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O pulso ainda pulsa… Guarani faz boa partida e vence o Coritiba por 2×0, Poveda e Jefferson Nem marcaram

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Faltando cinco jogos para o encerramento da Série B, o Bugre foi a Curitiba enfrentar o Coritiba numa partida que determinaria qual das duas equipes seguiria com alguma chance, ainda que apenas matemática, de brigar pela quarta vaga no G4 da Série B nos quatro jogos finais.

Quem vencesse o jogo chegaria aos 49 pontos e diminuiria a diferença para o quarto colocado para cinco pontos, quem perdesse estaria, não matemática, mas virtualmente, sem nenhuma chance de brigar, e um empate eliminaria as chances da duas equipes.

Neste panorama o Bugre que teve uma cheia de preparação, entrou em campo com mudanças já esperadas e, finalmente Umberto Louzer entendeu que o time rende muito mais com três volantes, esquema que levou o Bugre às melhores atuações durante a competição. O time começou com: Agenor; Kevin, Philipe Maia, Fabrício e Romário; Willian Oliveira, Ricardinho e Denner; Matheus Anjos e Jefferson Nem; Gabriel Poveda.

Depois de cinco jogos seguidos sem vencer, com dois empates e três derrotas que praticamente sepultaram as chances de acesso que eram reais, restava ao time apenas lutar por uma vitória se quisesse ainda manter a ilusão viva na cabeça dos poucos Torcedores que ainda acreditam. E por mais que pudesse surpreender, há 500 quilômetros de distância, o que se ouvia quando os times entraram em campo era um Bugre Olê, Olê, Olê muito alto, seguido do hino do Guarani Futebol Clube, realmente, essa torcida merecia muito mais! Parabéns e obrigado a vocês!!!

Bugrinos cantam alto no Couto Pereira – Imagem: Reprodução – SporTV.

Dentro de campo

Com chuva e gramado molhado o Bugre começou melhor em campo, dominando a partida e ocupando praticamente por todo o tempo o campo de ataque, a primeira boa oportunidade veio na bola parada. Aos 07 minutos Fabrício cobrou falta da direita, de muito longe e bateu cruzado, buscando o canto direito de Rafael Martins que se virou para espalmar a bola pra escanteio.

Se por um lado o time parecia vivo lá na frente, a defesa não passava segurança e aos 10 minutos n uma cobrança de falta, foi a vez do Coritiba ameaçar, a bola foi cruzada da intermediária para a grande área, a defesa do Bugre, como sempre, não subiu e viu Guilherme chegar no segundo pau e desviar a bola pro gol, pra sorte do Bugre o chute saiu mascado e Agenor conseguiu se esticar para fazer a defesa e evitar o primeiro gol da partida.

Matheus Anjos bate e o goleiro consegue grande defesa – Imagem: Reprodução – SporTV.

Aos 14 minutos foi a vez do Bugre contra atacar, em velocidade a bola chegou até Denner pela direita e da entrada da grande área ele bateu cruzado pro gol, o chute saiu perigoso, mas à direita do goleiro Rafael Martins, assustando.Aos 20 minutos as principais chances de gol surgiram e o Bugre acabou prejudicado pela arbitragem quando Denner apareceu como elemento surpresa dentro da grande área e foi derrubado, seria pênalti, mas o árbitro naão marcou e ainda assim a bola sobrou para Matheus Oliveira, livre de marcação, cara a  cara com o goleiro Rafael Martins ele bateu, a bola desviou no goleiro e acabou saindo pra escanteio. Após a cobrança do escanteio Ricardinho pegou o rebote e arriscou de fora da área, o chute saiu bem colocado, mas à direita do gol, raspando a trave. Faltou poco pro Guarani abrir o placar e o juizão já avisou a que veio…

Cabeçada de Fabrício sai lambendo a trave, por pouco não sai o primeiro do Bugre. Imagem: Reprodução – SporTV.

