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Guarani sai na frente, recua e com pênalti inexistente toma o empate no último minuto

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Empate em casa com o Vila Nova - 1x1. Foto: Marcos Ortiz - Planeta Guarani.

Era jogo em casa, era a chance de vencer, encostar no G4 e abrir uma distância considerável em relação à parte de baixo da tabela. Hora do Bugre colher os frutos da vitória conquistada fora de casa no meio da semana e se estabilizar na Série B do Campeonato Brasileiro.

No início do jogo a escalação foi divulgada, ao invés de um time com Bruno Mendes e Anselmo Ramon, a decisão de Umberto Louzer foi repetir o mesmo sistema de jogo da última partida e o time que precisava vencer entrou em campo com três volantes.

O Bugre iniciou a partida com Bruno Brígido; Lenon, Philipe Maia, Edson Silva e Pará; Baraka, Ricardinho, Denner e Guilherme, Rafael Longuine e Bruno Mendes e assim ele praticamente perdeu todo o primeiro tempo de jogo sem conseguir criar muitas oportunidades ofensivas.

Dentro de Campo

Apesar da posse de bola e de mais atitude ofensiva, o Guarani levava sustos lá atrás, tanto que a primeira oportunidade de gol foi do Vila Nova e logo aos 04 minutos. Philipe Maia cometeu falta pela direita, quase no bico da grande área, na cobrança Alan Mineiro bateu de direita buscando o canto esquerdo de Bruno Brígido que bem colocado deu um tapa por cima do gol e na cobrança do escanteio faltou muito pouco pro Vila Nova abrir o placar.

A zaga do Bugre cortou, mas Alan Mineiro pegou o rebote ma direita e cruzou para a grande área, Edson Silva não subiu e a bola chegou para Wesley Matos dentro da pequena área,mas pra sorte do Bugre ele tocou na bola e ela subiu, saindo por cima do gol do Guarani. Um susto.

Chegar mesmo o Guarani só foi conseguir aos 10 minutos quando Lenon desceu bem pela direita e fez o cruzamento para Bruno Mendes, o atacante Bugrino se antecipou à zaga e desviou a bola, Guilherme chegava no segundo pau, mas não alcançou a bola e ela saiu pela linha de fundo.

A partir daí o que se viu foi um time burocrático em campo, tocando bola, chegando ao campo ofensivo, mas não tendo nenhuma objetividade, contra um Vila Nova muito recuado, o Bugre não conseguia furar a retranca.

O jogo era muito ruim. Aos 37 minutos Vinícius Leite do Vila Nova sentiu-se mal, ele dividiu uma bola de cabeça com Edson Silva e levou a pior, precisou de atendimento médico. O jogador reclamava de tonturas, foi levado até a ambulância, recebeu atendimento e teve que deixar o Brinco de Ouro até um hospital para receber atendimento mais especializado.

Inexpressivo no campo de ataque, o Guarani via o Vila Nova chegar com perigo e aos 39 minutos Alan Mineiro tocou para Maguinho na entrada da grande área, ele chegou batendo colocado e a bola saiu com muito perigo, à direita de Bruno Brígido, assustando mais uma vez.

Só então o Guarani levou real perigo ao gol adversário, Apenas aos 41 minutos quando Rafael Longuine fez a jogada pela direita e cruzou par aa grande áre,a a zaga do Vila Nova cortou, mas o rebote caiu no pé de Guilherme dentro da grande área pela direita ele bateu de primeira buscando o ângulo direito, mas a bola saiu raspando a trave, levando muito perigo.

E assim, sob vaias, o time deixou o campo para o intervalo da partida. O Torcedor esperava mais e restava a expectativa de que a equipe voltasse modificada para a segunda etapa.

A mudança veio, talvez não a esperada. Umberto sacou Denner e colocou Caíque em seu lugar, ao menos o Bugre passava a contar com dois atacantes de ofício, um aberto, outro centralizado, e com isso o time melhorou.

Logo aos 04 minutos Bruno Mendes arrancou pela esquerda, invadiu a grande área e bateu, mas o chute saiu em cima do goleiro Mateus Pasinato que, em dois tempos, fez a defesa.E pra quem passou a primeira etapa inteira esperando o Bugre atacar, no segundo tempo viu, logo aos 06 minutos a segunda oportunidade, desta vez a bola foi levantada para a grande área, a defesa tentou cortar e ela ficou viva, Rafael Longuine chegou pra bater e quando iria foi atingido pela sola der Manguinho, foi pênalti, mas o árbitro (capítulo a parte na partida) preferiu marcar lance perigoso e deu falta em dois lances pro Bugre na grande área prejudicando o Bugre. Na cobrança o Guarani não conseguiu aproveitar a oportunidade de abrir o placar.

