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Jogos e Resultados

Mais uma derrota fora de casa – Juventude 1×0 Guarani

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Na fria e chuvosa Caxias do Sul o Bugre precisava vencer para acabar com a ausência de vitórias fora de casa na Série B e também para tentar encostar no G4 da competição e tinha pela frente um adversário que vinha numa campanha ruim, beirando a zona do rebaixamento.

O técnico Umberto Louzer confirmou a equipe que já era esperada, apenas uma mudança em relação ao time que venceu o CRB: Bruno Brígido; Lenon, Edson Silva, Everton Alemão e Pará; Baraka, Ricardinho e Rondinelly; Rafael Longuine e Guilherme; Anselmo Ramon.

Dentro de Campo

A queima roupa Bruno Brígido defende o chute de Elias – Imagem: Reprodução – SporTV.

Aos 02 minutos a primeira boa chance do Bugre, Micael foi sair jogando e deu a bola de presente para Pará, o lateral Bugrino dominou, invadiu a grande área, mas pegou mal ao finalizar e bateu nas mãos do goleiro Matheus perdendo uma boa oportunidade.

Apesar da primeira boa chegada, o Guarani tentava jogar na ligação direta, quase sempre com Edson Silva tentando lançamentos longos direto da defesa, proporcionando recuperações de bola perigosas ao Juventude. Aos 08 minutos a primeira ameaça real do time da casa, Elias recebeu passe na entrada da grande área pela esquerda e cara a cara com Bruno Brígido bateu cruzado, o goleiro Bugrino bem posicionado fez sua primeira grande defesa na partida.

Anselmo Ramon de fora da área leva perigo. Imagem: Reprodução – SporTV.

O troco do Bugre também veio com perigo, Lenon recuperou a bola na defesa, tocou para Guilherme que fez um belo passe para Anselmo Ramon, ele ajeitou a bola já se livrando da marcação e bateu pro gol de fora da área tentando o ângulo direito de Matheus, mas a bola saiu raspando a trave, por cima do gol.

O Bugre parecia ter achado o jeito de jogar, trocava bons passes na intermediária ofensiva e arriscava chutes de fora da área com o gramado pesado tentando surpreender o goleiro, mas mais uma vez o Juventude chegou com perigo, desta vez após uma cobrança de falta pela direita, Diones colocou a bola na pequena área, Matheus Berlotto chegou se antecipando à marcação e conseguiu desviar a bola, mas pra sorte do Bugre ela saiu à esquerda de Bruno, levando perigo.

Elias ganha de cabeça, mas faz falta em Lenon. Imagem: Reprodução – SporTV.

O Bugre não conseguia mais sair e aos 25 minutos levou um grande susto, cruzamento para a grande área, Elias subiu dentro da pequena área pela esquerda e ajeitou para Leandro Lima que jogou pro fundo das redes,mas o árbitro paralisou a jogada marando uma falta de Elias que subiu nas  costas de Lenon ao subir de cabeça na disputa da bola.

No minuto seguinte faltou pouco pro Bugre abrir o placar. Rondinelly recebeu a bola na entrada da grande área e bateu pro gol, a bola ia entrando e o goleiro Matheus caiu bem no canto baixo direito fazendo grande defesa e espalmando para o meio da grande área, Guilherme pegou o rebote e bateu também buscando o canto esquerdo, outra vez o goleiro do Juventude conseguiu a defesa, desta vez jogando a bola pra escanteio, quase o primeiro do Bugre em Caxias.

Aos 36 minutos o Juventude voltou a levar perigo, desta vez em cobrança de falta pela direita Fred bateu direto pro gol e a bola saiu com perigo, à esquerda de Bruno Brígido. Alias, o Guarani passou a cometer mais faltas a partir dos 30 minutos, numa delas Everton Alemão recebeu cartão amarelo.

