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Marcos Ortiz

Análise: Na lanterna – Ê, ê, ê, ê, eu sou Bugrino e tô cansado de sofrer

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Não adianta nada, ninguém sente por nós! Foto: Marcos Ortiz - Planeta Guarani.

Na manhã do último domingo o Guarani entrou em campo pra disputar o último jogo válido pela Série B do Campeonato Brasileiro, se vencesse, seguia na disputa da competição, como perdeu, saiu da disputa da Série B de 2019 para disputar exclusivamente o campeonato de permanência na Série B de 2020.

Claro, a vitória no dérbi não colocaria o time no G4 nem perto disso, mas vencer o dérbi, além do fator vencer o dérbi, teria tirado o time da zona de rebaixamento, colocado na 15ª posição e consolidado uma reação, deixando o Guarani, ao menos em número de pontos, ainda na disputa de alguma coisa na competição, mas a derrota foi cruel, derrubou o time para a lanterna e agora terá que remar tudo de novo pra sair desse tal de Z4 que, se não me engano, já nos assola há 10 rodadas.

Faltando quatro jogos pro fim do primeiro turno, o Guarani terá dois jogos em casa e dois jogos fora, mas terá confrontos diretos contra o rebaixamento, o Vila Nova, já nesta sexta feira, depois sai pra pegar o Operário-PR e fora de casa de novo, enfrentará o América-MG em mais um confronto contra o Z4. Na última partida do primeiro turno o Guarani volta ao Brinco para enfrentar o Londrina que briga na ponta de cima da tabela.

E o mínimo necessário para respirar um pouco ao final dessas primeiras 19 rodadas serão três vitórias, o ideal seriam quatro, mas como exigir quatro vitórias em quatro jogos de um time que sequer chuta bolas no gol do adversário?

Coisas a se pensar

Todos os times de futebol contratam reforços, registram e colocam na arena, são raras as exceções em que o jogador chega e em pouco mais, às vezes até antes, de uma semana de treinamentos, já está em campo vestindo a camisa do novo clube. No Guarani essa regra não vale.

O lateral esquerdo Thalysson e o meia Marquinhos chegaram juntos ao Guarani, tiveram o mesmo tempo de preparação e o primeiro já foi opção no banco de reservas na partida anterior, não jogou. Mas era importante que tivesse jogado para que o treinador pudesse dar ritmo a um atleta que veio pra suprir uma posição onde sequer opção tinha, era só improviso desde a saída de Armero por lesão.

O meia Marquinhos foi inscrito no último momento antes do dérbi e foi relacionado pro jogo. Com quinze dias de treinamentos poderia ser opção ao menos pro decorrer da partida, mas não, a preferência do treinador foi a entrada de Felipe Amorim. Sim, Roberto Fonseca ressuscitou Felipe Amorim e fez isso pelo segundo jogo seguido, já tinha feito no jogo contra o Red Bull, no Brinco, nos deu mais do mesmo, quando a gente esperava algo novo, como Marquinhos, por exemplo.

O Guarani contrata reforços pedido pelo treinador, coloca os caras em condição de jogar e o treinador não escala? Então não precisava do reforço? Ou reforço só pode jogar contra Vila Nova, América e outras equipes, não serve pro dérbi?

E ainda temos que nos lembrar da situação do zagueiro Bruno Silva, como é? Vai jogar, vai resolver essa situação com o Vasco? Se vai, anda logo, se não vai, boa sorte, obrigado e passar bem.

Falta sentir pelo Torcedor

Infelizmente desde quando voltamos a disputar dérbis nossos jogadores não vestem a camisa do Torcedor Bugrino. Nós estamos jogando dérbis com profissionais preocupados em dar a mãozinha pro adversário depois do jogo e em fazer discurso politicamente correto. Ou isso muda e vocês mostram o tanto de sangue que corre nas veias no segundo turno, ou vamos ter que engolir mais uma vez neguinho falando besteira e criando argumentos pra fazer média com perua.