Melhor em campo, aos 25 minutos outra blitz Bugrina que por pouco não terminou em gol, primeiro no lançamento para Poveda dentro da grande área, ele poderia dominar e sair na cara do goleiro, mas perdeu para a marcação que cortou, o Coritiba errou na saída de bola, Jefferson Nem recuperou e rolou para Willian Oliveira bater de fora da área com muito perigo, mas o goleiro Rafael Martins conseguiu desviar de ponta de dedos por cima do travessão tirando o gol certo do Bugre. Não parou ai, depois de dois escanteios seguidos, no segundo a bola chegou perfeita na cabeça de Fabrício que ganhou por cima da marcação e cabeceou bem, buscando o ângulo direito de Rafael Martins que nem tentou chegar, mas a bola caprichosamente saiu raspando a trave.

Gabriel Poveda começa e termina a jogada num belíssimo gol! Imagem: Reprodução – SporTV.

Depois de perder tantas chances claras, finalmente o gol saiu e foi um belo gol, numa jogada que há muito não víamos um atacante fazer. Aos 30 minutos Gabriel Poveda começou a jogada no meio de campo, abriu na direita e partiu para a grande área, o cruzamento chegou perfeito e ele entrou no meio da defesa, sem marcação, de frente pro gol e bateu chapado, de primeira, jogando a bola no fundo do gol. Bela jogada, belo gol do jovem que teve sua primeira chance como titular na Série B e não decepcionou, na chance que teve fez o que se espera de um centroavante e marcou seu primeiro gol como profissional vestindo a camisa Bugrina, Bugre na frente, Coritiba 0x1 Guarani, no Couto Pereira.

Imagem: Reprodução – SporTV.

Quase no final, aos 41 minutos outra vez Gabriel Poveda por pouco não fez o segundo, desta vez após troca de passes ele recebeu a bola pela direita já dentro da grande área e bateu cruzado, outra vez o goleiro Rafael Martins conseguiu grande defesa evitando mais um do Bugre. Antes do fim do primeiro tempo um susto, depois de cobrança de escanteio pela direita, aos 44 minutos, Allan Costa dividiu a bola por cima com Agenor e desviou de cabeça, a bola subiu e caiu rapidamente, surpreendendo, mas pra sorte do Bugre, com o gol aberto, ela acertou o travessão e saiu pela linha de fundo.

Depois de um primeiro tempo muito bom, onde teve a chance de definir o placar, o Guarani voltou com a mesma equipe para a segunda etapa na expectativa de aproveitar melhor as oportunidades e chegar a uma vitória tranquila fora de casa, mas precisando estar atento porque o adversário viria pro tudo ou nada, jogando suas últimas fichas na competição, e não foi diferente, com a marcação adianta e contando com erros de passes Bugrinos nos contra ataques, o Coritiba teve a primeira grande oportunidade aos 06 minutos de jogo.

Guilherme recebeu passe em profundidade, Agenor saiu no desespero da grande área e foi driblado pelo atacante paranaense,mas a defesa se recuperou bem na jogada e chegou para abafar, ele ainda conseguiu bater cruzado, com perigo, mas a bola desviou em Fabrício e saiu pela linha de fundo. Um susto logo no comecinho e por pouco o Coritiba não chegou ao empate.

O jogo do Bugre era o contra ataque e aos 11 minutos o time teve a primeira chance quando Gabriel Poveda acreditou na jogada pela direita, arrancou e cruzou para Matheus Anjos que chegou livre de marcação na entrada da grande rea,mas o meia Bugrino chegou desequilibrado e bateu torto, jogando a bola à esquerda, perdendo uma grande chance.

Jefferson Nem arranca em jogada individual e bate forte na saída do goleiro pra marcar o segundo do Bugre! Imagem: Reprodução – SporTV.