Felipe Matheus recebe, passa entre os dois zagueiros Bugrinos e marca Juventude 1×0 Guarani. Imagem: Reprodução – SporTV.

E mais uma vez nos minutos finais o Bugre não segurou o resultado. Primeiro aos 44 minutos um susto quando Elias recebeu a bola na grande área e bateu forte, Bruno Brígido conseguiu fazer outra boa defesa, reboteando a bola, na sequência da jogada, pela esquerda, a bola foi enfiada no meio da defesa, entre Edson Silva e Everton Alemão que falharam feio, Felipe Matheus conseguiu dominar com liberdade, passou entre os dois zagueiros e bateu forte, sem chances de defesa para Bruno Brígido. Uma receita repetida, mais um gol nos minutos finais e o Bugre sai atrás do placar em Caxias do Sul tendo que recuperar o prejuízo na segunda etapa. Juventude 1×0 Guarani.

Depois de um primeiro tempo que se não foi excepcional, também não foi ruim, o Guarani voltou para a segunda etapa com a mesma formação precisando buscar o resultado. A boa notícia era que não chovia mais no Alfredo Jaconi.

O Bugre voltou mais aceso nos minutos iniciais, troando mais passes, ocupando o campo ofensivo e não demorou pra surgir a primeira oportunidade, troca de passes pela direita e o passe foi feito para Baraka que da entrada da grande área bateu pro gol de primeira, mas a bola saiu pela linha de fundo, aos 05 minutos.

Aos poucos o Juventude se recuperou em campo e passou a dominar a partida, com isso Umberto fez sua primeira alteração logo aos 10 minutos sacando Anselmo Ramon para a entrada de Bruno Mendes. Logo depois Lenon cometeu uma falta na intermediária e recebeu cartão amarelo e em seguida, aos 12 minutos veio a segunda alteração do Bugre, saiu Guilherme para a entrada de Erik.

Rafael Longuine recebe lançamento, sai na frente do goleiro e não chuta, perdendo um gol feito em Caxias do Sul. Imagem: Reprodução – SporTV.

E aos 13 minutos o Guarani perdeu um gol feito. Depois de uma recuperação de bola na intermediária Bruno Mendes fez um lançamento perfeito para Rafael Longuine no meio da zaga do Juventude, ele entrou em velocidade e com liberdade saiu cara a cara com o goleiro Matheus, mas não finalizou, tentou dar um drible permitindo que o goleiro saísse aos seus pés e evitasse o gol de empate. Não pode perder!!!

O troco do time da casa veio pouco depois, aos 16 minutos numa cobrança de escanteio pela direita a bola chegou na cabeça de Matheus Bertotto que cabeceou firme e forte buscando o canto esquerdo, Bruno Brígido voou para a bola e fez um verdadeiro milagre defendendo a bola em cima da linha, evitando o segundo gol do Juventude.

Aos 22 minutos outra boa chegada do Bugre, bola cruzada da direita e Ricardinho, na entrada da grande área, bateu de primeira, o chute não saiu forte, mas acabou batendo no braço do zagueiro do Juventude, jogadores do Bugre pediram pênalti, mas o árbitro não entendeu que a jogada tenha sido intencional e nada marcou.

O Bugre estava melhor em campo, mas o Juventude tentava o contra ataque e aos 25 minutos numa rápida arrancada de Felipe Mattioni pela direita Erik matou a jogada e recebeu cartão amarelo.

Bruno Mendes e Erik disputam a bola, ela sobra na pequena área e ninguém aparece. Imagem: Reprodução – SporTV.

O Bugre desperdiçou outra boa chance aos 27 minutos quando Rafael Longuine recebeu a bola pela direita e fez um bom cruzamento para a grande área, Bruno Mendes e Erik subiram disputando a bola com a zaga, ela reboteada ficou ali no meio da pequena área e ninguém conseguiu desviar até que a defesa afastasse o perigo. Aos 29 minutos foi a vez de Pará arriscar um chute de fora da grande área, a bola perigosa saiu por cima do travessão, o Bugre pressionava tentando o empate em Caxias do Sul.