Aos 14 minutos Umberto fez sua segunda mudança, saiu Guilherme, depois de uma atuação bastante apagada, pra entrada de Anselmo Ramon.

Aos 18 minutos o Bugre teve outro lance duvidoso dentro da grande área, a bola foi cruzada da direita e Bruno Mendes foi derrubado por Wesley Matos, o atacante Bugrino reclamou muito no lance, mas o árbitro mais uma vez não deu. Após a jogada os dois jogadores discutiram muito dentro da área.

Aos 19 minutos utra boa chance do Guarani, Rafael Longuine arriscou o chute de longe e a bola saiu raspando o ângulo de Mateus Pasinato, no minuto seguinte Longuine outra vez quase marcou, Anselmo Ramon fez um belo lançamento para Longuine dentro da grande área, ele chegou em velocidade e cabeceou buscando o canto direito, mas o goleiro Mateus Pasinato fez uma grande defesa, no rebote o zagueiro conseguiu jogar a bola para escanteio e evitando o primeiro do Bugre quando Longuine tentava tocar para o gol no rebote do goleiro, quase em cima da linha.

Depois de Mateus Pasinato salvar o Vila Nova foi a vez de Bruno Brígido salvar o Guarani. Aos 25 minutos Pará foi sair jogado e errou totalmente, dando a bola de presente para Felipe Silva, ele invadiu a grande área pela direita, se enrolou com a bola, mas conseguiu tocar para Mateus Anderson, Bruno Brígido já havia saído do gol e conseguiu, no abafa, fazer a defesa e evitar o gol do Vila Nova.

Aos 30 minutos a postura ofensiva do time na segunda etapa finalmente foi premiada. Jogada pela direita, a bola foi levantada para a grande área, a defesa do Vila Nova cortou e Ricardinho apareceu no rebote, fora da área sem deixar a bola cair ele acertou um lindo chute encobrindo o goleiro Mateus Pasinato e entrando no ângulo direito. Golaço de Ricardinho, o terceiro golaço do volante com a camisa Bugrina e finalmente o Guarani abria o placar no Brinco, Guarani 1×0 Vila Nova.

Como você leu na descrição do gol de Ricardinho o Bugre havia sido premiado pela melhor postura ofensiva na segunda etapa, então, ganhando jogo por 1×0 o que fez o time, partiu pra ampliar o placar e definir o resultado? Não, recuou e perdeu todo o ímpeto diferente que havia demonstrado.

Aos 37 minutos a decisão de segurar o placar de 1×0 ficou mais clara quando Umberto tirou Rafael Longuine para a entrada do volante Willian Oliveira.

E com o espaço dado pelo Guarani o Vila Nova voltou a assustar, aos 42 minutos Felipe Silva cruzou para Mateus Anderson, ele chegou batendo de primeira, a bola desviou em Felipe Maia e saiu raspando a trave esquerda de Bruno Brígido que já estava batido.

O árbitro deu 05 minutos de acréscimos e sabe quando você fica com aquela sensação estranha de filme repetido? Pois é… aos 48 minutos após cobrança de escanteio pela esquerda o Vila Nova pegou o rebote e a bola foi lançada dentro da grande área para Juninho, Caíque chegou na marcação e o meia adversário se jogou dentro da grande área. o mesmo árbitro que não viu as penalidades em cima de Rafael Longuine e Bruno Mendes não pensou duas vezes, correu para a marca do pênalti apitando penalidade máxima pro Vila Nova.

Prejudicado pela arbitragem e depois de muita reclamação dos jogadores Bugrinos, aos 50 minutos Alex Henrique correu para a bola e bateu no canto esquerdo de Bruno Brígido que caiu para o canto direito. Guarani 1×1 Vila Nova e nem deu tempo de sair com a bola no meio de campo, o jogo estava encerrado.

Muita reclamação dentro de campo e Torcedores Bugrinos bastante exaltados fora dele reclamando do Sr. Alexandre Vargas Tavares de Jesus e também do técnico Umberto Louzer pela vitória mais uma vez desperdiçada no último minuto do jogo.

De concreto só que o Guarani estava conseguindo uma importante vitória que faria a equipe encostar muito no G4 da Série B e acabou frustrado vendo o Vila Nova empatar no último lance da partida, um banho de água fria na equipe e na Torcida.