E aos 18 minutos o segundo gol saiu e foi um golaço! Matheus Anjos fez bom passe para Jefferson Nem na meia pelo lado esquerdo, ele recebeu a bola e girou sobre a marcação saindo em diagonal, entrou na grande área numa bela jogada individual e bateu forte na saída do goleiro, sem nenhuma chance para Rafael Martins. Um golaço no Couto Pereira, gol de Jefferson Nem, primeiro dele com a camisa Bugrina, Coritiba 0x2 Guarani, gol que poderia trazer finalmente tranquilidade em campo e, por que não, permitir que o time conquistasse um placar ainda maior.

Imagem: Reprodução – SporTV.

Aos 24 minutos outra boa oportunidade, Denner melhor jogador em campo até então, cobrou uma falta da meia pela esquerda e a bola saiu por cima do gol, com perigo. Aos 27 outra vez Denner, agora ele recebeu passe de Jefferson Nem pela direita e, na entrada da grande área chegou batendo,mas acabou pegando mal na bola que saiu à direita, ainda assim levando perigo.

Aos 33 minutos Umberto fez sua primeira alteração, saiu Denner, cansado, para a entrada de Fabrício Bigode, pouco depois ele fez a segunda sacando Gabriel Poveda para a entrada de Caíque e dois minutos depois, aos 38 minutos Matheus Anjos sentiu o tornozelo depois que o jogador do Coritiba caiu sobre sua perna e foi substituído por Rafael Longuine. Com as mudanças o ritmo do time diminuiu, mas o placar já estava definido.

Ainda deu tempo de Guilherme, aos 43 minutos, cometer falta em Jefferson Nem no meio de campo e ser expulso pelo árbitro

Final de jogo em Curitiba, Coritiba 0x2 Guarani e o Bugre voltou a vencer depois de cinco rodadas na Série B. Venceu fora de casa numa atuação convincente que poderia até ter tido um placar mais elástico. Com essa vitória o Bugre não ganhou posições, manteve-se em nono,  mas chegou aos 49 pontos e diminuiu a diferença para o quarto colocado para cinco pontos.

A missão é praticamente impossível, tirar 05 pontos em 12 que restam a disputar,mas tudo dependerá muito da próxima partida quando na terça feira, às 21:31, o Guarani volta a campo outra vez fora de casa, em Florianópolis, contra o Figueirense. Outra vez é tentar vencer e ver o que acontece na rodada para tentar alcançar uma vaga entre os quatro primeiros colocados.

Ah se tivesse conseguido uma mísera vitória a mais contra qualquer das equipes que o Bugre se permitiu perder e abriu mão de pontos importantíssimos. Mas futebol é imprevisível e dentro do campo das imprevisibilidades, quem sabe quando ninguém mais acredita, o time consegue um grande feito.

Vamos aguardar. O time não vola a Campinas, vai direto pra Florianópolis onde treina na segunda e na terça feira entra em campo pela 35ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Marcos Ortiz

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Guarani 1×0 Londrina – Vitória na última rodada encerrando a Série B para o Bugre

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Foto: Marcos Ortiz - Planeta Guarani.

No jogo que ninguém queria ver, o Guarani entrou em campo pra pegar o Londrina com as duas equipes já não brigando por mais nada na competição. O técnico interino Marco Antônio já havia anunciado a equipe com cinco caras novas e o time iniciou a partida com Passarelli; Felipe Rodrigues, Ferreira, Fabrício e Pará; Willian Oliveira, Denner, Rafael Longuine e Erik; Mateusinho e Gabriel Poveda.

Num jogo ruim, de poucas emoções, os poucos Torcedores presentes ao Brinco de Ouro, apesar do público anunciado durante a partida ser de 1,346 presentes, visivelmente muito menos pessoas estiveram nas arquibancadas assistindo aquele que era pra ser um jogo de festa, de classificação, de acesso, mas acabou sendo um melancólico fim de feira com uma equipe que ameaçou subir, chegou a dar mostras que conseguiria, mas inexplicavelmente se perdeu nas 10 rodadas finais e acabou apenas na nona colocação, contra outra equipe que até a rodada anterior sonhava com o acesso, mas conseguiu perder para o CRB em casa e já chegou matematicamente sem chances de acesso a Campinas.

