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Opinião

E se aquele sábado não existisse? E se aqueles 12 não se reunissem? Parabéns, Guarani!

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Era um sábado de sol forte, sem nuvens. Um jardim, um Maestro, uma cidade e 12 jovens e o que eles fizeram? Simplesmente fundaram uma nação!

Eu me pergunto muitas vezes como seria minha vida sem aquele sábado, ah, era dia 1º, mas seguindo a ordem dos doze a fundação aconteceria a partir do dia 2, então o que seria de mim, de nós, se aquele sábado não tivesse existido? Quem seríamos nós? Como seria nossa vida?

Certamente não seria a mesma! Teríamos tudo, vida, família, amigos, provavelmente cada um de nós torceria pra algum outro time, mas eu tenho certeza, nossa vida nunca seria tão perfeita, tão completa, tão VIVA sem aquele sábado de sol, sem aqueles 12 meninos, sem a coragem de criarem e cuidarem enquanto foram vivos do nosso GUARANI FUTEBOL CLUBE!

Vicente Matallo, Antonio de Lucca, Pompeo de Vito, Romeo Antonio de Vito, Ângelo Panattoni, José Trani, Julio Palmieri, Hernani Felippo Matallo, Miguel Grecco, José Giardini, Luiz Bertoni e Alfredo Seiffert Jaboby Junior. Doze meninos, doze gigantes, doze GUERREIROS!

E se o Trani não dissesse “é Guarany”? Seria Internacional? Seria Paulistano? Nada disso, tinha que ser Guarany, depois virar Guarani. E se o Romeo de Vito não escolhesse as cores verde (em referência à grama do jardim) e branco (pela linda tarde de sol)? Não, não tinha jeito, tinha que ser assim, tinha que ser perfeito, tinha que ser GUARANI FUTEBOL CLUBE, VERDE E BRANCO!

Tentaram nos dar um apelido pejorativo, é, isso mesmo, nos chamavam de bugres tentando nos ridicularizar… adiantou de que? Viramos BUGRINOS!

É, não tinha como ser diferente!

Claro, nem tudo foi fácil. O caminho até aqui não foi feito só de sorrisos, teve sangue, teve suor, teve lágrima. Tinha que ter, se não fosse assim não seria GUARANI!

Hoje comemoramos 109 anos de fundação do GUARANI FUTEBOL CLUBE, hoje comemoramos 109 anos de existência da maior riqueza que o Guarani poderia ter: A TORCIDA BUGRINA! Hoje, por nós e por cada Bugrino que já tombou e não está mais entre nós temos o dever, a obrigação e a satisfação de lembrar todo mundo de uma coisa bem simples, mas gigantesca ao mesmo tempo:

AQUI É GUARANI, PORRA!

Fácil? Longe disso, ser Bugrino não é ter ou querer o fácil, é se preparar para a guerra todo santo dia, e como a gente já guerreou por ai, não é mesmo? Até já devolvemos o Brasil aos Índios em 1978 quando o Bugre conquistou o país! Faltou pouco, teríamos devolvido também a América do Sul em 1979.

Sim, ganhamos, perdemos, empatamos, caímos, subimos, levantamos, e hoje eu só quero dizer: PARABÉNS, GUARANI FUTEBOL CLUBE! Você se fez e depois se reergueu amparado exclusivamente nas mãos do seu povo! Fomos nós, foram todos os Bugrinos que te resgataram de onde você jamais deveria ter parado, e agora somos nós, os Bugrinos que vamos te levar o lugar de onde nunca deveria ter saído!

Duvida? Não, não divide nunca do Guarani, não duvide nunca da Torcida Bugrina!

É, não tem jeito, cheguei a uma conclusão… sem aquele sábado, sem aqueles doze meninos naquele jardim inspirados pelo maestro eu não existiria. Minha pele transpira Guarani, meu coração bomba sangue verde, minha vida ama amar o Guarani e qualquer coisa diferente disso não seria eu!

EU SÓ SEI SER BUGRINO, EU SÓ SEI AMAR O GUARANI!

Parabéns Bugrão, obrigado Guarani!

 

Marcos Ortiz

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