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Marcos Ortiz

Opinião: O Incrível Carpini e seus 60% de aproveitamento

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Torcedor fanático e ex jogador, Thiago Carpini consegue 60% de aproveitamento em cinco jogos. 3 vitórias e 2 derrotas - Foto: Murilo Borges - Globo Esporte.

A história parece que se repete, de onde ninguém espera, quando o momento é mais do que complicado, surge uma luz na vida do Guarani. Já foi assim outras vezes com inúmeros jogadores desconhecidos, tantos outros vindos das categorias de base, e se você não se lembra, um simples exemplo vai refrescar sua memória:

Henrique, posição: Centroavante – 8 gols marcados na Série A1 de 2008, comandou o Bugre na permanência daquela temporada.

2008, Campeonato Paulista da Série A1, Guarani de volta depois do acesso conquistado em 2007 que virou até DVD e… lá veio essa tal briga contra o rebaixamento. O que teria sido do Bugre sem os 08 gols do iluminado centroavante Henrique? Mais um desconhecido, mas de família Bugrina e Torcedor do Bugre, vindo da base do Campinas, ele foi o cara que comandou o time para uma improvável permanência conseguida apenas na última rodada jogando em casa contra o Rio Preto marcando também o primeiro gol da vitória por 2×1 naquela última e decisiva rodada.

Ai vem o Bugre envolvido numa crise sem precedentes, politicamente abalado por um processo de afastamento de seus dirigentes através de um pedido assinado por 100 associados (eram 131, mas foi preciso repor um total de 4 assinaturas, pois algumas não cumpriam as exigências estatutárias), Dois treinadores contratados na mesma competição que não conseguiram fazer absolutamente nada com o time além de enterrá-lo numa vala que parecia intransponível e lá vem Thiago Carpini, auxiliar técnico fixo do Guarani, pra assumir interinamente o comando da equipe para apenas uma partida, porque alguns nomes eram dados como certos pela imprensa, alguns até de peso como Renê Simões.

Simples, objetivo, direto e nunca negando suas raízes Bugrinas, Thiago Carpini já vai pra sua sexta partida e fez até mesmo os mais exigentes Torcedores se esquecerem da cobrança por um treinador pois, em cinco jogos, acumula três vitórias e duas derrotas, um inesperado e inacreditável aproveitamento de 60% dos pontos que disputou à frente da equipe. Nada mal!

Conquistou alguma coisa? Não, ainda não, mas está lá quando ninguém estaria. Teve coragem para se apresentar como opção num momento em que qualquer outro teria dito aos dirigentes que o faria apenas por um ou dois jogos, e ninguém poderia culpá-lo ou cobrá-lo, porque o time parecia sem jeito, sem solução, estava entregue, havia se acostumado e aceitava facilmente as derrotas sucessivas.

Torcedor do Guarani desde a infância ao ponto de admitir que, ainda jogador profissional, de folga em Campinas, pagou ingresso e ficou lá, debaixo de chuva, no tobogã, assistindo o Dérbi do Século, aquele massacre promovido por Fábio Bahia, Medina, Fabinho, Danilo Sacramento, Domingos, Oziel e Neto, entre outros. Tenho certeza que foi pra casa feliz, comemorando, cantando muito Bugrão Ê Ô e cheio de confiança no Bugre de Vadão que com esse resultado eliminava o rival e chegava à final do Campeonato Paulista de 2012.

Thiago Carpini, volante/zagueiro – jogou pelo Guarani entre 2014 e 2016 e ajudou o time a evitar um rebaixamento drástico para a Série D em 2014.

Pouco depois ainda como jogador, chegava Thiago Carpini ao elenco do Guarani em outro momento difícil da sua história. Renúncia de Conselheiros de Administração, salários atrasados, cheques assinados nas mãos de jogadores que não teriam fundos e assim ele esteve em 13 dos 20 jogos da primeira fase da Série C, livrando o Bugre do rebaixamento outra vez nas rodadas finais. Observe bem, rebaixamento para a Série D que poderia ser provocado por mais uma das tantas crises políticas que insistem em não se afastar da nossa história.

Ficou no Bugre ao todo por três temporadas como jogador, deixou a equipe após a Série A2 de 2016 fazendo um total de 58 jogos com a camisa Bugrina, aposentou-se pouco depois, foi seguir outra carreira, virou auxiliar técnico de Evaristo Piza e estava no banco de reservas no jogo entre Guarani x XV de Piracicaba, o jogo do acesso do Bugre pra a Série A1 que depois viraria título da Série A2 ao vencer o Oeste por 4×2.

Não, o destino não permitiria que dois Bugrinos tirassem um acesso do Guarani, sim, o XV era comandado por Evaristo Piza e Carpini era seu auxiliar. Ainda tinha outro Bugrino, era Fabinho, sim, ele mesmo, e não vamos nunca nos esquecer do gol feito que ele perdeu naquela partida.

Thiago Carpini Barbosa, Campineiro de 35 anos , ex jogador de futebol profissional, auxiliar técnico e agora técnico do Guarani na Série B do Campeonato Brasileiro. Valeu Carpini, muito obrigado por devolver até aqui a fé e confiança ao Torcedor Bugrino como você. Siga e escreva seu nome na história do seu time de coração, nós estaremos torcendo, jogo a jogo, e acreditando.

Não está morto quem peleja, mas tem que pelejar, Guarani!

Marcos Ortiz

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