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Carpini: “Eu sou Guarani” – Interino deixa diretoria à vontade, mas sonha mais alto

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Foto: FERNANDO REMOR/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO.

O cara conseguiu mudar a cara do time, ele assumiu o comando de um time emocionalmente morto, abalado, sem esboçar nenhuma reação e aceitando a derrota em campo e transformou num time que briga o jogo inteiro pra tentar sair da situação em que se meteu. Claro, estamos falando de Thiago Carpini, o interino que está fazendo o Guarani reagir na Série B.

E depois do jogo conferimos a entrevista coletiva de Thiago Carpini em Florianópolis, analisando a vitória, primeira fora de casa, e já projetando a sequência da competição. Você pode ouvir essa entrevista no player abaixo.

“Primeiro temos que enaltecer o trabalho desse grupo porque quando as coisas vão caminhando e acontecendo, o trabalho do treinador é atrapalhar o mínimo possível e procurar ser justo e coerente nas decisões pra não perder o que conseguimos, um bom ambiente nos vestiários. Vestiário ao mesmo tempo que é difícil lidar, é fácil, a gente procura ter as melhores escolhas”, assim Carpini iniciou sua entrevista falando do que levou o Bugre a reagir na competição.

“O que se pode esperar do Guarani é isso que vocês viram, é a gente saber sofrer em momentos do jogo e estamos sabendo. O Figueirense teve um volume maior no segundo tempo, mas não teve uma chance clara de gol, foi como contra o Londrina que eles tiveram volume maior de jogo e as três grandes chances foram nossas, uma com o Lucas, outra com o Thallyson e outra com o Davó”.

“Hoje nós conseguimos controlar bem o jogo, tivemos posse de bola e coragem, Série B tem que competir, o nível de jogo da Série B é muito igual, são detalhes que fazem a diferença e esses detalhes a gente está conseguindo ajustar e as coisas estão caminhando, isso é graças ao trabalho deles. O que eu senti de mais dificuldade hoje foi essa situação de perder um atleta com 2 minutos, trabalhamos diferente e tivemos que mudar a estratégia, mas o efeito foi positivo, tanto que saiu o gol quando o Filipe (Cirne) já estava em campo”, analisou Carpini, elogiando o elenco e a postura da equipe não só nesta, mas nas últimas partidas.

Já ao falar sobre a declaração de Bruno Souza de que respeitava os outros treinadores, mas que o elenco estava entendendo o que Carpini pedia, ele respondeu: “Não é ter o vestiário na mão, isso é pesado, o que eu tenho é a confiança do grupo, eu procuro ser sempre justo e transparente, falar olho no olho, quando eu proponho algo ao jogador eu preciso que ele faça, se ele não fizer eu vou procurar quem faça. Enquanto era jogador eu gostava que tratassem assim comigo, mas eu também respeito todos os (treinadores) que passaram, todos estão deixando seu legado e fazendo parte desse processo, a roda não girou (com eles), mas começou a girar agora, vamos continuar dando sequência, eles jogam pra mim e eu pra eles, a entrega é deles, . Temos que tentar nos readaptar, é uma Série B e Série B é guerra, luta, entrega, o Guarani também é um time de tradição, é o time grande da divisão e tem que, em algum momento da competição por a bola no chão e também jogar”.

Sobre permanecer no cargo, ele deixou essa condição nas mãos da diretoria e disse que quer ajudar o Guarani: “A gente vem trabalhando jogo a jogo, lógico que quando as coisas começam a acontecer e tem uma mexida, a gente acaba trazendo mais responsabilidade, mas sempre deixei a diretoria muito à vontade e eles sempre foram francos comigo dizendo que estão buscando treinador, pediram pra eu ir ajudando. Eu estou tentando fazer o meu melhor, essa aceitação do grupo, essa metodologia é o pouco que eu consegui construir de comportamento e de ideias, foi pouco tempo pra trabalhar, só agora vamos ter uma semana de treinos pra colocar mais algumas coisas”.

“A cada nova vitória, a cada momento que a gente vai colocando o pescocinho pra fora a gente vai também se fortalecendo como um todo. Eu deixo a diretoria à vontade, eles que façam o melhor para o Guarani, eu sou funcionário e tudo o que eu não quero é o Guarani nesta situação, como todos os atletas também não querem isso e estão lutando e mostrando. Não quero a Série C, eu era atleta (do Guarani) e sei o sofrimento que foi a Série C, o Guarani é muito grande pra uma Série C e pra estar vivendo esse momento que está vivendo na Série B”.

Deixando laro que sente a ausência de Michel Douglas por ser atacante de referência ele confirmou que indicou Nando com quem já trabalhou no Botafogo-PB: “Foi artilheiro comigo lá, seguiu sendo artilheiro e vai nos ajudar aqui, mas o próprio Davó que é dessa posição se queixava pra mim dizendo que participava, marcava, corria, mas não tinha a bola final, só tinha a parte tática, não tinha o lance final que é a especialidade dele. Agora as bolas começaram a chegar e ele está fazendo muito bem”.

Deixando claro que vê os resultados ruins como passado, ele falou sobre o que vive o Figueirense: “A gente sabe o que o Figueirense está passando porque a gente também passou e não vai passar mais, em alguns momentos jogamos no Brinco de Ouro com a Torcida pressionando, a bola fica mais viva, a gente fica inseguro, diminui a confiança e jogador com confiança faz a boal circular, rodar mais. Já melhoramos, mas tem muita coisa pra ser melhorada, independente da reunião de segunda feira (da diretoria pra definir o treinador), a gente conseguiu contribuir um pouco, mas o mérito é todo do grupo que é guerreiro pra caramba”.

E ele é consciente do momento, da pressão e da responsabilidade que está sobre suas costas até pela boa aceitação por parte da Torcida: “Claro que aumenta muito, porque eu conheço a história do Guarani, eu sou Guarani, joguei aqui e já tenho uma responsabilidade muito grande. Essas situações (elogios e pedidos da Torcida) eu procuro não absorver pra não atrapalhar e não tirar meu foco, pode acontecer (permanecer), pode não acontecer, ou pode acontecer de a gente enroscar de novo e e eu espero que não aconteça, mas se acontecer muda pra um #saicarpini, então o Torcedor faz o papel dele e eu agradeço demais, recebo diariamente muitas mensagens, nem consigo responder todos, mas isso só me fortalece, eu procuro passar por atletas o que representa o amor ao Guarani e o que representa essa camisa”.

Acreditem, isso foi cerca de 60% da entrevista coletiva, a íntegra você confere no player onde ele fala também das mudanças que fez em campo na partida e de como vai montar o time com as ausências que já tem para o próximo jogo de Deivid (suspenso) e Marquinhos, contundido.

Valeu Carpini, repito, prefiro você bem trabalhado pra Série B de 2020, se tiver que ser agora, vai ser antecipado, mas confio na sua capacidade! Competência e Bugrinidade você já mostrou que tem!

Marcos Ortiz

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