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Entrevistas

Carpini prega arroz com feijão em campo e pede pra não desistirem do Guarani na Série B

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Foto: Letícia Martins - Guarani FC.

Interino nesta partida, o auxiliar técnico Thiago Carpini comandará a equipe contra o América-MG e promoveu mudanças na equipe, no esquema de jogo, mas ainda tem uma dúvida antes de definir o time titular, a lateral esquerda onde Thallyson e Bidu disputam a posição. Se tiver condição de jogo o titular será Thallyson, se não tiver, Carpini confirmou em sua entrevista que Bidu estreara.

E quem confirmou estas informações foi o próprio Thiago Carpini em sua entrevista coletiva. Você pode ouvir a entrevista no player abaixo.

Torcedor do Guarani, ele falou do momento e da oportunidade de agora treinar o time, ainda que interinamente: “Achoque as coisas tem acontecido muito rápido na minha carreira, em dois anos sai de atleta pra auxiliar e agora tenho a primeira oportunidade num clube como o Guarani, todo mundo sabe da minha torcida, da minha elação com o clube e também será em Belo Horizonte, uma cidade que também fez parte da minha carreira de atleta. Penso que nas maiores adversidades surgem as maiores oportunidades, apesar desse nosso momento de trocas, tenho encarado isso como uma grande oportunidade”.

“Dirigir um clube com a grandeza do Guarani em qualquer situação é complicado e exige muita responsabilidade, num momento como esse eu penso que nós do futebol, quanto menos nos envolvermos com essas questões políticas é melhor, vamos nos blindar em relação a isso, nosso momento é horrível, mas pior do que está não fica, abaixo disso só o rebaixamento. A melhora mínima que seja é melhora, hoje somos lanternas da competição e sabemos que pra grandeza que tem o Guarani é inadmissível, mas por outro lado eu vejo o empenho dois atletas e que em alguns momentos poderíamos ter tido uma sorte melhor, mas o que fizemos até aqui foi insuficiente, temos que fazer mais pra conseguir sair dessa situação. Eu espero conseguir contribuir da melhor forma”.

Já em relação à briga política no Guarani e zona do rebaixamento eu já vivi esse momento aqui bem conturbado e Questionado sobre o péssio ambiente político e de bastidores do clube, Carpini lembrou que já viveu situação parecida no próprio Guarani, como jogador em 2014: “Em relação à briga política no Guarani e zona do rebaixamento eu já vivi esse momento aqui bem conturbado e numa situação, que pode parecer ser impossível, mas era um  pouco pior. Se a gente não se fortalecer como grupo, como equipe e deixar algumas vaidades de lado, porque algumas mudanças vão acontecer e vamos tentar dar uma sequência, acho que cada profissional que passou por aqui deixou um legado, desde o Loss, passando pelo Eutrópio e pelo Roberto, o que eu entender que precisa ser feito pra melhorar e sair dessa situação vou fazer, a diretoria me deu carta branca pra fazer, eu convivo com esse grupo há dois meses e estou apto a tomar decisões, senão vou cair na mesmice, se eu fizer as mesmas coisas vou colher as mesmas coisas, vamos tentar algo diferente”

Já falando sobre as alterações que fez na equipe: “Eu venho acompanhando a equipe nos nove ou dez últimos jogos e a gente vinha jogando num padrão que as coisas não tem acontecido, eu gosto desse esquema também, mas quando a coisa não é boa o mais simples possível, o arroz com feijão bem feitinho é bom também. Na medida do possível a gente vai colocando o tempero”, assim ele explicou por que da mudança de esquema e seguiu:

“A ideia é a gente ter mais a bola, temos dois jogadores de lado no 4-2-3-1, mas não estamos conseguindo atingir o objetivo com os caras de lado, então vamos tentar encher mais o meio de campo, ficar mais com a bola, controlar mais o jogo e na medida que as coisas forem acontecendo a gente vai tentando soltar mais alguma coisa”, disse o interino.

Em seguida, ao ser questionado sobre como trabalhar a motivação do elenco, Carpini disse algo que temos dito constantemente aqui também: “Eu não tenho falado muito sobre motivação porque o cara por si só que tem a oportunidade de estar jogando uma Série B e vestir a camisa do Guarani tem que se encontrar de uma maneira ou de outra, tem que estar motivado pra fazer o melhor dele, senão não tem como insistir nessa situação”.