Aos 30 minutos Umberto fez sua terceira alteração, saiu Baraka para a entrada de Denner.

O Juventude também era perigoso e aos 33 minutos quase ampliou depois de um cruzamento vindo da direita Ricardo jesus chegou livre de marcação dentro da pequena área pela esquerda e tocou para o gol, pra sorte do Bugre, com o gol aberto, a bola saiu raspando a trave, com muito perigo.

Sem Baraka em campo Ricardinho foi recuado e Denner passou a jogar mais como meia, muito próximo ao ataque e o Bugre até conseguia trocar bons passes, mas parava sempre na entrada da grande área, sem conseguir criar jogadas ofensivas, pelo contrário, aos 47 minutos foi o Juventude quem chegou ao gol com Ricardo Jesus que recebeu passe na grande área e finalizou de letra pro fundo das redes, pra sorte do Bugre o auxiliar paralisou a jogada marcando impedimento do volante e o gol foi invalidado.

Nem mesmo os 04 minutos de acréscimos foram suficientes para o Guarani voltar a chutar em gol ou ameaçar a meta do goleiro Matheus e assim a equipe conheceu sua quarta derrota na Série B, três delas jogando fora de casa.

Resultado péssimo para o Guarani. O Juventude que até então não sabia o que era vencer jogando em casa conseguiu vencer e o Bugre que desta vez até teve uma atuação mais firme, pagou novamente o preço pelos seus erros defensivos e sofreu um gol nos minutos finais de uma etapa de jogo. Alem disso, jogando fora de casa é inaceitável que um jogador tenha a chance de gol que teve Rafael Longuine e não finalize em gol, se ele ao menos chutasse para fora, mas abriu mão de tentar o gol, aparentemente tentando cavar uma penalidade e perdeu um gol feito, cara a cara com o goleiro.

Ao final da rodada o resultado custará posições importantes e a equipe mais uma vez volta a Campinas sem saber o que é vencer jogando como visitante. O próximo desafio também será fora de casa, na próxima terça feira o Bugre vai a Maceió enfrentar o CSA, uma das equipes que estão no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Marcos Ortiz

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Guarani 1×0 Londrina – Vitória na última rodada encerrando a Série B para o Bugre

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Foto: Marcos Ortiz - Planeta Guarani.

No jogo que ninguém queria ver, o Guarani entrou em campo pra pegar o Londrina com as duas equipes já não brigando por mais nada na competição. O técnico interino Marco Antônio já havia anunciado a equipe com cinco caras novas e o time iniciou a partida com Passarelli; Felipe Rodrigues, Ferreira, Fabrício e Pará; Willian Oliveira, Denner, Rafael Longuine e Erik; Mateusinho e Gabriel Poveda.

Num jogo ruim, de poucas emoções, os poucos Torcedores presentes ao Brinco de Ouro, apesar do público anunciado durante a partida ser de 1,346 presentes, visivelmente muito menos pessoas estiveram nas arquibancadas assistindo aquele que era pra ser um jogo de festa, de classificação, de acesso, mas acabou sendo um melancólico fim de feira com uma equipe que ameaçou subir, chegou a dar mostras que conseguiria, mas inexplicavelmente se perdeu nas 10 rodadas finais e acabou apenas na nona colocação, contra outra equipe que até a rodada anterior sonhava com o acesso, mas conseguiu perder para o CRB em casa e já chegou matematicamente sem chances de acesso a Campinas.

E o jogo também não foi bom. Dois times sonolentos, com o Guarani levemente melhor e chegou pela primeira vez com perigo logo aos 05 minutos num belo chute de Mateusinho que pegou um rebote de fora da área, mas o goleiro Alan fez boa defesa, colocando a bola para escanteio.

