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Guarani regride para “período das trevas”, perde pro Oeste e deixa escapar a chance de sair do Z4

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Tremeu e perdeu... Foto: Toninho Correa - Planeta Guarani.

E o Guarani voltou a ser o Guarani que vem disputando a Série B. Depois de esboçar uma reação e finalmente com a chance de terminar uma longa sequência de 15 jogos na zona do rebaixamento, sendo seis na lanterna da Série B, o time entrou em campo precisando vencer o Oeste no Brinco de Ouro da Princesa pra conseguir as duas coisas, sair da lanterna e deixar o Z4…

Resultado, final, errou demais, principalmente no setor defensivo, deu três gols ao adversário, até conseguiu marcar dois, foi buscar o empate duas vezes, mas não teve forças pra superar tantos erros e perdeu. Viu a lanterna manter-se como realidade e pior, o Z4 continua assombrando a equipe, agora não dá mais pra sair em uma única rodada. Vai ter que remar tudo e novo.

Thiago Carpini, técnico interino pela quarta rodada, se contradisse na escalação. Depois de ter ele próprio dito que escalaria Marcelo, o time entrou em campo com Ricardinho substituindo o suspenso volante Deivid, não que o Guarani tenha perdido por isso, mas, em que pese a vontade demonstrada por Ricardinho, faltou ao Bugre o volante pegador.

Não demorou muito pro primeiro erro acontecer, logo aos 02 minutos de jogo o Oeste abriu o placar outra vez em uma jogada que começou de uma cobrança de lateral, desta vez pelo lado direito da defesa Bugrina. Bruno Lopes recebeu a bola pelo lado esquerdo, Brunno Lima marcou mal, muito distante e permitiu o cruzamento, Fabio, atacante do oeste furou a bola na marca do pênalti e ela sobrou no pé de Roberto, dentro da grande área ele dominou a bola, ajeitou, nem Ricardinho, nem Thallyson nem Arthur Rezende, todos eles próximos, conseguiram chegar na marcação e, com liberdade Roberto bateu colocado, jogando a bola no canto direito de Klever. Oeste 1×0 Guarani, no primeiro chute a gol do jogo.

O Bugre estava visivelmente nervoso e errando demais, errava passes fáceis, não conseguia trabalhar a bola e levar real perigo ao gol adversário, mas aos 22 minutos chegou ao empate. Bady e Arthur Rezende trocaram passes pela esquerda e Bady deu uma bela assistência para Arthur Rezende, dentro da grande área. O meia Bugrino teve calma e categoria pra dominar a bola, invadir a grande área e rolar a bola no canto esquerdo do goleiro Luís Carlos. Um golaço de Arthur Rezende numa bela assistência de Bady e o Bugre chegava ao empate, era a chance de recomeçar o jogo e finalmente poder buscar a vitória tão sonhada e necessária.

Calma, tranquilidade? Nada disso, o que se viu logo em seguida foi o Guarani outra vez marcando um gol e sofrendo outro poucos minutos depois. Aos 25 minutos o Oeste marcou o segundo.

Roberto desceu pela direita e virou o jogo pro outro lado do campo, o lateral esquerdo Allyson eve todo o espaço do mundo, desta vez foi Bruno Souza quem demorou muito pra esboçar qualquer tipo de marcação e com toda a liberdade ele cruzou para a pequena área, Luiz Gustavo subiu, mas não alcançou a bola e Fábio, de cabeça, por trás do zagueiro Bugrino, cabeceou firme pro fundo do gol. Três minutos depois do empate o Bugre toma outro gol, Oeste 2×1 Guarani em outra falha de marcação do Guarani, parecia que a semana cheia de preparação havia feito mal à equipe, como de fato fez ao final do jogo.

A partir dai o que se viu foi o Guarani martelando o tempo inteiro e perdendo chances claras de gol, foi assim com Thallyson que invadiu a grande área em grande jogada individual aos 40 minutos, mas mesmo tendo dois companheiros bem posicionados na pequena área preferiu chutar pro gol e pegou torto, jogando a bola por cima do travessão. Depois foi a vez de Bady perder um gol feito num cruzamento de Thallyson que ele escorou sozinho, mas pegou mal e jogou torto, por cima do gol, perdendo um gol feito e irritando ainda mais a Torcida Bugrina que já estava insatisfeita com o camisa 10 que errou muitos passes. Mesmo tendo participação direta no gol de Arthur Rezende, a atuação de Bady foi muito abaixo da crítica, isso pra ser generoso.

Ainda deu tempo de Ricardinho, aos 48 minutos, fazer grande jogada individual pela esquerda, ele deu uma caneta no seu segundo marcador e tocou pra Arthur Rezende, o meia girou o corpo e bateu pro gol mas o chute saiu fraco e o goleiro fez fácil defesa no seu canto direito.

E para a segunda etapa Carpini já voltou sem o camisa 10 Bady, em seu lugar entrou Filipe Cirne. Melhora? Pelo contrário, mais adiante você verá que ele foi um dos responsáveis pela derrota Bugrina.