E o jogo também não foi bom. Dois times sonolentos, com o Guarani levemente melhor e chegou pela primeira vez com perigo logo aos 05 minutos num belo chute de Mateusinho que pegou um rebote de fora da área, mas o goleiro Alan fez boa defesa, colocando a bola para escanteio.

Depois disso o Bugre voltou a levar perigo apenas aos 36 minutos numa boa jogada de Erik que acertou um bom chute buscando o ângulo esquerdo de Alan, mas a bola saiu com perigo, pela linha de fundo. O lance acordou o Guarani, aos 37 minutos foi a vez de Pará receber a bola dentro da grande área e a queima roupa bater pro gol buscando o canto esquerdo, mas o goleiro Alan fez uma grande defesa, um verdadeiro milagre, evitando o gol do Guarani.

Aos 42 minutos o gol saiu. Numa jogada bem trabalhada no meio de campo, Willian Oliveira fez um bom passe para Pará que ajeitou a bola para Rafael Longuine, o meia ajeitou com liberdade na entrada da grande área e bateu forte, acertando o canto esquerdo de Alan, sem nenhuma chance de defesa. Um belo gol, o 10º de Rafael Longuine, que terminou a Série B como artilheiro do Guarani na competição, Guarani 1×0 Londrina.

Vencendo o jogo, Marco Antônio voltou com a mesma equipe para a segunda etapa e o jogo não mudou muito, continuou sonolento, mostrando que a exceção foram os minutos finais da primeira etapa. Aos 09 minutos quem quase marcou foi o Londrina numa bela cobrança de falta de João Paulo que bateu forte na bola e Passarelli fez grande defesa evitando o empate.

Aos 11 um lance inacreditável. Cobrança de escanteio para o Guarani, bate-rebate na grande área e a bola sobrou limpinha para Gabriel Poveda dentro da pequena área, ele estava cara a cara com o goleiro Alan, sem nenhuma marcação, e conseguiu chutar para fora, perdendo um gol feito.

O Bugre fez duas alterações aos 12 minutos, saíram Mateusinho e Rafael Longuine para as entradas de Matheus Oliveira e Guilherme, mas as mudanças não deram nenhum ganho de performance ao time.  Aos 23 veio a terceira mudança, saiu Erik para a entrada de Marcão, no mesmo instante o Londrina quase chegou ao empate num chute de João Paulo outra vez de fora da área e outra vez Passarelli estava atento, fazendo bola defesa, jogando a bola para escanteio.

O Guarani ficou com um jogador a menos, Guilherme que havia entrado na segunda etapa sentiu uma lesão e deixou o campo, como já havia feito as três alterações, Marco Antônio viu a equipe ficar com 10 homens em campo.

Depois disso o Londrina tentou chegar ao empate e teve duas boas chances, na segunda delas , após cobrança de escanteio, Carlos Henrique ficou com a bola dentro da pequena área, ele teve espaço pra bater e empatar, mas conseguiu chutar a bola pra fora do gol, pra sorte do Bugre.

Final de jogo no Brinco, Guarani 1×0 Londrina, uma vitória que pouco valeu, encerrando uma campanha que teve seus bons momentos, mas deixou no Torcedor Bugrino o gosto amargo da decepção com a derrocada do time na reta final da competição. Com este resultado o Guarani que havia perdido uma posição após a vitória do Coritiba na véspera, voltou à nona colocação, chegando aos 54 pontos.

Agora o ano acabou, resta à Torcida e ao Clube se reorganizarem para a disputa da Série A1 do Campeonato Paulista, competição que começa no próximo dia 20 de janeiro em Bragança Paulista contra o Bragantino.

Foi o que restou…

 

Marcos Ortiz

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No último jogo fora de casa na Série B, Bugre volta com empate – Longuine marcou

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O melancólico final de Série B do Campeonato Brasileiro quando o Bugre foi a Pelotas enfrentar o Brasil foi bem isso mesmo, desde o começo um fim de feira. Com técnico interino que durante a semana se disse não empenhado em seguir a carreira, a entrada de Erik no time titular e sem energia elétrica no estádio Bento Freitas.

