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Marcos Ortiz

Opinião: Cinco jogos e três gols marcados, isso pede mudança pra todos

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Faltavam pouco mais de 30 dias pro início da Série B quando o Guarani começou a discutir a contratação de seu novo treinador após a saída de Osmar Loss na catástrofe vivida pelo clube na partida que culminou com a saída do então treinador.

Os nomes foram surgindo, muitos nomes divulgados pela imprensa, muita especulação, até que surgiu Vinícius Eutrópio. Aceitação? Quase nenhuma. Assim como no anúncio de Loss, a Torcida rejeitou fortemente o nome do novo técnico e o fez embasada muito mais no histórico recente de Eutrópio que tem tido passagens rápidas nos clubes que comandou.

Agora passados 60 dias de sua chegada o time se encontra à beira da disputa da sexta rodada da Série B, a campanha? Cinco jogos, 02 derrotas, 02 empates e 01 vitória. Se chegou prometendo o termo da moda, o tal DNA ofensivo, o time de Eutrópio entregou tudo, menos isso, os gols são minguados e o aproveitamento é de apenas 33,33%, a famosa faixa de um terço que leva equipes ao rebaixamento nas competições, senão vejamos, são 38 rodadas, 114 pontos em disputa e um terço desses pontos são exatos 38, pontuação de rebaixamento com folga, já que o número mágico pra uma equipe evitar riscos na parte de baixo da tabela é 46 pontos.

Em cinco jogos o time marcou apenas três gols, mas pior do que isso é que os três gols foram marcados em apenas uma partida, a vitória sobre o Vitória por 3×2 no Brinco de Ouro. O “DNA ofensivo” prometido, por enquanto, está apenas nisso, na promessa. O Bugre não marca gols, e foi assim em quatro das cinco partidas disputadas até aqui, uma derrota por 1×0 em Barueri, um empate por 0x0 com o Figueirense em casa, outro empate fora de casa com o Paraná e culminou com a derrota por 1×0 para o Criciúma na última terça feira.

E agora? A culpa é toda do treinador? Não, toda não é, mas boa parte sim.

Vinícius Eutrópio tem um perfil de diálogo, de conversa, de conversar com a boleirada, algo que jogador gosta, mas dificilmente aproveita, porém este perfil de trabalho pede um elenco equilibrado, coisa que ele não tem, mas isso não pode mascarar um equivoco que o treinador comete, ele é adepto da improvisação na escalação, o que só comprova que o elenco é desequilibrado, no sentido de carente de peças.

Improvisou Bruno Lima, zagueiro, como lateral direito por duas rodadas, a justificativa era a má fase de Léo Príncipe, o resultado? Uma derrota e um empate em casa, um jogador já contestado pela Torcida, mesmo tendo jogado fora de sua posição. Quer mais improviso? Éder Luís é atacante, não me lembro de ter jogado como meia em nenhuma das equipes onde despontou com bom futebol, mas no Guarani ele é meia, Deivid Souza, Mateusinho, todos atacantes deslocados para a meia e Diego Cardoso, segundo atacante, jogando como referência desde sua chegada ao Guarani.

Até agora não consegui chegar a uma conclusão sobre a zaga do Guarani, se o problema está em Ferreira ou na falta de ritmo de jogo de Xandão, mas penso, se faltava ritmo, cinco jogos são suficientes para que ele chegue. Faltam opções? Talvez testar Xandão jogando pela direita ao lado de Giaretta… e Thalisson Kélven? São meses de sua chegada ao Bugre sem nenhuma atuação até o momento.

Quando as opções são raras, todas as opções precisam ser testadas antes que qualquer reforço chegue. O Guarani contratou o volante Igor Henrique, na minha opinião já tem camisa titular no time ao lado de Ricardinho, mas o Guarani ainda tem duas boas opções vindas da base onde Pedro Acorsi e Felipe pedem passagem.

A lateral esquerda é crônica, com a saída de William Matheus, Inácio assumiu a posição e, se não tinha condição de jogo contra o Criciúma, o Guarani perdeu a grande chance de lançar Matheus Bidu no time profissional. Mas ele não foi relacionado… simples, diante do problema constatado, acredito que o próprio Bidu teria ficado feliz por viajar às pressas para Criciúma e entrar em campo na terça feira, mas não, a solução foi a mesma já tentada na direita e que não deu resultado, improvisar um zagueiro.

Para a partida da próxima semana o time perdeu Mateusinho, que alias havia perdido a posição de titular em Criciúma, o que deve fazer Eutrópio? Como o Guarani não tem opções e as que tem não mostraram qualidade suficiente, Renan, jovem jogador da base pede passagem no time titular pela primeira vez e para isso o futebol precisa ser simplificado, sem sopa de números, esquema simples e básico de jogo, ou é 4-4-2 ou é 4-3-3.

Inácio precisa descansar mais uma vez? Hora de ter coragem e escalar Bidu… Deivid Souza não produziu o que se esperava? Hora de Renan. Tempo pra preparar o time tem, a semana será inteira de preparação, o time se reapresenta hoje à tarde e treina até segunda feira, véspera do jogo.

Um time que deixaria o Torcedor Bugrino com boa expectativa teria, e apesar das críticas, neste momento não dá pra arriscar no gol, Giovanni; Lenon, Xandão, Diego Giaretta e Bidu; Igor Henrique, Ricardinho, Arthur Rezende e Felipe Amorim; Renan e Diego Cardoso.

É suficiente pra mudar o panorama atual? Não, não é, mas restam três jogos até a paralisação para a disputa da Copa América quando a diretoria promete a chegada de reforços. Justifico:

Bidu é sonho de consumo do Torcedor, entregue a ele o que ele deseja. Igor Henrique é reforço, tem que jogar, está em condições físicas, tem ritmo de jogo e está registrado no BID, Felipe Amorim rendeu bem quando atuou ao lado de Arthur Rezende na estreia contra o Figueirense e entrou bem no tempo que teve de jogo contra o Criciúma, já Renan é a maior promessa de todos os jogadores que subiram do Sub-20 após a Copa São Paulo, além de ser outro sonho de consumo da Torcida exatamente por ser jogador da base.

O que fará Eutrópio? O tempo dirá, mas uma coisa é certa, sua permanência será ainda mais questionada se o resultado não vier na próxima partida e o Guarani corre o risco de chegar ao período de paralisação para a Copa América sem treinador, ou com treinador recém contratado recebendo um elenco que não montou.

Isso é receita pra que? A gente já conhece… mas eu não vou dizer a frase que todos esperam, ou melhor, vou dizer sim, a gente avisou.

Em tempo: O maior prejuízo trazido durante a passagem de Osmar Loss ainda é sentido pelo Guarani e demorará um pouco pra ser superado, é o preparo físico. A metodologia de Loss e seu preparador deixaram a preparação muitos níveis abaixo do necessário e isso terá que ser corrigido, mas o trabalho não acontecerá de um dia pro outro, será algo de médio prazo, talvez sanável apenas após este período de paralisação para a Copa América.

 

Marcos Ortiz

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