“O que eu tento passar é tranquilidade, tentar tirar o peso da responsabilidade, dividir a responsabilidade que é de todos, inclusive minha, a responsabilidade é nossa. Penso dessa forma, trabalhamos muito em cima do trabalho do América, vimos vídeos e tiramos o máximo de informações, mas eu passei pra eles que a partir de hoje não falamos mais no América, agora nós vamos falar sobre o que nós vamos fazer pra vencer o América, vamos tentar nos preocupar um pouco mais com a gente porque temos nos preocupado muito com o adversário, com o que faz, como balança, essas informações são importantes pro atleta, mas temos que nos preocupar também em jogar mais, em ter a bola, ser mais agressivo, jogar como time grande da competição que é o Guarani”.

A dúvida está na lateral esquerda entre Thallyson e Bidu, e Carpini deixou claro que com ele joga jogador da posição, não há invenções: “eu fui honesto com o Bidu, falei que se o Thallyson tiver condições de jogo ele jogaria, se não tiver condições por conta do departamento médico vai jogar o Bidu. Não estou criticando nem sou contra quem tenta outra situação, mas eu não vou colocar zagueiro, não vou colocar pé trocado, nada, vou colocar um especialista na função, o Bidu é um menino promissor, é jovem, fez uma boa Copa São Paulo, não teve uma oportunidade de jogar, mas em algum momento ele vai ter que jogar, se está no nosso grupo é porque confiamos nele, a hora que a situação chegar ele vai jogar”.

Se mostrando feliz com a oportunidade e a recepção que teve no grupo para trabalhar nesta partida, ele não negou que tenha pretensões futuras, mas sabe que terá que esperar o momento certo: “A gente não pode esperar a oportunidade, ela surgiu agora pra esse jogo e vamos trabalhar, independente do nome que venha, se venha ou quando venha, vamos procurar sempre ajudar”.

“Eu acredito muito nesse grupo e em alguns atletas que optamos por mexer, não que os outros não dariam a mesma resposta, mas precisamos dar uma oxigenada, precisamos mudar. Aos poucos as coisas naturalmente voltam e todos vão fazer parte do processo, precisamos encaixar nosso padrão de jogo, ter o controle e ficar com a bola, não podemos errar demais nos setores do campo onde não podemos errar senão vamos ter dificuldade, o América tem uma transição rápida, temos que ter atenção e muita comunicação, mas acima de tudo iniciativa e coragem de joar. É um privilégio pra eles jogarem futebol, tem que aproveitar o máximo, fazer com amor, carinho e alegria, passa rápido pra todo mundo (a carreira)”.

Carpini analisou a situação da equipe na competição: ” A situação é horrível, é ruim, é o pior cenário, isso é fato, mas nada está perdido, muita água ainda vai passar e eu creio numa reação, esse grupo é trabalhador, creio numa resposta já no domingo. Não sei se trazemos três pontos, um ponto, mas a derrota não passa pela nossa cabeça. Cheguei aqui na parada da Copa América, ainda era oitava rodada, hoje estamos encerrando o turno e continuamos nesta situação, não tem como adiar nem postergar essa reação, ela tem que ser imediata”.

“Tenho certeza que dá pra recuperar, o que peço pra Torcida é que, por mais que até agora a equipe não apresentou um futebol convincente, se essa for a opinião do Torcedor, ou se os resultados não foram convincentes e isso é um fato, peço que o Torcedor tenha paciência e abrace a causa porque ainda faltam 21 partidas, muita água vai rolar, peço pro Torcedor apoiar até o último jogo, acreditar, porque o pior cenário é o Torcedor se distanciar, a gente ficar sem essa energia da Torcida e começar a pensar que tudo o que nós fizemos na Série C, não queremos isso de novo, pra isso não acontecer é muito importante a participação da Torcida, por mais que A ou B tenha desagradado, o resultado não tenha acontecido, precisamos que o Torcedor cobre e nos apoie até o final, que seja a Família Bugrina mandando essa energia da arquibancada pro campo, mas que seja também do campo pra arquibancada porque só nós dentro do campo é que conseguimos contagiar e trazer essa galera junto. Não desistam dessa nossa campanha, o Guarani não é já um nome que pode ser cravado como rebaixado, de maneira nenhuma”.

Esta foi a entrevista coletiva de Thiago Carpini que comandará a equipe interinamente nesta rodada e que, com as mudanças que fez, pode sim trazer um ingrediente a mais pra esse time que até aqui não teve a menor vergonha de perder jogos. Se devolver ao time ao menos a vergonha de perder, talvez consiga algo a mais dentro de campo, boa sorte, Carpini.

Marcos Ortiz

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