Depois disso o Bugre voltou a levar perigo apenas aos 36 minutos numa boa jogada de Erik que acertou um bom chute buscando o ângulo esquerdo de Alan, mas a bola saiu com perigo, pela linha de fundo. O lance acordou o Guarani, aos 37 minutos foi a vez de Pará receber a bola dentro da grande área e a queima roupa bater pro gol buscando o canto esquerdo, mas o goleiro Alan fez uma grande defesa, um verdadeiro milagre, evitando o gol do Guarani.

Aos 42 minutos o gol saiu. Numa jogada bem trabalhada no meio de campo, Willian Oliveira fez um bom passe para Pará que ajeitou a bola para Rafael Longuine, o meia ajeitou com liberdade na entrada da grande área e bateu forte, acertando o canto esquerdo de Alan, sem nenhuma chance de defesa. Um belo gol, o 10º de Rafael Longuine, que terminou a Série B como artilheiro do Guarani na competição, Guarani 1×0 Londrina.

Vencendo o jogo, Marco Antônio voltou com a mesma equipe para a segunda etapa e o jogo não mudou muito, continuou sonolento, mostrando que a exceção foram os minutos finais da primeira etapa. Aos 09 minutos quem quase marcou foi o Londrina numa bela cobrança de falta de João Paulo que bateu forte na bola e Passarelli fez grande defesa evitando o empate.

Aos 11 um lance inacreditável. Cobrança de escanteio para o Guarani, bate-rebate na grande área e a bola sobrou limpinha para Gabriel Poveda dentro da pequena área, ele estava cara a cara com o goleiro Alan, sem nenhuma marcação, e conseguiu chutar para fora, perdendo um gol feito.

O Bugre fez duas alterações aos 12 minutos, saíram Mateusinho e Rafael Longuine para as entradas de Matheus Oliveira e Guilherme, mas as mudanças não deram nenhum ganho de performance ao time.  Aos 23 veio a terceira mudança, saiu Erik para a entrada de Marcão, no mesmo instante o Londrina quase chegou ao empate num chute de João Paulo outra vez de fora da área e outra vez Passarelli estava atento, fazendo bola defesa, jogando a bola para escanteio.

O Guarani ficou com um jogador a menos, Guilherme que havia entrado na segunda etapa sentiu uma lesão e deixou o campo, como já havia feito as três alterações, Marco Antônio viu a equipe ficar com 10 homens em campo.

Depois disso o Londrina tentou chegar ao empate e teve duas boas chances, na segunda delas , após cobrança de escanteio, Carlos Henrique ficou com a bola dentro da pequena área, ele teve espaço pra bater e empatar, mas conseguiu chutar a bola pra fora do gol, pra sorte do Bugre.

Final de jogo no Brinco, Guarani 1×0 Londrina, uma vitória que pouco valeu, encerrando uma campanha que teve seus bons momentos, mas deixou no Torcedor Bugrino o gosto amargo da decepção com a derrocada do time na reta final da competição. Com este resultado o Guarani que havia perdido uma posição após a vitória do Coritiba na véspera, voltou à nona colocação, chegando aos 54 pontos.

Agora o ano acabou, resta à Torcida e ao Clube se reorganizarem para a disputa da Série A1 do Campeonato Paulista, competição que começa no próximo dia 20 de janeiro em Bragança Paulista contra o Bragantino.

Foi o que restou…

 

Marcos Ortiz

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No último jogo fora de casa na Série B, Bugre volta com empate – Longuine marcou

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O melancólico final de Série B do Campeonato Brasileiro quando o Bugre foi a Pelotas enfrentar o Brasil foi bem isso mesmo, desde o começo um fim de feira. Com técnico interino que durante a semana se disse não empenhado em seguir a carreira, a entrada de Erik no time titular e sem energia elétrica no estádio Bento Freitas.

Pela falta de energia sequer o Hino Nacional protocolar não foi executado, e as equipes apenas se alinharam e se cumprimentaram, já partindo para o minuto de silêncio.

