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Luiz Galvão

Análise de Luiz Galvão: A dança dos técnicos e o confronto Carpini x Zago

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Gráfico de acompanhamento do 2º Turno - Arte: Luiz Galvão.

A Série B sempre foi um campeonato difícil e em 2019 não está sendo diferente, pois o recorte da 23ª até 29ª rodada da competição mostra a dificuldade não só no acesso a Série “A” mas na permanência na Série “B”. O primeiro critério dos dirigentes dos clubes para não se verem pichados pelas torcidas é a demissão do técnico, e assim caíram 8 em curto período de tempo nas rodadas:

23ª Umberto Louzer / Coritiba, 24ª Waguinho Dias / Criciuma, 25ª Claudio Tencati / Londrina, 26ª Marcelo Cabo / Vila Nova, 28ª Itamar Schulle / Cuiabá MT, Wagner Lopes / Atlético Go e Marcelo Chamusca / CRB Al e na 29ª Marcio Coelho / Figueirense SC.

O giro dos comandantes das equipes só fez denotar o bom desempenho do jovem técnico Thiago Carpini, assumindo o Guarani na 18ª rodada, no dia 25 de agosto de 2019, na lanterna do campeonato com apenas 13 pontos distante 6 pontos da zona da degola. Não bastasse isso, ainda fez duas vítimas importantes derrotando o Criciúma no Brinco de Ouro por 1×0 e provocando a demissão do técnico Waguinho Dias e na 28ª rodada a vítima foi Marcelo Chamusca, demitido após derrota do CRB Alagoas para o Bugre, também pelo placar de 1×0 no Brinco.

As dúvidas que pairavam sobre o interino Carpini após a saída de Roberto Fonseca do comando do alviverde de Campinas duraram ainda mais duas rodadas, o jogo fora de casa contra o América Mineiro quando o Guarani perdeu de por 3×2 e na sequencia uma vitória inexpressiva por 1×0 no Brinco sobre o Londrina no último jogo do primeiro turno na décima nona rodada.

A permanência do técnico Carpini não se deu pela vitória contra o Londrina e nem na rodada seguinte na vitória contra o Figueirense por 1×0 no Orlando Scarpelli, aliás a primeira vitória fora de casa já na primeira rodada do segundo turno. O que manteve de fato o treinador bugrino foi a dificuldade da diretoria (Palmeron Mendes) encontrar alguém que quisesse assumir o Guarani naquelas condições.

Na sequência no Brinco veio o Oeste e derrotou o Guarani, apesar da derrota o time agradou pelo estilo de jogo. Porém na sequência se reabilitou e ficou cinco partidas invicto, ganhando do Vitória-BA, Paraná e Criciúma-SC, ambos por 1×0, um empate contra Brasil em Pelotas por 0x0 e mais uma vitória, essa por 2×0 em cima do Atlético Goianiense. A desconfiança voltou após um sequencia ruim de duas derrotas seguidas para Botafogo por 2×0 (no Brinco) e Cuiabá por 2×1 (fora) e um empate por 1×1 com o lanterna São Bento, tirando a euforia da torcida que ainda tinha esperança no acesso, o que levou apenas 3.329 torcedores ao estádio na última partida, sofrendo durante os 90 minutos do tempo regulamentar com muita eficiência no jogo.

A felicidade da MAIOR DO INTERIOR veio somente aos 04 minutos dos acréscimos na etapa final nos pés do artilheiro Diego Cardoso em um lance digno de craque ele recebeu a bola no pé direito, fez uma alavanca, girou e bateu forte com pé esquerdo, estufando as redes do Sport e abrindo o placar no Brinco de Ouro no apagar das luzes. Placar que os torcedores bugrinos estão acostumados, pois em 11 vitórias 10 foram por 1 gol de diferença, sendo 8 jogos com o famoso placar de 1×0.

Para quem duvida da competência de Thiago Carpini os números falam por si só: Considerando apenas os 15 jogos sob seu comando, mesmo com a derrota na sua estreia fora de casa com apenas três dias para se preparar o time, o Guarani fez 26 pontos, exatamente a mesma pontuação do Bragantino nas mesmas 15 rodadas. Considerando hipoteticamente “se” o Bugre houvesse obtido o mesmo desempenho em mais 15 jogos da era Vinícius Eutrópio e Roberto Fonseca, o time teria 52 pontos faltando ainda “8 jogos” ou seja, 24 pontos para ser disputado e nessas alturas estaria disputando o título e não o acesso.

Estamos falando de 30 jogos com o mesmo desempenho, com isso o Bugre mas estaria no G4, pois hoje o quarto colocado Atlético-GO possui 51 pontos (na rodada 32).

A tabela mostra o desempenho de Carpini, 4º colocado (Guarani – 23 pontos) no returno como o terceiro melhor técnico com diferença de 3 pontos para Guto Ferreira (Sport-PE – 26 pontos – 1 jogo a mais), 2 pontos de Felipe Conceição (América-MG – 25 pontos) e 01 ponto para Antonio Carlos Zago, técnico do RedBull/Bragantino.

Com relação ao próximo confronto a diferença é a estabilidade na competição do líder do campeonato Bragantino que possui apenas 1 ponto a mais no returno, mas possui um ataque mais eficaz com 24 gols contra 12 do Guarani, porém a defesa do time de Bragança apresenta mais fragilidade tendo sofrido 13 gols contra apenas 08 do Bugre.

O confronto de hoje determinará quem de fato leva a melhor no duelo Thiago Carpini x Antonio Zago. O resultado esperado obviamente é a goleada do Guarani por 1×0. A vitória ou pelo menos um empate fora de casa neste 05/11 as 21h30min no estádio Nabi Abi Chedid, daria maior confiança para o Dérbi e sem dúvida seria o teste definitivo de Carpini.

Para a crônica esportiva que na virada do turno decretava o rebaixamento, deveriam por respeito ao Guarani e sua torcida dar a mesma ênfase no desempenho do Bugre e na iminência da garantia da série B 2020.

 

Avante, avante meu bugre
Que nós vibramos por ti
Na vitória ou na derrota
Hoje e sempre GUARANI.”

 

Luiz Galvão

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