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Entrevistas

Explodiu! Saco roxo pra ficar, nota 2,5 ao depto. de futebol e “quem quiser sair que saia”

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Foto: site carlosbatista.com.br

Há pouco no Brinco de Ouro da Princesa aconteceu uma entrevista coletiva não programada com o presidente do Conselho de Administração Palmeron Mendes Filho, ele foi acompanhado do Superintendente de Futebol, Fumagalli e do Supervisor de Futebol Marcus Vinícius, porém esses dois não se pronunciaram durante as declarações e respostas de Palmeron.

Pegou fogo! O presidente do CA deixou claro que jogador que não estiver satisfeito com o Guarani pode sair a qualquer momento, inclusive os novos contratados, disse que um time que não faz gols não pode jogar com três atacantes e ficar tomando contra ataque de todo mundo e ao ser perguntado sobre que nota daria ao trabalho do departamento de futebol do Guarani nesta temporada deu uma nota 2,5 considerando que o time apenas se livrou do rebaixamento no Paulistão.

Vamos a ela, AGORA COM O ÁUDIO com o áudio pra você ouvir a íntegra.

“Está é uma coletiva não programada em função basicamente do resultado de ontem, um jogo horrível. Acabamos de sair do vestiário, reunimos todo o elenco pra uma cobrança muito mais forte que não tivemos até a presente data no Guarani e foi aberta a palavra a todos os jogadores, comissão técnica, todo o staff do Guarani, diretoria, DM, departamento de futebol do Guarani porque é inconcebível o Guarani estar na lanterna do campeonato com o investimento que foi feito, com salários em dia, com as condições de trabalho quedamos aos atletas e ao departamento de futebol pra fazer o jogo que estamos fazendo”.

“Ontem o Guarani foi sofrível, o Guarani não agride ninguém, dá contra ataques e essa situação tem que mudar, estamos há seis pontos de sair da zona de rebaixamento, na lanterna do campeonato, na pior campanha da história do Guarani e isso vai mudar a partir de hoje, os atletas que não tiverem comprometimento,os profissionais que não tiverem comprometimento com a camisa do Guarani irão embora, ficará aqui quem irá reverter a situação do Guarani”.

“Estamos em vias de uma eleição do Conselho Deliberativo e o primeiro ato que o Conselho de Administração fará será, tão logo eleitos os Conselhos Deliberativo e Fiscal, pedir uma reunião com os Conselheiros eleitos pra podermos discutir o futebol do Guarani”, assim ele abriu a entrevista primeiro com este pronunciamento, pra depois abrir a entrevista a perguntas.

A primeira foi se ele detectou atletas sem comprometimento com a camisa do Guarani, e ele respondeu: “O Guarani não pode estar na situação que está, não podemos repetir seguidamente más partidas, as condições de trabalho estão sendo dadas. Repito, os salários estão em dia, estamos nos concentrando hoje já pro jogo de sexta feira, são bons hotéis, avião, alimentação boa, uniforme limpo e o Guarani patina, patina, patina, patina. A parte do CA está sendo feita, a parte da diretoria de futebol está sendo feita, nós estamos no terceiro treinador, acabou o dérbi (do Paulista) e os atletas se reuniram pedindo a permanência do treinador, não deram a resposta dentro de campo, trouxemos o Vinícius e os atletas não fizeram a parte deles, estamos com o Roberto Fonseca que foi 99% aceito e os atletas continuam sem fazer a parte dele,s se isto não é detectar problema dos jogadores, que cabem aos jogadores, compete exclusivamente aos jogadores, eu não sei o que é”.

“Nós já substituímos nove peças que saíram, cinco chegaram, outros dois estão em exames e ainda não estrearam e se for preciso nós contrataremos mais doze, mas o Guarani não ficará nesta condição”.