Com Agenor; Kevin, Philipe Maia, Fabrício e Romário; Willian Oliveira, Ricardinho, Denner e Rafael Longuine; Erik e Gabriel Poveda, o Bugre foi comandado pelo auxiliar técnico Marco Antônio.

Dentro de campo

Debaixo de chuva, o jogo começou muito chato, com os dois times mostrando pouco interesse, errando muitos passes e não conseguindo criar nada em campo. Apenas aos 11 minutos saiu o primeiro chute a gol, foi do Guarani, com Erik que recebeu a bola na esquerda e de fora da área bateu pro gol, a bola saiu á direita, sem muito perigo.

A chatice do jogo foi quebrada aos 16 minutos, infelizmente com um gol do Brasil. Itaqui arriscou de fora área pela esquerda, a bola bateu nas costas de um jogador do Brasil e sobrou para Diego Miranda que viu Agenor adiantado e bateu por cobertura acertando o ângulo esquerdo do goleiro Bugrino. Um belo gol do Brasil abrindo o placar, Brasil de Pelotas 1×0 Guarani.

 

Longuine passa bem pela marcação e bate na saía do goleiro pra marcar o gol do Bugre em Pelotas. Imagem: Reprodução – Premiere FC.

Mas o Bugre não ficou muito tempo atrás no placar, apenas três minutos depois, Erik acertou bom passe para Rafael Longuine dentro da grande área, o meia recebeu a bola, passou bem por dois marcadores e bateu colocado, entre as pernas do goleiro Marcelo Pitol. Gol do Bugre, finalmente, depois de 98 dias Longuine voltou a marcar, seu último gol havia acontecido na derrota em casa para o Fortaleza por 3×2 no dia 11 de agosto. Esse foi seu nono gol pelo Guarani, se isolando mais ainda na artilharia do time na Série B, coincidentemente Rafael Longuine havia marcado os dois gols da vitória sobre o mesmo adversário no primeiro turno por 2×1 no Brinco.

Depois do gol Bugrino o jogo melhorou e os dois times passaram a buscar mais o campo de ataque, o Brasil teve duas boas oportunidades, com o gramado molhado o time da casa arriscava chutes de média distância exigindo boas defesas de Agenor. Já o Bugre tentava com tabelas penetrar na zaga adversária, sem sucesso.

Mesmo melhor em campo o Brasil de Pelotas não conseguia mais criar jogadas que levassem perigo ao gol de Agenor, o Guarani, nas poucas oportunidades que teve de puxar o contra ataque optou por cadenciar a jogada e também não chegava ao gol adversário e assim o primeiro tempo se arrastou até o final terminando com o placar de 1×1.

O interino Marco Antônio não mexeu no time no intervalo e o Bugre voltou levando um grande susto antes mesmo do primeiro minuto com o Brasil de Pelotas entrando tocando bola dentro da grande área, pra sorte do Guarani a zaga afastou e a bola bateu no braço de um adversário em cima da linha da grande área e o árbitro marcou falta. O troco foi rápido, aos 02 minutos Denner bateu uma falta de longa distância, pegou bem na bola, mas ela saiu com perigo à esquerda do gol, levando perigo com o goleiro Marcelo Pitol batido.

O desenho do jogo não mudou, o Brasil era melhor, tinha toda a iniciativa do jogo e o Guarani saía muito pouco. Aos 13 minutos o Brasil levou muito perigo, cobrança de falta pela direita, bola levantada pra grande área e depois de um bate rebate ela sobrou limpa pra Leandro Maia que sem marcação, quase na linha da pequena área bateu mal, jogando a bola pela linha de fundo, com o gol aberto.