Pela falta de energia sequer o Hino Nacional protocolar não foi executado, e as equipes apenas se alinharam e se cumprimentaram, já partindo para o minuto de silêncio.

Com Agenor; Kevin, Philipe Maia, Fabrício e Romário; Willian Oliveira, Ricardinho, Denner e Rafael Longuine; Erik e Gabriel Poveda, o Bugre foi comandado pelo auxiliar técnico Marco Antônio.

Dentro de campo

Debaixo de chuva, o jogo começou muito chato, com os dois times mostrando pouco interesse, errando muitos passes e não conseguindo criar nada em campo. Apenas aos 11 minutos saiu o primeiro chute a gol, foi do Guarani, com Erik que recebeu a bola na esquerda e de fora da área bateu pro gol, a bola saiu á direita, sem muito perigo.

A chatice do jogo foi quebrada aos 16 minutos, infelizmente com um gol do Brasil. Itaqui arriscou de fora área pela esquerda, a bola bateu nas costas de um jogador do Brasil e sobrou para Diego Miranda que viu Agenor adiantado e bateu por cobertura acertando o ângulo esquerdo do goleiro Bugrino. Um belo gol do Brasil abrindo o placar, Brasil de Pelotas 1×0 Guarani.

 

Longuine passa bem pela marcação e bate na saía do goleiro pra marcar o gol do Bugre em Pelotas. Imagem: Reprodução – Premiere FC.

Mas o Bugre não ficou muito tempo atrás no placar, apenas três minutos depois, Erik acertou bom passe para Rafael Longuine dentro da grande área, o meia recebeu a bola, passou bem por dois marcadores e bateu colocado, entre as pernas do goleiro Marcelo Pitol. Gol do Bugre, finalmente, depois de 98 dias Longuine voltou a marcar, seu último gol havia acontecido na derrota em casa para o Fortaleza por 3×2 no dia 11 de agosto. Esse foi seu nono gol pelo Guarani, se isolando mais ainda na artilharia do time na Série B, coincidentemente Rafael Longuine havia marcado os dois gols da vitória sobre o mesmo adversário no primeiro turno por 2×1 no Brinco.

Depois do gol Bugrino o jogo melhorou e os dois times passaram a buscar mais o campo de ataque, o Brasil teve duas boas oportunidades, com o gramado molhado o time da casa arriscava chutes de média distância exigindo boas defesas de Agenor. Já o Bugre tentava com tabelas penetrar na zaga adversária, sem sucesso.

Mesmo melhor em campo o Brasil de Pelotas não conseguia mais criar jogadas que levassem perigo ao gol de Agenor, o Guarani, nas poucas oportunidades que teve de puxar o contra ataque optou por cadenciar a jogada e também não chegava ao gol adversário e assim o primeiro tempo se arrastou até o final terminando com o placar de 1×1.

O interino Marco Antônio não mexeu no time no intervalo e o Bugre voltou levando um grande susto antes mesmo do primeiro minuto com o Brasil de Pelotas entrando tocando bola dentro da grande área, pra sorte do Guarani a zaga afastou e a bola bateu no braço de um adversário em cima da linha da grande área e o árbitro marcou falta. O troco foi rápido, aos 02 minutos Denner bateu uma falta de longa distância, pegou bem na bola, mas ela saiu com perigo à esquerda do gol, levando perigo com o goleiro Marcelo Pitol batido.

O desenho do jogo não mudou, o Brasil era melhor, tinha toda a iniciativa do jogo e o Guarani saía muito pouco. Aos 13 minutos o Brasil levou muito perigo, cobrança de falta pela direita, bola levantada pra grande área e depois de um bate rebate ela sobrou limpa pra Leandro Maia que sem marcação, quase na linha da pequena área bateu mal, jogando a bola pela linha de fundo, com o gol aberto.