Fica a lição, recuar tentando segurar resultado magro de 1×0 em casa com mais de 15 minutos de bola pra rolar pode trazer exatamente este resultado.

Antes de finalizar, nota zero para o árbitro do jogo que erou marcando jogo perigoso sobre Longuine e não marcando uma penalidade em Bruno mendes, mas não pensou duas vezes quando viu o jogador do Vila Nova dobrando as pernas dentro da grande área e marcou pênalti que, no mínimo foi muito duvidoso, mas que, vendo com calma no replay pela televisão, não aconteceu.

Agora o Bugre volta a campo às 21:00 da próxima quinta feira, outra vez no Brinco de Ouro da Princesa.

 

Marcos Ortiz

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Guarani 1×0 Londrina – Vitória na última rodada encerrando a Série B para o Bugre

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Foto: Marcos Ortiz - Planeta Guarani.

No jogo que ninguém queria ver, o Guarani entrou em campo pra pegar o Londrina com as duas equipes já não brigando por mais nada na competição. O técnico interino Marco Antônio já havia anunciado a equipe com cinco caras novas e o time iniciou a partida com Passarelli; Felipe Rodrigues, Ferreira, Fabrício e Pará; Willian Oliveira, Denner, Rafael Longuine e Erik; Mateusinho e Gabriel Poveda.

Num jogo ruim, de poucas emoções, os poucos Torcedores presentes ao Brinco de Ouro, apesar do público anunciado durante a partida ser de 1,346 presentes, visivelmente muito menos pessoas estiveram nas arquibancadas assistindo aquele que era pra ser um jogo de festa, de classificação, de acesso, mas acabou sendo um melancólico fim de feira com uma equipe que ameaçou subir, chegou a dar mostras que conseguiria, mas inexplicavelmente se perdeu nas 10 rodadas finais e acabou apenas na nona colocação, contra outra equipe que até a rodada anterior sonhava com o acesso, mas conseguiu perder para o CRB em casa e já chegou matematicamente sem chances de acesso a Campinas.

E o jogo também não foi bom. Dois times sonolentos, com o Guarani levemente melhor e chegou pela primeira vez com perigo logo aos 05 minutos num belo chute de Mateusinho que pegou um rebote de fora da área, mas o goleiro Alan fez boa defesa, colocando a bola para escanteio.

Depois disso o Bugre voltou a levar perigo apenas aos 36 minutos numa boa jogada de Erik que acertou um bom chute buscando o ângulo esquerdo de Alan, mas a bola saiu com perigo, pela linha de fundo. O lance acordou o Guarani, aos 37 minutos foi a vez de Pará receber a bola dentro da grande área e a queima roupa bater pro gol buscando o canto esquerdo, mas o goleiro Alan fez uma grande defesa, um verdadeiro milagre, evitando o gol do Guarani.

Aos 42 minutos o gol saiu. Numa jogada bem trabalhada no meio de campo, Willian Oliveira fez um bom passe para Pará que ajeitou a bola para Rafael Longuine, o meia ajeitou com liberdade na entrada da grande área e bateu forte, acertando o canto esquerdo de Alan, sem nenhuma chance de defesa. Um belo gol, o 10º de Rafael Longuine, que terminou a Série B como artilheiro do Guarani na competição, Guarani 1×0 Londrina.

Vencendo o jogo, Marco Antônio voltou com a mesma equipe para a segunda etapa e o jogo não mudou muito, continuou sonolento, mostrando que a exceção foram os minutos finais da primeira etapa. Aos 09 minutos quem quase marcou foi o Londrina numa bela cobrança de falta de João Paulo que bateu forte na bola e Passarelli fez grande defesa evitando o empate.

Aos 11 um lance inacreditável. Cobrança de escanteio para o Guarani, bate-rebate na grande área e a bola sobrou limpinha para Gabriel Poveda dentro da pequena área, ele estava cara a cara com o goleiro Alan, sem nenhuma marcação, e conseguiu chutar para fora, perdendo um gol feito.

O Bugre fez duas alterações aos 12 minutos, saíram Mateusinho e Rafael Longuine para as entradas de Matheus Oliveira e Guilherme, mas as mudanças não deram nenhum ganho de performance ao time.  Aos 23 veio a terceira mudança, saiu Erik para a entrada de Marcão, no mesmo instante o Londrina quase chegou ao empate num chute de João Paulo outra vez de fora da área e outra vez Passarelli estava atento, fazendo bola defesa, jogando a bola para escanteio.

