos sobre o meio de campo e por último, o ataque.

Assim, a defesa Bugrina estaria formada por:

Goleiros: Um Goleiro, Agenor e Carlos;
Laterais Direitos: Um lateral e Lenon;
Laterais Esquerdos: Um Lateral, Outro Lateral e Marcílio;
Zagueiros: Um Zagueiro, Fabrício (Outro Zagueiro), Outro Zagueiro, Philipe Maia e Outro Zagueiro;

Na próxima postagem abordarei o meio de campo, seus volantes e meias e quem deve ou pode permanecer, você concorda, discorda? Já sabe, comente pelas redes sociais. Sua opinião é muito importante!

Marcos Ortiz

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