Depois ele foi questionado sobre se esta reunião pedida com os novos conselheiros eleitos se daria para tentar retomar as discussões sobre cogestão do futebol e negou veementemente: “A ideia é identificar problemas, é ouvir dos conselheiros aqueles que eles acreditam não estar rendendo, aquelas peças que precisam ser trocadas, é trazer a diretoria de futebol, os demais membros do Conselho de Administração e prestar contas para o Conselho Deliberativo porque estamos em débito, precisamos mostrar para o Conselho tudo aquilo que tem sido feito e ouvir deles o que acreditam seja a solução mais viável para o Guarani, queremos que o Conselho nos auxilie a sair dessa situação vexatória, o Guarani não pode ser lanterna do campeonato, o Guarani fez um investimento pesado na sua folha de pagamento e em quatro meses de campeonato com salários em dia, nós temos seis pontos. Se dividir o valor da nossa folha pelo número de pontos conquistados é o custo benefício mais caro do país, não se paga o salário que o Guarani paga pra ganhar seis pontos, isso é vexatório”, disse Palmeron, sem revelar porém qual o valor da folha salarial do time de futebol.

Ele falou sobre possíveis mudanças que ocorrerão no time ou no elenco a partir daqui: “Mudança sempre haverá, creio que também não se joga hoje com três atacantes e não faz gol, o Guarani tem que começar a fortalecer a defesa porque a gente toma contra ataque de todo mundo, precisamos parar de levar gol e começar a fazer gol. Conversamos muito com a diretoria de futebol, ontem saímos daqui a 1:00 da manhã, ficamos todos aqui, a diretoria de futebol a comissão técnica e os jogadores estavam nas casas deles dormindo enquanto a gente trabalhava aqui, está na hora de eles começarem a trabalhar também, tem que mudar tudo, não pode tomar contra ataque do Cuiabá, e não foi demais (a derrota) ontem porque eles perderam gol sem goleiro. Temos que mudar a partir disso, da convicção de fazer futebol e de qual o estágio que o Guarani está”.

“O Guarani ganhou um jogo, precisamos ganhar no mínimo mais 13 ou 14 e as partidas estão passando. É muito bonita a filosofia de jogar aberto com três atacantes chegando, mas o Guarani não chuta bola no gol, porque preciso manter três atacantes? O Roberto Fonseca está muito consciente disso, partiu dele, não é o presidente que está escalando, é o treinador diante das nossas necessidades e dificuldades”.

Questionado sobre os jogadores que não estão endo utilizados, casos de Xandão e Rondinelly, a chegada de novos jogadores e se a partir do resultado de ontem o clube voltaria a reformular (pela segunda vez) o elenco, ele respondeu: “O Guarani precisa ganhar, precisa voltar a ganhar, jogadores que não estão rendendo ou não estão sendo aproveitados temos que buscar solução em conjunto, se houver dificuldade por parte deles de aceitarem a solução encontrada, a solução será dada pela diretoria do Guarani através da rescisão dos seus contratos. Ficarão aqui aqueles que desejam honrar a camisa do Guarani, chega de DM, chega de dorzinha faz de contas, quer ficar no Guarani tem todo nosso apoio e daremos toda a condição de trabalho, não quer ficar no Guarani? Seja feliz em utra casa, e eu não estou citando nome nenhum, foram citados dois nomes,mas eu não coloco eles individualmente na minha resposta, isso vale pra todo o elenco, inclusive pra quem acabou de chegar, se chegou e se decepcionou com a casa, pode ir embora e voltar pra onde estava, não tem problema nenhum”.

E Palmeron se mostrou até contrariado pelo não uso, ao responder sobre os jogadores das categorias de base: “Eles não estão sendo aproveitados, você me pergunta se eles estão sendo bem aproveitados e eu te repondo um pouco além, eles ainda não foram aproveitados porque acreditamos ter feito algumas alterações pra que eles pudessem entrar no decorrer da competição e das partidas, agora chegou o momento que as contratações que vieram não deram retorno, a possibilidade de utilização deles é muito grande, eles terão altos e baixos durante as partidas e isso compete ao Roberto Fonseca, mas com toda certeza em todas as nossas conversas questionamos sobre uma melhor utilização deles, porque até o presente momento eles não foram utilizados”.