O Guarani ficou com um jogador a menos, Guilherme que havia entrado na segunda etapa sentiu uma lesão e deixou o campo, como já havia feito as três alterações, Marco Antônio viu a equipe ficar com 10 homens em campo.

Depois disso o Londrina tentou chegar ao empate e teve duas boas chances, na segunda delas , após cobrança de escanteio, Carlos Henrique ficou com a bola dentro da pequena área, ele teve espaço pra bater e empatar, mas conseguiu chutar a bola pra fora do gol, pra sorte do Bugre.

Final de jogo no Brinco, Guarani 1×0 Londrina, uma vitória que pouco valeu, encerrando uma campanha que teve seus bons momentos, mas deixou no Torcedor Bugrino o gosto amargo da decepção com a derrocada do time na reta final da competição. Com este resultado o Guarani que havia perdido uma posição após a vitória do Coritiba na véspera, voltou à nona colocação, chegando aos 54 pontos.

Agora o ano acabou, resta à Torcida e ao Clube se reorganizarem para a disputa da Série A1 do Campeonato Paulista, competição que começa no próximo dia 20 de janeiro em Bragança Paulista contra o Bragantino.

Foi o que restou…

 

Marcos Ortiz

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No último jogo fora de casa na Série B, Bugre volta com empate – Longuine marcou

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O melancólico final de Série B do Campeonato Brasileiro quando o Bugre foi a Pelotas enfrentar o Brasil foi bem isso mesmo, desde o começo um fim de feira. Com técnico interino que durante a semana se disse não empenhado em seguir a carreira, a entrada de Erik no time titular e sem energia elétrica no estádio Bento Freitas.

Pela falta de energia sequer o Hino Nacional protocolar não foi executado, e as equipes apenas se alinharam e se cumprimentaram, já partindo para o minuto de silêncio.

Com Agenor; Kevin, Philipe Maia, Fabrício e Romário; Willian Oliveira, Ricardinho, Denner e Rafael Longuine; Erik e Gabriel Poveda, o Bugre foi comandado pelo auxiliar técnico Marco Antônio.

Dentro de campo

Debaixo de chuva, o jogo começou muito chato, com os dois times mostrando pouco interesse, errando muitos passes e não conseguindo criar nada em campo. Apenas aos 11 minutos saiu o primeiro chute a gol, foi do Guarani, com Erik que recebeu a bola na esquerda e de fora da área bateu pro gol, a bola saiu á direita, sem muito perigo.

A chatice do jogo foi quebrada aos 16 minutos, infelizmente com um gol do Brasil. Itaqui arriscou de fora área pela esquerda, a bola bateu nas costas de um jogador do Brasil e sobrou para Diego Miranda que viu Agenor adiantado e bateu por cobertura acertando o ângulo esquerdo do goleiro Bugrino. Um belo gol do Brasil abrindo o placar, Brasil de Pelotas 1×0 Guarani.

 

Longuine passa bem pela marcação e bate na saía do goleiro pra marcar o gol do Bugre em Pelotas. Imagem: Reprodução – Premiere FC.

Mas o Bugre não ficou muito tempo atrás no placar, apenas três minutos depois, Erik acertou bom passe para Rafael Longuine dentro da grande área, o meia recebeu a bola, passou bem por dois marcadores e bateu colocado, entre as pernas do goleiro Marcelo Pitol. Gol do Bugre, finalmente, depois de 98 dias Longuine voltou a marcar, seu último gol havia acontecido na derrota em casa para o Fortaleza por 3×2 no dia 11 de agosto. Esse foi seu nono gol pelo Guarani, se isolando mais ainda na artilharia do time na Série B, coincidentemente Rafael Longuine havia marcado os dois gols da vitória sobre o mesmo adversário no primeiro turno por 2×1 no Brinco.

Depois do gol Bugrino o jogo melhorou e os dois times passaram a buscar mais o campo de ataque, o Brasil teve duas boas oportunidades, com o gramado molhado o time da casa arriscava chutes de média distância exigindo boas defesas de Agenor. Já o Bugre tentava com tabelas penetrar na zaga adversária, sem sucesso.

Mesmo melhor em campo o Brasil de Pelotas não conseguia mais criar jogadas que levassem perigo ao gol de Agenor, o Guarani, nas poucas oportunidades que teve de puxar o contra ataque optou por cadenciar a jogada e também não chegava ao gol adversário e assim o primeiro tempo se arrastou até o final terminando com o placar de 1×1.

