Siga-nos

Jogos e Resultados

Guarani 1×2 Santos – Superação e luta pela vitória castigadas no finalzinho do jogo

Publicado

em

Rafael Costa desvia de cabeça e marca. Com um a menos Bugre busca a vitória, mas sofre no final com gol contra de Pablo. Foto: David Oliveira/ Guarani FC

Moldura bonita, arquibancadas do tobogã bem cheias, Torcida vibrante e mesmo com o mau trabalho feito pelo policiamento na revista dos Torcedores que fez com que muitos conseguissem entrar no estádio já com cerca de 20 minutos de bola rolando, era dia de desafio dos grandes para o nosso Guarani.

Do outro lado um dos badalados e chamados grandes do estado de São Paulo, o Santos. Carpini não mudou, manteve a mesma formação que venceu bem a Inter em Limeira e era só esperar a bola rolar e torcer por uma boa atuação novamente e mais uma vitória Bugrina, e quando ela rolou o Torcedor começou a respirar o clima de uma boa partida, os primeiros cerca de 20 minutos de jogo foram bons, o Guarani jogou praticamente sozinho, chegou com perigo, mesmo com atuações individuais não tão boas quanto as da estreia.

La atrás Romércio estava mais firme que Bruno Silva, não que Bruno fizesse uma má partida, mas Romércio era mais seguro, mais estável, e o primeiro problema detectado foi o espaço deixado com os avanços de Bidu pela esquerda que desta vez não tiveram a mesma cobertura do primeiro jogo. Outro problema, os lançamentos eram feitos pela zaga, a famosa ligação direta, quase sempre com Bruno Silva. Deivid corria, marcava bem, já Lucas Abreu parecia nervoso.

Giovanny outra vez era o cara que pensava o jogo no meio de campo, infelizmente desta vez ele não teve a boa participação de Crispim, e pior, ainda no primeiro tempo Giovanny levava a mão à parte de trás da coxa sentindo alguma coisa e pouco depois, aos 18 minutos, o árbitro deixou passar a grande chance de expulsar o santista Alison que numa tesoura perigosa no carrinho, prendeu o tornozelo de Lucas Crispim. Não, ele não deu nem a falta nem tampouco o cartão, mas Crispim se lesionou no lance, seguiu no jogo, mas não voltaria pro segundo tempo, assim como Giovanny.

E veio a primeira falha, foi pelo lado direito da nossa defesa que o Santos conseguiu descolar um cruzamento, foi a primeira vez que o adversário chegou ao ataque de fato, e logo na primeira chegada, marcou. Felipe Jonatan cruzou e Arthur Gomes recebeu o cruzamento sozinho de cabeça. Romércio não chegou na marcação, Deivid também não e Bruno Silva atravessou a zaga tentando, mas foi o único a tentar, só que distante não conseguiu e a cabeçada morreu no canto esquerdo de Jefferson Paulino eu me pareceu pular um pouco atrasado. É o gol não sai por acaso, quer dizer, quase nunca sai, e foi necessária uma série de falhas da defesa Bugrina pra que o Santos abrisse o placar exatamente na primeira vez em que chegou ao ataque.

Ai o nervosismo apareceu, o Guarani sentiu o gol sim, não conseguia mais organizar jogadas e seguia apostando nos lançamentos longos diretos feitos por Bruno Silva, passes errados, opções erradas nas definições do último passe e até mesmo no enfrentamento dos defensores. O Bugre precisava se reorganizar, mas tinha dois jogadores em campo sem plenas condições, Crispim e Giovanny, os dois teoricamente pensadores do time, com tudo isso o Guarani que dominava os primeiros 20 minutos de jogo não conseguiu criar mais nenhuma oportunidade até o final da primeira etapa, vendo o Santos tentar definir o jogo, sem sucesso também.

Sim, Carpini mexeu. Logo na volta do intervalo Crispim saiu e entrou Marcelo em seu lugar, sim, era preciso corrigir os erros de posicionamento na marcação e Marcelo era a aposta do treinador para fazer este papel e deixar Giovanny com mais liberdade pra poder distribuir o jogo no meio de campo, mas não deu nada certo, ou melhor, deu, quando tinha tudo pra dar errado. Logo no primeiro lance do segundo tempo Lucas Abreu deu uma entrada no mínimo irresponsável, absolutamente desnecessária e violenta em Luiz Felipe e só depois da forte pressão dos jogadores santistas foi que o árbitro aplicou cartão vermelho direto ao volante Bugrino. Merecido, mas com critérios diferentes, afinal Alison já fazia hora extra em campo.

E foi com um jogador a menos que o Guarani cresceu em campo na segunda etapa. Giovanny, enquanto esteve em campo, mesmo sentindo algo que me pareceu uma lesão na coxa, era ele quem organizava o time e até mesmo finalizava ao gol diante de uma dupla de ataque formada por Todinho e Rafael Costa absolutamente inoperante, repetindo o nível de atuação da primeira etapa.

Teve cabeçada de Bidu que o zagueiro tirou quase em cima da linha, teve também boa defesa de Jefferson Paulino, mas principalmente teve vontade e bom futebol pelos lados do Guarani que, mesmo com um jogador a menos, dominava a partida e partia em busca do resultado, e aos 17 minutos Carpini fez sua segunda mudança, sacou Giovanny pra entrada de Bruno Sávio, e tomara que Giovanny não tenha se lesionado.

