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Marcos Ortiz

Análise – Em números, Guarani x Vila Nova é jogo pra apresentar o que não fez até aqui

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No confronto entre os dois piores ataques, Guarani precisa fazer o que não fez, GOLS! Foto: Toninho Correa - Planeta Guarani.

Quando entrar em campo nesta noite o Guarani terá pela frente um desafio muito maior do que vencer o Vila Nova, concorrente direto contra o rebaixamento neste momento da competição, terá que dar a volta por cima depois de perder o dérbi na última rodada e se reencontrar para jogar o seu campeonato neste momento na Série B.

Qual é o campeonato do Guarani? Fugir o rebaixamento, neste momento da competição o único objetivo do Guarani é este e infelizmente sonhar com um acesso é algo condicionado apenas a uma improvável campanha de 17 vitórias em 24 jogos restantes. Só vencendo 17 dos próximos 23 jogos o Bugre conseguiria chegar aos 64 pontos e brigar na última rodada por uma vaga no G4.

Impossível? Não, improvável? Muito!

E por mais que a gente tenha tecido críticas ao sistema defensivo Bugrino por gols infantis tomados por falhas dos marcadores, este não é o vilão da péssima campanha que deixa o Guarani na lanterna da competição. O Bugre tem o pior de todos os ataques da competição, empatado exatamente com o Vila Nova, adversário desta noite com apenas 09 gols marcados em 15 jogos disputados, uma pífia média de 0,6 gols marcados por jogo. A diferença das campanhas que colocam o Vila Nova na 16ª posição e o Guarani na 20ª está na defesa, o adversário sofreu 13 gols contra 15 do Guarani.

Pior que esta média absurdamente pequena é a constância com que o Guarani marcou gols, nos 15 jogos o time balançou as redes adversárias em apenas 06 jogos. Isso mesmo, em nada menos que 09 jogos que disputou, o Guarani não marcou gols nesta Série B. Apenas em comparação, o Vila Nova que marcou a mesma quantidade de gols, marcou gol(s) em 08 jogos.

E os gols do Guarani estão distribuídos assim: Michel Douglas (03), Diego Cardoso (01), Mateusinho (já deixou o elenco – 01), Arthur Rezende (01), Felipe Amorim (01), Igor Henrique (01) e Davó (01). Assim é possível dizer que apenas os atacantes Michel Douglas, Davó e Diego Cardoso marcaram gols, os outros gols foram marcados pelo volante Igor Henrique e pelos meias Mateusinho, Arthur Rezende e Felipe Amorim.

Enquanto o ataque Bugrino lidera negativamente o ranking dos piores, a defesa sofreu 15 gols, uma média de 01 gol por partida e está na nona colocação entre as menos vazadas da competição empatada com Botafogo-SP, CRB-AL e Paraná.

Pelos números aqui apresentados fica constatado que o maior desafio do Guarani ao enfrentar um ataque tão ruim quanto o seu é de fazer gols e vencer a partida, mas para isso o Bugre precisa superar uma das maiores dificuldades que enfrentou até agora na Série B, encontrar um jogador de meio de campo capaz de conduzir a bola e abastecer os atacantes. Time que insiste e tem o chutão dos zagueiros ou a ligação direita feita pelos volantes como únicas alternativas para chegar ao ataque, dificilmente marca gols, fato comprovado nos números que analisamos até aqui na competição.

Ao Guarani e ao técnico Roberto Fonseca só cabe aceitar estes números, esta análise e conseguir finalmente montar um time equilibrado e armado para conseguir o que não conseguiu na maioria dos jogos que disputou, marcar gols.

Time que não marca gols não vence jogos.

Marcos Ortiz

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