O gol do Brasil parecia questão de tempo, aos 16 minutos Michel recebeu a bola na entrada da grande área, foi avançando sobre a marcação do Guarani, levou a melhor e bateu pro gol, a bola, para sore do Bugre desviou na zaga e saiu para escanteio, com muito perigo. O jogo era de ataque contra defesa, o Brasil atacava, o Guarani se defendia como podia.

Sem esboçar nenhuma reação o Bugre fez sua primeira alteração aos 21 minutos, saiu Denner para a entrada de Felipe Rodrigues, pouco depois, aos 23 minutos depois de boa jogada de Felipe Rodrigues pela direita, a bola chegou até Willian Oliveira na esquerda, da entrada da grande área ele bateu firme, mas o goleiro Marcelo Pitol voou para  a bola e espalmou pela linha de fundo, numa grande defesa.

Na jogada seguinte a defesa do Guarani fez uma grande lambança e não conseguiu afastar a bola que espirrada sobrou para o atacante Michel na linha da pequena área, o gol estava aberto, ele não tinha nenhum marcador próximo e bateu completamente torto, perdendo um gol feito.

Marco Antônio fez sua segunda alteração aos 27 minutos tirando Gabriel Poveda, mal na partida, pra entrada de Marcão (agora vai!).

As duas alterações não surtiram efeito e o Guarani não conseguiu mudar sua postura em campo, pelo contrário, o time piorou. Tímido, recuado e acuado pelo Brasil, o Bugre via o adversário criar boas oportunidades seguidas e em momento nenhum conseguia ameaçar o gol xavante. Aos 38 veio a terceira mudança, saiu Erik para a entrada de Mateuzinho, atacante das categorias de base, e assim como Marcão ele mal tocou na boal até o final da partida.

Final de jogo em Pelotas, mais uma atuação muito ruim do Guarani que só não perdeu o jogo graças à incompetência do ataque adversário. O Bugre não se esforçou muito, jogou pouco, conseguiu fazer um gol e viu o Brasil jogar durante quase todo o tempo restante em que esteve em campo.

Com este resultado o Bugre manteve a nona colocação agora com 51 pontos e volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Londrina num jogo onde nenhuma das equipes briga por mais nada na competição, encerrando a Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Marcos Ortiz

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Nem o placar eletrônico funcionou, na noite em que o Guarani não quis jogar – Guarani 0x2 Paysandu

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Senhoras e senhores o que aconteceu nesta noite no Brinco de Ouro da Princesa foi algo poucas vezes visto, logo na entrada do estádio uma única entrada para todos os Torcedores, claro que seriam poucos, porque a campanha de fim de feira fez serem poucos, mas a melancolia foi tamanha, que assustou.

Esta é a imagem original com o placar desligado para Guarani x Paysandu – Foto: Marcos Ortiz – Planeta Guarani.

Arquibancadas vazias, sem vibração, sem emoção, ao entrar no estádio me deparei com um placar eletrônico desligado, o que pra mim talvez tenha marcado mais que o próprio jogo e seu resultado. Antes mesmo de a bola rolar, na minha cabeça já estava tudo desenhado, e foi o que aconteceu, um futebol horroroso, um time desinteressado, absurdamente demonstrando a cada toque na bola que não queria nada, não tinha mais nada a fazer no campeonato, resumindo, o time teve a Torcida que mereceu nesta partida que terminou com o placar que o time também mereceu: Guarani 0x2 Paysandu.

Na dupla de zaga, Ferreira e Philipe Maia pareciam dois jogadores que nunca sequer se deram bom dia, e num erro de Philipe Maia e Agenor, o Paysandu só não marcou porque o atacante do Paysandu que recebeu a bola no meio da indecisão e do deixa deixa de um pro outro perdeu o ângulo e acertou a trave antes de a bola sair pela linha de fundo, isso logo aos 07 minutos de jogo.