E teve gol do Guarani! Aos 19 minutos Pablo fez um bom cruzamento cobrando escanteio pela direita, Marcelo subiu e cabeceou ajeitando a bola pra Rafael Costa brigar de cabeça, ele contou com o erro do goleiro Everson e da zaga santista pra desviar a bola e tocar pro fundo do gol. O Santos pagava com a mesma moeda, um erro de posicionamento da sua defesa, falhas de marcação e o Guarani fazia seu gol, com um a menos, com um volume grande de jogo e se superando em campo o Bugre empatava a partida e Rafael Costa desencantava com a camisa Bugrina, será que dava pra virar? Dava, e faltou pouco.

O jogo ficava aberto, o Bugre estava montado pra um contra ataque, o problema é que o Santos também estava, assim o jogo seria decidido no detalhe e no erro do adversário. Autor do gol, Rafael Costa deixou o campo pra entrada de Mateusinho, Carpini desistia de jogar com dos atacantes e apostava na velocidade no meio de campo e nas beiradas pra buscar a vitória, e quase deu certo.

Aos 40 minutos Mateusinho puxou um rápido contra ataque pela direita, avançou sobre a defesa santista e da entrada da grande área viu a movimentação de Junior Todinho e deu uma linda assistência num lindo passe para o atacante Bugrino que saiu na cara do goleiro Everson, dentro da grande área, era tirar a bola do goleiro, rolar pro gol e correr pro abraço, a vitória chegou! Não… Todinho foi infeliz na decisão, ao enfrentar o goleiro tentou novamente dar uma cavadinha como havia feito em Limeira, mas desta vez sem o mesmo espaço, meteu a bola no peito do goleiro. Perdeu um gol feito, a bola pune.

Sem condições físicas, o time santista dava espaços durante boa parte da segunda etapa, até ameaçou aos 42 minutos quando Jefferson fez uma boa defesa num chute forte de Jean Mota, mas foi o Guarani quem teve outra vez nos pés de Todinho a chance da virada no minuto seguinte quando recebeu passe de Bruno Sávio por trás da zaga do Santos. Ele estava sozinho, dava pra avançar com a bola dominada e enfrentar o goleiro tocando pro gol, mas outra vez a decisão foi errada, Todinho tentou um toque em velocidade para ele mesmo e adiantou demais a bola, dando de graça pro goleiro Everson.

Lembra do castigo? É, ele veio e foi nos minutos finais da partida. O Santos desceu outra vez pelo lado direito e Sasha cruzou da linha de fundo, Bidu saltou de costas pra bola, mas ela bateu no seu braço direito e o árbitro marcou a falta rente à linha lateral da grande área. Aos 47 minutos Jean Mota bateu e surpreendeu mandando a bola direto pro gol, a bola explodiu na trave esquerda de Jefferson e no rebote, dentro da pequena área, Pablo tentou cortar, mas errou feio e jogou a bola pro fundo do gol. É, o gol quase nunca sai por acaso, mas desta vez saiu e, numa falha individual, o Guarani que mesmo com um jogador a menos jogou pela vitória até o fim do jogo, perdeu no último lance, um acaso que só aconteceu por uma falha individual de Pablo.

O jogo acabou, a Torcida, mesmo com a derrota, aplaudiu o time pela luta na segunda etapa e pela superação do time que, mesmo com um a menos em campo, teve coragem suficiente pra não desistir da vitória. Merecido!

Mas algumas coisas precisam ser corrigidas, as laterais avançam demais com Pablo e Bidu e desta vez o Guarani não conseguiu cobrir os avanços, principalmente pelo lado esquerdo onde Bidu não conseguia fazer a recomposição e foi por lá que o Santos jogou durante toda a segunda etapa. No meio de campo Crispim não pode se dar ao luxo de errar tantos passes e tentar enfeitar jogadas simples, mais ainda, o time não pode viver de lançamentos feitos pelos zagueiros como viveu em toda a primeira etapa e os atacantes Bugrinos precisam participar mais do jogo, não podem ser meros expectadores esperando uma bola chegar. E o erro maior, Lucas Abreu não pode colocar toda a equipe numa enrascada ao dar uma entrada daquelas aos 23 segundos de jogo quando a bola ainda estava na intermediária defensiva do Santos. Desnecessário e extremamente violento, foi justamente expulso.

Território devastado? Não! A esperança veio ao ver uma vontade, motivação e condicionamento físico excelentes na segunda etapa quando com um jogador a menos o Guarani empatou e teria virado o jogo se Junior Todinho tivesse tomado as decisões corretas.

O Bugre perdeu uma grande chance de vencer, parabéns à nossa Torcida que em mais de 9 mil Bugrinos empurrou o time durante todo o tempo de jogo, acreditando que a virada viesse. Faltou pouco.

Agora é corrigir as falhas, aprimorar ainda mais o que deu certo e partir pro desafio em Mirassol na próxima quinta feira outra vez em busca da vitória.

O Bugre jogou com Jefferson Paulino; Pablo, Romércio, Bruno Silva e Bidu; Deivid, Lucas Abreu, Giovanny (Bruno Sávio) e Lucas Crispim (Marcelo); Junior Todinho e Rafael Costa (Mateusinho).

Marcos Ortiz

Advertisement
Advertisement

A volta da Capa do Gigante


	
	
	

Clique para ativar o som

Próxima Partida

+ Recentes

Copyright © Planeta Guarani - Todos os Direitos Reservados - Permitida Divulgação Apenas com Preservação da Fonte - Desenvolvido por: OZ Sites.