O gol do Brasil parecia questão de tempo, aos 16 minutos Michel recebeu a bola na entrada da grande área, foi avançando sobre a marcação do Guarani, levou a melhor e bateu pro gol, a bola, para sore do Bugre desviou na zaga e saiu para escanteio, com muito perigo. O jogo era de ataque contra defesa, o Brasil atacava, o Guarani se defendia como podia.

Sem esboçar nenhuma reação o Bugre fez sua primeira alteração aos 21 minutos, saiu Denner para a entrada de Felipe Rodrigues, pouco depois, aos 23 minutos depois de boa jogada de Felipe Rodrigues pela direita, a bola chegou até Willian Oliveira na esquerda, da entrada da grande área ele bateu firme, mas o goleiro Marcelo Pitol voou para  a bola e espalmou pela linha de fundo, numa grande defesa.

Na jogada seguinte a defesa do Guarani fez uma grande lambança e não conseguiu afastar a bola que espirrada sobrou para o atacante Michel na linha da pequena área, o gol estava aberto, ele não tinha nenhum marcador próximo e bateu completamente torto, perdendo um gol feito.

Marco Antônio fez sua segunda alteração aos 27 minutos tirando Gabriel Poveda, mal na partida, pra entrada de Marcão (agora vai!).

As duas alterações não surtiram efeito e o Guarani não conseguiu mudar sua postura em campo, pelo contrário, o time piorou. Tímido, recuado e acuado pelo Brasil, o Bugre via o adversário criar boas oportunidades seguidas e em momento nenhum conseguia ameaçar o gol xavante. Aos 38 veio a terceira mudança, saiu Erik para a entrada de Mateuzinho, atacante das categorias de base, e assim como Marcão ele mal tocou na boal até o final da partida.

Final de jogo em Pelotas, mais uma atuação muito ruim do Guarani que só não perdeu o jogo graças à incompetência do ataque adversário. O Bugre não se esforçou muito, jogou pouco, conseguiu fazer um gol e viu o Brasil jogar durante quase todo o tempo restante em que esteve em campo.

Com este resultado o Bugre manteve a nona colocação agora com 51 pontos e volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Londrina num jogo onde nenhuma das equipes briga por mais nada na competição, encerrando a Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Marcos Ortiz

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Nem o placar eletrônico funcionou, na noite em que o Guarani não quis jogar – Guarani 0x2 Paysandu

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Senhoras e senhores o que aconteceu nesta noite no Brinco de Ouro da Princesa foi algo poucas vezes visto, logo na entrada do estádio uma única entrada para todos os Torcedores, claro que seriam poucos, porque a campanha de fim de feira fez serem poucos, mas a melancolia foi tamanha, que assustou.

Esta é a imagem original com o placar desligado para Guarani x Paysandu – Foto: Marcos Ortiz – Planeta Guarani.

Arquibancadas vazias, sem vibração, sem emoção, ao entrar no estádio me deparei com um placar eletrônico desligado, o que pra mim talvez tenha marcado mais que o próprio jogo e seu resultado. Antes mesmo de a bola rolar, na minha cabeça já estava tudo desenhado, e foi o que aconteceu, um futebol horroroso, um time desinteressado, absurdamente demonstrando a cada toque na bola que não queria nada, não tinha mais nada a fazer no campeonato, resumindo, o time teve a Torcida que mereceu nesta partida que terminou com o placar que o time também mereceu: Guarani 0x2 Paysandu.

Na dupla de zaga, Ferreira e Philipe Maia pareciam dois jogadores que nunca sequer se deram bom dia, e num erro de Philipe Maia e Agenor, o Paysandu só não marcou porque o atacante do Paysandu que recebeu a bola no meio da indecisão e do deixa deixa de um pro outro perdeu o ângulo e acertou a trave antes de a bola sair pela linha de fundo, isso logo aos 07 minutos de jogo.