A vergonha não demorou muito pra começar, aos 18 minutos, num lance até parecido, Romário e Philipe Maia correram, correram, correram e não conseguiram sequer chegar perto do atacante Magno, o mesmo jogador que lá atrás havia perdido um gol com o gol aberto e dessa vez ele não errou, tirou a bola de Agenor e bateu pro fundo do gol, Guarani 0x1 Paysandu.

E o Bugre? Ah, o Bugre chutou uma bola pro gol em toda a primeira etapa, foi aos 21 minutos, quando Matheus Oliveira chutou da direita, de fora da área e a bola saiu à direita do goleiro, até levando algum perigo. Sim, foi só isso…

Na volta do intervalo Umberto Louzer trocou seis por meia dúzia, saíram Rafael Longuine, o sumido e Matheus Oliveira, o iludido (alguém disse a esse menino que ele é craque e ele acreditou), para as entradas de Rondinelly, o dorminhoco, e Guilherme, sim, Guilherme, ele ainda estava no Brinco… Sabem o que aconteceu? NADA!

Pra piorar a coisa, logo aos 04 minutos o Paysandu ampliou. Cobrança de falta pela direita, como sempre, a zaga do Guarani não cortou e a bola chegou até Perema no segundo pau, ele estava sozinho, totalmente livre de marcação e só teve o trabalho de tocar a bola pro fundo do gol. Guarani 0x2 Paysandu.

E o Guarani? Ah, o Guarani continuou do mesmo jeito, tocando a bola, sempre pra trás, desinteressado, nitidamente mostrando que não queria mais nada com o campeonato e que os poucos Torcedores presentes, 1158 ao todo, não mereciam respeito algum, foram porque quiseram, porque o time deixou claro que não queria nada com nada.

Aina deu tempo de ver Erik entrar em campo aos 11 minutos no lugar de Denner, e se Erik entrou é sinal que não dava pra esperar nada mesmo. Teimosos somos nós que lá estivemos, o sofá, os amigos, o barzinho com uma boa conversa, enfim, qualquer programa hoje teria sido muito, mas muito melhor que assistir o Guarani entregar o jogo pro Paysandu da forma que entregou.

Culpados? Ah, nesta noite todos são culpados, o time todo que não jogou nada, o treinador que não viu que treinou um time desinteressado a semana inteira, enfim, nesta noite não deu pra salvar ninguém, claro, sempre tem o Ricardinho, mas nesta noite foi muito mais pelo conjunto da obra do que pela atuação nesta partida.

Sinceramente, eu já vi muita coisa ruim acontecer no Brinco , mas poucas à altura do que aconteceu neste sábado (10/11) que vai ficar na história como o dia em que o Guarani entrou em campo pra não jogar, e o que vai acontecer? Nada… todos estarão de volta na segunda feira, se reapresentarão e terminarão o campeonato, afinal faltam só mais dois jogos mesmo.

Faltou dar a escalação desse bando que hoje esteve em campo desrespeitando uma camisa tão importante quanto a do Guarani, foram esses, e precisam ser lembrados: Agenor; Kevin, Philipe Maia, Ferreira e Romário; Willian Oliveira, Ricardinho e Denner (Erik); Matheus Oliveira (Rondinelly) e Rafael Longuine (Guilherme); Gabriel Poveda. Técnico: Umberto Louzer.

Estes foram todos os jogadores que estiveram em campo e não quiseram jogar.

Seria justo que quase todos eles, exceção a Ricardinho, procurassem a diretoria e pedissem suas rescisões contratuais na segunda feira pela manhã, já que o Guarani não vai fazer isso mesmo. O que sobrar termina o campeonato, faltam só mais dois jogos e a gente deve perder os dois mesmo…

E vai ser só isso, esse time não merece divulgação de entrevistas de saída de gramado, coletiva de treinador, edição de vídeo nem nada mais, , na verdade não merecia nem que eu perdesse meu tempo assistindo àquilo, e depois aqui, escrevendo isso.

Hoje eu deixei o Brinco envergonhado.

 

Marcos Ortiz

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