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Marcos Ortiz

Opinião: Guarani gasta mais de R$ 500 mil mensais só com jogadores que compõe elenco?

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A derrota do Guarani para o Operário na noite de ontem deve marcar profundamente a sequência da competição pelos lados do Brinco de Ouro da Princesa, dentro e fora de campo.

Nesta partida Roberto Fonseca superou o número de jogos de Vinícius Eutrópio, o treinador anterior havia comandado o time por 8 jogos, somando apenas 05 pontos em 01 vitória, 02 empates e 05 derrotas. Na nona rodada Roberto Fonseca assumiu o comando da equipe e disputou nove jogos até agora, foram 08 pontos conquistados em 02 vitórias, 02 empates e as mesmas 05 derrotas.

Sob comando de Eutrópio o Guarani marcou apenas 04 gols, a conta piora ainda mais quando analisamos que estes quatro gols foram marcados em apenas dois jogos, (vitória por 3×2 sobre o Vitória e derrota por 2×1 para o Brasil-RS, ambos no Brinco). Em seis daquelas oito partidas o time não marcou gols.

Assumiu Roberto Fonseca e em nove jogos disputados o time marcou apenas 05 gols, fez gols em 04 dos 09, foram nas vitórias sobre São Bento (2) e Red Bull (1), no empate com o Sport (1) e na derrota para o CRB (1). Nos demais cinco jogos em que ele comandou o time, nenhum gol marcado, foram o empate com o Botafogo (0x0) e as derrotas para Cuiabá (0x1), o dérbi (1×0), Vila Nova (0x2) e Operário (1×0).

Esses números são frios, mas são exatos, eles mostram que o Guarani tem uma deficiência clara, seu poder ofensivo não existe, e isso independe de esquema de jogo, treinador, sistema tático, escalações, mudanças, enfim, nada deu ao Guarani a capacidade de ameaçar seus adversários na maioria dos jogos, o time passou 11 dos 17 jogos que disputou até aqui sem marcar gols, isso da mais de meio turno sem balançar as redes dos adversários.

E não cabe aqui críticas apenas ao ataque, a crítica é geral. Se o ataque Bugrino é inoperante, o meio de campo se limita apenas a marcar, quando consegue, não cria nada, não se aproxima dos atacantes, não tem qualidade nenhuma no campo ofensivo e nossos defensores, nas muitas oportunidades que tiveram ao subirem para a grande área, ora finalizaram para fora, ora esbarraram nas defesas dos goleiros adversários.

A Origem

Vamos analisar o elenco Bugrino por posições? O grupo conta com 03 goleiros (1 da base), 03 laterais direitos (2 da base), 02 laterais esquerdos (01 da base), 06 zagueiros (01 da base) (excluímos aqui Bruno Silva), 05 volantes (02 da base), 06 meias e 08 atacantes (03 da base). Destes jogadores o goleiro Jefferson Paulino, os laterais esquerdos Armero e Thallyson, os zagueiros Xandão, Brunno Lima e Luiz Gustavo, o volante Igor Henrique, os meias Marquinhos, Arthur Rezende, Fipile Cirne e Bady e os atacantes Éder Luís, Deivid Souza, Vitor Feijão e Michel Douglas foram contratados exclusivamente para a disputa da Série B, ou seja, 15 jogadores foram contratados após o final do Paulista e esta 17ª rodada e ainda há mais um jogador que será anunciado nos próximos dias,o volante Marcelo, totalizando 16 contratações.

Pergunta: Quais ou quantos desses 15 jogadores fizeram a diferença dentro de campo? Michel Douglas, talvez? Marcou três gols, um terço dos gols marcados pelo time até aqui? Luiz Gustavo, talvez? Igor Henrique, volante que marcou um gol? E o restante? Em que acrescentaram ao Guarani Jefferson Paulino, Armero, Thallyson, Xandão, Brunno Lima, Marquinhos, Arthur Rezende (fez um gol), Filipe Cirne, Bady, Éder Luís, Deivid Souza e Vitor Feijão?

Se fizermos uma média salarial entre R$ 40 mil e R$ 20 mil, o que consideramos algo justo no atual mercado do futebol, teremos 12 jogadores ganhando, pela média R$ 30 mil mensais, são minimamente R$ 360 mil mensais em salários, não estamos aqui incluindo encargos, apenas salários. Qual é a folha salarial total do Guarani? Uns 850 mil incluindo comissão técnica?

Observem, metade deste valor está sendo gasto com 12 jogadores que não acrescentaram nada ao time e essa conta piora mais ainda se analisarmos mais a fundo e constatarmos que Lenon, Giaretta, Rondinelly, Felipe Amorim e Diego Cardoso sequer aparecem na maioria dos últimos jogos. fazendo a mesma média de R$ 30 mil por jogador (alguns desses custam mais), já chegaremos a R$ 150 mil mensais, juntando com os demais 12 temos R$ 510 mil, isso mesmo, mais de meio milhão de reais, e acreditem, essa conta pode ser maior que isso, pois há jogadores que ganham mais de R$ 40 mil no atual elenco Bugrino.

Se a folha salarial for de R$ 850 mil mensais excluindo comissão técnica nós temos minimamente R$ 510 mil jogados no ralo com atletas que anda acrescentaram ou acrescentam ao elenco, no máximo servem para compor banco de reserva, raramente entrando em campo, e em alguns casos entrando, para desespero do Torcedor Bugrino. Isso mesmo, se os números forem esses, 60% do dinheiro investido pelo Guarani no seu departamento de futebol está sendo jogado pelo ralo.

Ao constatar estes números ficam algumas perguntas: De quem é a culpa? Pra que serve o Departamento de Futebol Profissional que tem a obrigação de planejar a estrutura, os investimentos, lidar com um orçamento máximo e joga 60% deste orçamento literalmente fora?

Quantas outras centenas de milhares de reais o Guarani jogará fora até o final desta Série B tentando consertar ou minimizar estes erros todos?

Quem autoriza estes gastos pode ser considerado um bom gestor? Cadê o equilíbrio, ou melhor, a boa relação custo-benefício?

A Série B dura exatos sete meses, entre os dias 27/04 e 30/11, ao final deste ciclo o Guarani terá gasto ao menos R$ 3.570.000,00 com estes jogadores, e esse valor deve aumentar ainda mais porque outros deverão ser contratados.

Sinceramente? É uma situação insustentável e um prejuízo impensável! O problema talvez não esteja no esquema de jogo ou no nome do treinador, apesar de eles serem parte do problema, o problema está na total incapacidade de administrar um orçamento e fazer bons investimentos, e isso não é coisa de jogador, treinador, preparador, auxiliar, é coisa de Superintendente de Futebol, Executivo de Futebol, Supervisor de Futebol e Conselho de Administração, esses são os que ou autorizam, ou gastam esses valores todos como se não fosse nada. Pra um clube de Série A esse total é menor que um mês de sua folha de pagamento, para o Guarani este valor é infinitamente maior do que o que o Guarani poderia dispor.

Acrescente a isso mais uns R$ 50 mil somando os salários do Superintendente, do Executivo e do Coordenador de Futebol e já chegamos a R$ 560 mil mensais, ou arredondando R$ 4.000.000,00 nos sete meses de disputa do Campeonato Brasileiro da Série B.

Quem vai pagar essa conta? O Guarani, claro…

Marcos Ortiz

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Radio PG – Gol de Vitória 0x1 Guarani


	
	
	

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Próxima Partida – 21/09 11:30

Brasileiro - Série B

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