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Guilherme Vanzela

Opinião: Carpinando ponto a ponto

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Voltemos ao dia 25 de agosto deste ano. Guarani enfrentava a equipe do América-MG, fora de casa, vindo de uma sequência de 3 derrotas, com apenas 13 pontos na tabela e sondando muitos técnicos para assumir a equipe, mas ninguém disposto a encarar tal tarefa. Resultado neste dia foi previsível, mais uma derrota, mas, pela primeira vez, notou-se a tal “sementinha” no clube.

Cercado de desconfiança, um jovem auxiliar, identificado com o clube, assumiu interinamente e conseguiu o que ninguém esperava, tirar o Guarani da lanterna do campeonato. Mais do que isso, tirou a equipe da zona de rebaixamento – com uma sequencia de vitórias – e deu um padrão de jogo para o Bugre. Mas nem tudo são rosas, ainda há muitos jogos pela frente e sim, elenco do Guarani tem limitações.

No entanto, Se olharmos elenco por elenco, não há um desnível tão grande entre o Guarani e outras equipes. Com exceção do Bragantino e Sport, outros times contam com planteis equiparados ao nosso, grande diferença é que a tal “liga” de muitos já se consolidou e a nossa demorou praticamente meio campeonato para dar indícios de surgimento. Fica claro que faltavam duas coisas para termos isso: tranquilidade para trabalhar e, principalmente, o controle do vestiário.

Dentro do tal controle do vestiário, vemos um diferencial do Carpini perante grande parte dos técnicos no Brasil: a presença constante do diálogo. Sim, sabemos que há casos de êxito dos tais técnicos centralizadores, linha-dura, mas não era isso que o Guarani precisava. Conversando e poupando atletas que vinham mal, ele conseguiu ter o elenco na mão e os 11, que antes só entravam em campo juntos, formaram um time, criando jogadas ofensivas de maneira coletiva e aumentando e muito a responsabilidade defensiva do time. Exemplo disso é que estamos há 4 jogos seguidos sem tomar gols e Giaretta “braço longo” atuou em todos estes jogos (brinks Gi, fora o risco constate de um penal, está jogando muito).

Agora temos uma sequencia de jogos um tanto quanto desafiadora. Equipes com elencos medianos, mas que coletivamente estão indo bem (ok, médio no caso do Coxa). Importante reforçar que sim, há sempre o risco de perdermos jogos em casa, mas é possível recuperar eventuais pontos perdidos atuando longe do Brinco. Importante é a torcida ter paciência, apoiar a equipe (nossos jogadores já mostraram inúmeros vezes o quanto são sentimentais) e entender que o improvável ainda precisa se concretizar antes de sonhar com o inexplicável.

 

Guilherme Vanzela, jornalista londrinense, um bugrino EAD apaixonado

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