O interino Marco Antônio não mexeu no time no intervalo e o Bugre voltou levando um grande susto antes mesmo do primeiro minuto com o Brasil de Pelotas entrando tocando bola dentro da grande área, pra sorte do Guarani a zaga afastou e a bola bateu no braço de um adversário em cima da linha da grande área e o árbitro marcou falta. O troco foi rápido, aos 02 minutos Denner bateu uma falta de longa distância, pegou bem na bola, mas ela saiu com perigo à esquerda do gol, levando perigo com o goleiro Marcelo Pitol batido.

O desenho do jogo não mudou, o Brasil era melhor, tinha toda a iniciativa do jogo e o Guarani saía muito pouco. Aos 13 minutos o Brasil levou muito perigo, cobrança de falta pela direita, bola levantada pra grande área e depois de um bate rebate ela sobrou limpa pra Leandro Maia que sem marcação, quase na linha da pequena área bateu mal, jogando a bola pela linha de fundo, com o gol aberto.

O gol do Brasil parecia questão de tempo, aos 16 minutos Michel recebeu a bola na entrada da grande área, foi avançando sobre a marcação do Guarani, levou a melhor e bateu pro gol, a bola, para sore do Bugre desviou na zaga e saiu para escanteio, com muito perigo. O jogo era de ataque contra defesa, o Brasil atacava, o Guarani se defendia como podia.

Sem esboçar nenhuma reação o Bugre fez sua primeira alteração aos 21 minutos, saiu Denner para a entrada de Felipe Rodrigues, pouco depois, aos 23 minutos depois de boa jogada de Felipe Rodrigues pela direita, a bola chegou até Willian Oliveira na esquerda, da entrada da grande área ele bateu firme, mas o goleiro Marcelo Pitol voou para  a bola e espalmou pela linha de fundo, numa grande defesa.

Na jogada seguinte a defesa do Guarani fez uma grande lambança e não conseguiu afastar a bola que espirrada sobrou para o atacante Michel na linha da pequena área, o gol estava aberto, ele não tinha nenhum marcador próximo e bateu completamente torto, perdendo um gol feito.

Marco Antônio fez sua segunda alteração aos 27 minutos tirando Gabriel Poveda, mal na partida, pra entrada de Marcão (agora vai!).

As duas alterações não surtiram efeito e o Guarani não conseguiu mudar sua postura em campo, pelo contrário, o time piorou. Tímido, recuado e acuado pelo Brasil, o Bugre via o adversário criar boas oportunidades seguidas e em momento nenhum conseguia ameaçar o gol xavante. Aos 38 veio a terceira mudança, saiu Erik para a entrada de Mateuzinho, atacante das categorias de base, e assim como Marcão ele mal tocou na boal até o final da partida.

Final de jogo em Pelotas, mais uma atuação muito ruim do Guarani que só não perdeu o jogo graças à incompetência do ataque adversário. O Bugre não se esforçou muito, jogou pouco, conseguiu fazer um gol e viu o Brasil jogar durante quase todo o tempo restante em que esteve em campo.

Com este resultado o Bugre manteve a nona colocação agora com 51 pontos e volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Londrina num jogo onde nenhuma das equipes briga por mais nada na competição, encerrando a Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Marcos Ortiz

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Nem o placar eletrônico funcionou, na noite em que o Guarani não quis jogar – Guarani 0x2 Paysandu

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Senhoras e senhores o que aconteceu nesta noite no Brinco de Ouro da Princesa foi algo poucas vezes visto, logo na entrada do estádio uma única entrada para todos os Torcedores, claro que seriam poucos, porque a campanha de fim de feira fez serem poucos, mas a melancolia foi tamanha, que assustou.

Esta é a imagem original com o placar desligado para Guarani x Paysandu – Foto: Marcos Ortiz – Planeta Guarani.

Arquibancadas vazias, sem vibração, sem emoção, ao entrar no estádio me deparei com um placar eletrônico desligado, o que pra mim talvez tenha marcado mais que o próprio jogo e seu resultado. Antes mesmo de a bola rolar, na minha cabeça já estava tudo desenhado, e foi o que aconteceu, um futebol horroroso, um time desinteressado, absurdamente demonstrando a cada toque na bola que não queria nada, não tinha mais nada a fazer no campeonato, resumindo, o time teve a Torcida que mereceu nesta partida que terminou com o placar que o time também mereceu: Guarani 0x2 Paysandu.