A tão falada camisa que foi pisada serviu de motivação pro adversário vencer o jogo? Olha, se serviu, só mostra que é mais um time que não tem sangue, porque dentro de campo não jogaram nada que justificasse isso, tiveram tanta vontade, ou falta dela, quanto os jogadores do Guarani, explodiram depois, jogaram pra torcida, e tem gente que acreditou.

Mais do mesmo

Enquanto o Guarani continuar insistindo com lateral que não consegue passar e fazer um cruzamento como tem feito Lenon na direita, enquanto a “principal esperança” do treinador for a escalação de um volante que “pisa na área do adversário”, caso de Igor Henrique e não num meia que além de pisar vai fazer gols, e outro volante apenas desfilar durante o jogo como fez Ricardinho, que claro, correu pra caramba, mas não acertou passes que justificassem a recuperação de bola, estaremos nos satisfazendo com nada.

Enquanto o técnico do Guarani escalar Davó com função de meia, colocar Bruno Souza na lateral esquerda, não fizer Deivid marcar e esquecer que o campo tem dois lados, porque pra ele só pode ter o lado defensivo, enquanto a principal jogada trabalhada for um chutão de zagueiro pro campo de ataque e uma falta a dois passos da linha da grande área não for chutada direto pro gol e sim tocada de ladinho pra chutar na bunda do marcador, o Guarani estará se contentando com nada.

Enquanto as opções do treinador pra mudar um jogo forem as entradas de Felipe Amorim, Éder Luís, Diego Cardoso, Deivid Souza e alguns outros, estaremos ali, fixados nas últimas colocações. Enquanto o Guarani tiver Rondinelly treinando, treinando, treinado e indo pra casa sentar-se confortavelmente no seu sofá pra ver, se é que vê, os jogos pela televisão, nosso departamento de futebol não terá comando.

Enquanto o presidente do Conselho de Administração do Guarani não tomar a providência prometida e trocar 12 jogadores, porque citamos quase isso aí nesse desabafo, o futebol do Guarani será apenas o fator causador de pesadelos para o Torcedor Bugrino, aliás, sobre isso eu quero falar mais um pouquinho.

Há poucos dias o presidente do CA foi a público cobrar jogadores, ótimo, muitos mereciam. Ele falou, falou, falou até do que não entende tanto, mas falou e entre as coisas que falou, criticou o fato de o time jogar com três atacantes e não fazer gol em ninguém. O que fez o técnico do Guarani? Isso aconteceu antes da vitória sobre o São Bento, e sabem com quantos atacantes o time terminou aquela partida? TRÊS, Vitor Feijão, Davó e Deivid Souza…

Depois disso ele disfarçou os tais três atacantes, mas as peças foram quase as mesmas, Deivid Souza, Vitor Feijão, Michel Douglas e Davó, e no jogo contra o Red Bull lá estava o Guarani de novo escalado com três atacantes disfarçados, Davó com a 10, Michel Douglas com a 9 e Vitor Feijão com a 11. Pô, mas o Guarani ganhou o jogo… é ganhou, mas sabe quantas bolas chutou no gol adversário? Nenhuma, o gol foi marcado de cabeça, aliás, o Guarani naquele jogo só teve dois lances, o cruzamento de Vitor Feijão aos 15 minutos que o Lenon não alcançou e na sequência da mesma jogada o cruzamento do mesmo Feijão para o gol de cabeça do Michel Douglas.

Ganhou, mas ganhou porque o adversário errou o alvo e o goleiro pegou o que dava pra pegar.

Ai o que nós fizemos? Fomos pro dérbi do mesmo jeito. Sabem o que aconteceu? Claro que sabem, todos nós vimos…

Agora o Guarani tem que encontrar ao menos quatro times pra ficarem atrás dele na classificação e o desafio será maior ainda porque Vitória e América estão reagindo, tem dinheiro e estrutura pra reagir. Pode buscar outros dois candidatos ai, porque senão não vai rolar.

 

Marcos Ortiz

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