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Entrevistas

Fonseca fala em recomeço, tempo de trabalho, reforços e pede envolvimento da Torcida

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Confira no player abaixo nossa edição com os principais momentos da entrevista do novo técnico Bugrino que chega falando em recomeço e prometendo muito trabalho pediu o envolvimento de todos, principalmente do Torcedor do Guarani. A entrevista foi concedida a Radio Bandeirantes Campinas no início da noite desta quinta feira após a confirmação do treinador.

 

Ele começou falando diretamente à Torcida Bugrina: “Nós sabemos que temos uma missão árdua e ao mesmo tempo temos certeza que o retorno será grande e a vitória será grande também, temos certeza disso e vamos trabalhar muito pra isso”, disse o treinador que chega junto com o filho Roberto Fonseca Junior.

Fonseca foi informado sobre uma enquete feita pela emissora onde seu nome foi aceito por 85% dos Torcedores do Guarani e agradeceu pela confiança: “(Aumenta) muito (a responsabilidade), principalmente pelos concorrentes, sei que haviam outros nomes em pauta e sei que o Guarani, com toda a situação da tabela não sendo boa, a camisa, a cidade e a Torcida sempre chamam muito a atenção do lado profissional. Sabemos que vários outros profissionais gostariam de estar nessa situação. Uma aceitação tão boa envaidece, a responsabilidade aumenta e ao mesmo tempo temos condição de chamar esse Torcedor que está acreditando, porque somos só nós, é o todo do Guarani, a Torcida, comissão, jogadores, direção, é somente dessa maneira que vamos conseguir resgatar a equipe dentro da competição”, assim Roberto Fonseca pediu apoio direto do Torcedor neste desafio de corrigir os rumos Bugrinos nesta Série B.

“Eu sempre tenho trabalhado com começo, meio e fim, consegui títulos importantes, ano passado mesmo consegui um título importante (Copa do Nordeste com o Sampaio Corrêa) e vim pro Londrina, no Novorizontino fizemos um trabalho muito bom e agora com essa parada achamos que seria o momento, é um momento oportuno de conseguir fazer esse trabalho pelo Guarani. Teremos praticamente o campeonato inteiro, foram apenas oito rodadas, teremos 30 rodadas, sabemos que será árduo, a concorrência é grande, mas com esse tempo hábil eu achei que era o momento de aceitar porque temos esse tempo de trabalho também”.

Inevitavelmente, ele foi questionado sobre o atual elenco do Guarani, se conhece e se com esse elenco acredita ser suficiente para conseguir resultados e não fugiu à pergunta: “Nós sabemos que o elenco do Guarani é bom, mostrou isso dentro do Paulistão, nós concorremos por vaga no Paulistão e eu acompanhei. A manutenção foi grande, mas tem o lado psicológico, a confiança e sabemos que isso vem acontecendo também, chegaram outros atletas, estão chegando outros ainda que nem estrearam, se pegar todo esse conjunto e de repente com mais algumas peças que estamos trabalhando e iremos trazer também, eu não gosto de falar em números porque isso gera expectativa, mas posso dizer que estamos trabalhando pra trazer algumas peças, não quantidade, mas qualidade, pra nos ajudar nessa empreitada que temos pela frente”.

“Temos um planejamento, nós nos apresentamos junto com o grupo na semana que vem (quarta feira), claro que já estamos trabalhando em prol do Guarani, temos coisas a serem feita se decisões que estão sendo tomadas, pretendemos usar esse tempo que temos e por isso aceitei o convite porque acho que o intervalo veio a calhar e as equipes podem retomar. Aqueles que melhor aproveitarem essa parada vão estar numa boa condição de recuperação, achei que o momento era oportuno, temos 30 rodadas pela frente e desde que a gente saiba aproveitar, será positivo”.

Em 2018 ele assumiu o Londrina na abertura do segundo turno quando a equipe estava na zona do rebaixamento e levou o time à briga pelo acesso até as rodadas finais, inevitável também fazer um comparativo dos dois momentos: “Acredito que seja similar, é muito parecido, as colocações, o que vem acontecendo, a falta de confiança de atletas, a falta de confiança da Torcida. Na minha estreia tínhamos 700 pessoas, nos últimos jogos tínhamos 25 mil no estádio. Espero que possamos fazer isso também, não existe uma regra, futebol não é uma ciência exata, mas nada resiste ao trabalho, ao resgate da confiança e o Torcedor tem que ser o diferencial, todo mundo gosta de torcer pra quem o representa bem e é isso o que vou procurar fazer, resgatar essa confiança e fazer com que a equipe represente bem o Torcedor dentro de campo”.

Ele voltou a falar sobre o período de paralisação da competição: “Nós pretendemos usar como uma inter temporada, não sei se vamos sair ou não (de Campinas), mas uma das coisas que me atraiu foi esse tempo que teremos pra readaptar ao campeonato e novamente fazer com que o time volte aos trilhos normais de uma competição”.

Confirmando que assinou contrato até o final da Série B, o treinador agradeceu pela oportunidade de trabalhar no Bugre: “Que Deus possa nos abençoar grandemente com um grande trabalho e que a gente consiga fazer com que cada degrau aconteça gradativamente, forte abraço a todos e aos Torcedores”, concluiu.

O áudio da entrevista traz outros assuntos abordados, estes foram os tópicos que destacamos.

 

Marcos Ortiz

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