Na dupla de zaga, Ferreira e Philipe Maia pareciam dois jogadores que nunca sequer se deram bom dia, e num erro de Philipe Maia e Agenor, o Paysandu só não marcou porque o atacante do Paysandu que recebeu a bola no meio da indecisão e do deixa deixa de um pro outro perdeu o ângulo e acertou a trave antes de a bola sair pela linha de fundo, isso logo aos 07 minutos de jogo.

A vergonha não demorou muito pra começar, aos 18 minutos, num lance até parecido, Romário e Philipe Maia correram, correram, correram e não conseguiram sequer chegar perto do atacante Magno, o mesmo jogador que lá atrás havia perdido um gol com o gol aberto e dessa vez ele não errou, tirou a bola de Agenor e bateu pro fundo do gol, Guarani 0x1 Paysandu.

E o Bugre? Ah, o Bugre chutou uma bola pro gol em toda a primeira etapa, foi aos 21 minutos, quando Matheus Oliveira chutou da direita, de fora da área e a bola saiu à direita do goleiro, até levando algum perigo. Sim, foi só isso…

Na volta do intervalo Umberto Louzer trocou seis por meia dúzia, saíram Rafael Longuine, o sumido e Matheus Oliveira, o iludido (alguém disse a esse menino que ele é craque e ele acreditou), para as entradas de Rondinelly, o dorminhoco, e Guilherme, sim, Guilherme, ele ainda estava no Brinco… Sabem o que aconteceu? NADA!

Pra piorar a coisa, logo aos 04 minutos o Paysandu ampliou. Cobrança de falta pela direita, como sempre, a zaga do Guarani não cortou e a bola chegou até Perema no segundo pau, ele estava sozinho, totalmente livre de marcação e só teve o trabalho de tocar a bola pro fundo do gol. Guarani 0x2 Paysandu.

E o Guarani? Ah, o Guarani continuou do mesmo jeito, tocando a bola, sempre pra trás, desinteressado, nitidamente mostrando que não queria mais nada com o campeonato e que os poucos Torcedores presentes, 1158 ao todo, não mereciam respeito algum, foram porque quiseram, porque o time deixou claro que não queria nada com nada.

Aina deu tempo de ver Erik entrar em campo aos 11 minutos no lugar de Denner, e se Erik entrou é sinal que não dava pra esperar nada mesmo. Teimosos somos nós que lá estivemos, o sofá, os amigos, o barzinho com uma boa conversa, enfim, qualquer programa hoje teria sido muito, mas muito melhor que assistir o Guarani entregar o jogo pro Paysandu da forma que entregou.

Culpados? Ah, nesta noite todos são culpados, o time todo que não jogou nada, o treinador que não viu que treinou um time desinteressado a semana inteira, enfim, nesta noite não deu pra salvar ninguém, claro, sempre tem o Ricardinho, mas nesta noite foi muito mais pelo conjunto da obra do que pela atuação nesta partida.

Sinceramente, eu já vi muita coisa ruim acontecer no Brinco , mas poucas à altura do que aconteceu neste sábado (10/11) que vai ficar na história como o dia em que o Guarani entrou em campo pra não jogar, e o que vai acontecer? Nada… todos estarão de volta na segunda feira, se reapresentarão e terminarão o campeonato, afinal faltam só mais dois jogos mesmo.

Faltou dar a escalação desse bando que hoje esteve em campo desrespeitando uma camisa tão importante quanto a do Guarani, foram esses, e precisam ser lembrados: Agenor; Kevin, Philipe Maia, Ferreira e Romário; Willian Oliveira, Ricardinho e Denner (Erik); Matheus Oliveira (Rondinelly) e Rafael Longuine (Guilherme); Gabriel Poveda. Técnico: Umberto Louzer.

Estes foram todos os jogadores que estiveram em campo e não quiseram jogar.

Seria justo que quase todos eles, exceção a Ricardinho, procurassem a diretoria e pedissem suas rescisões contratuais na segunda feira pela manhã, já que o Guarani não vai fazer isso mesmo. O que sobrar termina o campeonato, faltam só mais dois jogos e a gente deve perder os dois mesmo…

E vai ser só isso, esse time não merece divulgação de entrevistas de saída de gramado, coletiva de treinador, edição de vídeo nem nada mais, , na verdade não merecia nem que eu perdesse meu tempo assistindo àquilo, e depois aqui, escrevendo isso.

Hoje eu deixei o Brinco envergonhado.

 

Marcos Ortiz

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