Questionado sobre o fato de transformar a cobrança em algo público e se isto poderia piorar o ambiente, ele pareceu sincero na sua resposta, com a qual eu pessoalmente diria que concordo: “Cobrança pública nada diferente do que aconteceu dentro do vestiário, aquilo que tem que ficar no vestiário vai ficar lá, agora eu também sou cobrado diariamente, o Fumagalli e o Marcus Vinícius são cobrados diariamente, meu escritório já foi incendiado e pichado, meus filhos já foram ameaçados. Eles (jogadores) precisam sair da zona de conforto deles porque não pode ganhar seis pontos em 11 partidas, não quer ser cobrado publicamente vá jogar peteca, vá vestir a camisa de qualquer outro clube, não a do Guarani, pra ficar aqui tem que honrar essa camisa, se tem medo de cobrança pede pra sair que nós vamos contratar outro, pra ficar aqui tem que honrar essa camisa”.

” A Torcida está certa de fazer protesto, de fazer manifestação porque é inadmissível seis pontos. Com todos os investimentos que nós fizemos e tudo o que nós temos dado em condição de trabalho, se estiver insatisfeito que vá embora, se não quiser ficar,que vá embora, se não quiser receber cobrança que vá pra qualquer outro time, que vá praticar qualquer outro esporte, que vá jogar xadrez. Não temos receio nenhum de piorar a situação, piorar que situação? Vamos cair pra onde, vamos pra 27º? Já estamos na lanterna, daqui ou vai pra cima ou vai embora pra casa e nós iremos pra cima, o Guarani reagirá!”

Perguntado sobre qual seria seu limite diante de tantas cobranças e responsabilizações, Palmeron deixou claro que não sairá antes do final do seu mandato: “Nosso limite é tirar o Guarani dessa situação, o Guarani está patinando, patinando e patinando e aqueles que aqui ficarem irão tirar o Guarani desta situação, o meu limite máximo é março de 2020, eu não sou nem serei candidato, vou cuidar da minha família, mas posso garantir que na minha saída o Guarani estará no mínimo na Série B do Campeonato Brasileiro porque vamos reagir a partir de agora e essa reação passa por esta conversa que estamos tendo aqui”.

“Está tudo certo, ontem tinha premiação pra ganhar o jogo, no dérbi que perdemos de 3×0 tinha uma das maiores premiações pra ganharem o jogo, mas nós não tivemos competência, então nossa parte estamos fazendo, eles tem que fazer a parte deles”, disse Palmeron, visivelmente alterado.

Ai foi quando ele foi questionado sobre que nota daria ao departamento de futebol do Guarani diante do trabalho feito até aqui na temporada: “Hoje? 2,5! Fizemos a obrigação no Paulista, não nos classificamos à segunda fase, deixamos de receber dinheiro que estava no nosso orçamento, fomos eliminados na Copa do Brasil pra um time semi amador, perdemos dinheiro que estava no nosso orçamento e isso influencia diretamente na sequência do ano, deixamos de receber renda por um jogo contra o Corinthians na segunda fase da Copa do Brasil e por um jogo contra o Plameiras na segunda fase do Paulistão, então 2,5 porque não fomos rebaixados no Paulista, mas tenho convicção de que fecharemos o ano com uma nota 6 no mínimo que será a manutenção na Série B. A responsabilidade é toda do CA e da diretoria de futebol, por isso eles estão do meu lado aqui, compartilhamos essa responsabilidade e iremos reverter essa situação”, disse Palmeron, encerrando a coletiva.

Em seguida, conversando separadamente com alguns jornalistas foi possível ouvir ainda mais quando ele falou abertamente:

“Temos três jogos e depois é o dérbi, agora é hora de ver quem tem o saco roxo mesmo, quem quer honrar a camisa do Guarani e se precisar entrar com o Sub-20 no dérbi nós vamos entrar e vamos honrar a camisa. Todo mundo sabe quem não está rendendo e nós vamos substituir, eu acho que quem tá aqui tem qualidade e tem possibilidade de render, se não quiser render que vá embora, chega!”, disse o presidente do Conselho de Administração do Guarani.

Marcos Ortiz

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