O jogo recomeçou do mesmo jeito, o Guarani martelando o Oeste, criando e desperdiçando chances. Aos 08 minutos Thallyson fez boa jogada pela esquerda e cruzou pra Davó dentro da grande área, o atacante chegou desviando a bola, mas errou o alvo e jogou à direita do gol, levando perigo. Aos 12 minutos Matheus Davó avançou pela esquerda, ganhou a disputa com Cicinho, invadiu a grande área pela lateral e bateu pro gol, no lance Michel Douglas estava livre de marcação quase na marca do pênalti, mas a finalização do lateral acabou na defesa de Luís Carlos que espalmou a bola pela linha de fundo.

Aos 15 minutos Carpini fez sua segunda mudança, sacou Michel Douglas que não conseguiu produzir nada no tempo em que esteve em campo para a entrada de Lucas Crispim. A substituição ocorreu no momento em que Davó foi derrubado pela esquerda, próximo da grande área e na cobrança da falta saiu o gol de empate do Bugre.

Arthur Rezende com muita categoria, de pé direito meteu a bola no ângulo esquerdo de Luís Carlos, sem nenhuma chance de defesa, nem jogando a luva! Um golaço, mais um, o segundo de Arthur Rezende, o segundo do Bugre, Guarani 2×2 Oeste, pronto, era ter calma, trabalhar a bola e buscar o gol da virada.

Que nada, outra vez durou pouco tempo o empate no placar. Apenas cinco minutos depois, aos 21, o Guarani falhou de novo e pôs tudo a perder. Filipe Cirne, o substituto de Bady tinha a bola dominada na esquerda e foi sair jogando, perdeu a bola pra que sobrou pra Thiaguinho, ele arrancou, invadiu a grande área, passou como quis pela marcação de Luiz Gustavo e tocou para Roberto, livre, na marca do pênalti, ninguém do Guarani sequer ameaçou o atacante do oeste que teve espaço pra girar o corpo e chutar forte, acertando o ângulo esquerdo de Klever. Cagada em cima de cagada e o Bugre estava perdendo de novo, Oeste 3×2 Guarani, na terceira vez que o time de Barueri chutou uma bola pro gol marcou seu terceiro gol.

Ai foi desespero, a Torcida nas arquibancadas, presente em mais de 5.200 pessoas tentou empurrar o Guarani que começou a tropeçar nos próprios erros e não conseguia mais criar nada. Errava passes curtos contra um Oeste que estava mais do que satisfeito com o empate, quem dirá com a vitória, e faia muita cera dentro de campo, contando com a conivência do árbitro.

Aos 32 minutos Carpini ainda tentou um tudo ou nada, sacou Igor Henrique, desta vez o volante errou passes demais e irritantemente tentou vários passes em cavadinha na entrada da grande área, pra entrada de Renanzinho que também não conseguiu produzir absolutamente anda no tempo em que esteve em campo, até tentou, mas de prático, nada.

O árbitro ainda deu 6 minutos de acréscimos e pra vocês terem ideia do quanto o time foi incapaz de tentar reagir novamente, dos 21 minutos, quando sofreu o terceiro gol, até os 51 minutos quando a partida acabou, o Guarani não criou sequer uma nova oportunidade de gol.

Final de jogo no Brinco, o Guarani teve uma recaída pros tempos de Vinícius Eutrópio e mostrou que realmente, quando precisa mostrar forças, parece não as ter. É nessas horas que a gente se lembra dos tantos e tantos erros na montagem do elenco e nas contratações de jogadores fracos, pois o meia que iniciou a partida foi muito mal e acabou substituído por outro meia que conseguiu ser tão ruim quanto, errando e dando um gol de presente pro adversário.

Um horror! Resultado horroroso que faz a gente ver que não adianta fazer conta, secar adversário, secar concorrente, porque quando é preciso que o time faça sua parte, ele simplesmente não faz.

E assim segue o calvário do Guarani e da Torcida Bugrina, estacionado na última colocação, o Bugre agora tem um compromisso fora de casa, daqui uma semana volta a campo em Salvador pra outro confronto direto, desta vez contra o Vitória.

Eu juro que não vou fazer contas, não vale a pena. E teve muito jogador abaixo da média nesta partida, Bruno Souza, Luiz Gustavo, Brunno Lima que estava tão preocupado em mostrar algo pro time do Oeste que ao final acabou mesmo foi mostrando que eles tinham razão. Igor Henrique, Bady, Michel Douglas, Matheus Davó, isso sem contar as substituições que não conseguiram acrescentar nada ao time.

Lamentável! Se quiser escapar, pode começar a acender vela, orar, tocar tambor, ou qualquer que seja o ritual religioso de cada um, porque agora vai ter que recomeçar tudo de novo, ainda na última colocação.

Valeu pela superação de Arthur Rezende, autor de dois golaços, pela vontade, principalmente ofensiva de Thallyson, e foi só.

Ah, e outra coisa, não adianta pedir jogador da base também, porque quando entra, não aproveita a chance que tem.

Marcos Ortiz

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