A vergonha não demorou muito pra começar, aos 18 minutos, num lance até parecido, Romário e Philipe Maia correram, correram, correram e não conseguiram sequer chegar perto do atacante Magno, o mesmo jogador que lá atrás havia perdido um gol com o gol aberto e dessa vez ele não errou, tirou a bola de Agenor e bateu pro fundo do gol, Guarani 0x1 Paysandu.

E o Bugre? Ah, o Bugre chutou uma bola pro gol em toda a primeira etapa, foi aos 21 minutos, quando Matheus Oliveira chutou da direita, de fora da área e a bola saiu à direita do goleiro, até levando algum perigo. Sim, foi só isso…

Na volta do intervalo Umberto Louzer trocou seis por meia dúzia, saíram Rafael Longuine, o sumido e Matheus Oliveira, o iludido (alguém disse a esse menino que ele é craque e ele acreditou), para as entradas de Rondinelly, o dorminhoco, e Guilherme, sim, Guilherme, ele ainda estava no Brinco… Sabem o que aconteceu? NADA!

Pra piorar a coisa, logo aos 04 minutos o Paysandu ampliou. Cobrança de falta pela direita, como sempre, a zaga do Guarani não cortou e a bola chegou até Perema no segundo pau, ele estava sozinho, totalmente livre de marcação e só teve o trabalho de tocar a bola pro fundo do gol. Guarani 0x2 Paysandu.

E o Guarani? Ah, o Guarani continuou do mesmo jeito, tocando a bola, sempre pra trás, desinteressado, nitidamente mostrando que não queria mais nada com o campeonato e que os poucos Torcedores presentes, 1158 ao todo, não mereciam respeito algum, foram porque quiseram, porque o time deixou claro que não queria nada com nada.

Aina deu tempo de ver Erik entrar em campo aos 11 minutos no lugar de Denner, e se Erik entrou é sinal que não dava pra esperar nada mesmo. Teimosos somos nós que lá estivemos, o sofá, os amigos, o barzinho com uma boa conversa, enfim, qualquer programa hoje teria sido muito, mas muito melhor que assistir o Guarani entregar o jogo pro Paysandu da forma que entregou.

Culpados? Ah, nesta noite todos são culpados, o time todo que não jogou nada, o treinador que não viu que treinou um time desinteressado a semana inteira, enfim, nesta noite não deu pra salvar ninguém, claro, sempre tem o Ricardinho, mas nesta noite foi muito mais pelo conjunto da obra do que pela atuação nesta partida.

Sinceramente, eu já vi muita coisa ruim acontecer no Brinco , mas poucas à altura do que aconteceu neste sábado (10/11) que vai ficar na história como o dia em que o Guarani entrou em campo pra não jogar, e o que vai acontecer? Nada… todos estarão de volta na segunda feira, se reapresentarão e terminarão o campeonato, afinal faltam só mais dois jogos mesmo.

Faltou dar a escalação desse bando que hoje esteve em campo desrespeitando uma camisa tão importante quanto a do Guarani, foram esses, e precisam ser lembrados: Agenor; Kevin, Philipe Maia, Ferreira e Romário; Willian Oliveira, Ricardinho e Denner (Erik); Matheus Oliveira (Rondinelly) e Rafael Longuine (Guilherme); Gabriel Poveda. Técnico: Umberto Louzer.

Estes foram todos os jogadores que estiveram em campo e não quiseram jogar.

Seria justo que quase todos eles, exceção a Ricardinho, procurassem a diretoria e pedissem suas rescisões contratuais na segunda feira pela manhã, já que o Guarani não vai fazer isso mesmo. O que sobrar termina o campeonato, faltam só mais dois jogos e a gente deve perder os dois mesmo…

E vai ser só isso, esse time não merece divulgação de entrevistas de saída de gramado, coletiva de treinador, edição de vídeo nem nada mais, , na verdade não merecia nem que eu perdesse meu tempo assistindo àquilo, e depois aqui, escrevendo isso.

Hoje eu deixei o Brinco envergonhado.

 

Marcos Ortiz

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