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Marcos Ortiz

Análise: Ainda falta muito, mas time mostra evolução e começa a respirar

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Evolução pequena também é evolução e precisamos destacar isso também. Claro que ficou pra nós o gosto de quero mais ao ver os dois gols perdidos no finalzinho, mas a gente não pode esquecer que lá atrás o Kléver nos salvou ao menos duas vezes, uma num chute praticamente à queima roupa, outra numa cobrança de falta que tinha endereço certo. Falhou numa saída do gol que poderia ter custado caro, mas foi mais um que aproveitou muito bem a chance que teve.

Nossa defesa mostrou um pouco mais, mas eu não posso deixar de destacar mais uma vez a atuação de Luiz Gustavo, zagueiro firme, tira a bola no chutão quando é preciso, se posiciona bem e acabou ficando refém no lance que originou o gol do Sport, a jogada tinha que ter sido parada na lateral, não parou, depois tivemos a chance de parar de novo na entrada da grande área, seria uma falta perigosíssima, mas ainda assim não seria um gol, a não ser que quem cobrasse marcasse.

Também não posso deixar de elogiar a atuação de Bruno Souza, o Bruninho, que pela primeira vez jogou na sua real posição e, com exceção ao lance do gol, foi praticamente perfeito. Defendeu, atacou, deu passes, assistência pra gol, e a gente precisa lembrar que dois dos três últimos gols do Guarani começaram com ele. No Brinco ele deu o passe para Michel Douglas fazer o cruzamento e Igor Henrique marcar e contra o Sport foi ele quem começou o lance la atrás, levou a bola pro ataque, passou, acreditou na bola quando Michel Douglas já havia perdido, recuperou e deu uma linda assistência para Davó debutar como goleador no time profissional. Bruno Souza, o Bruninho da base, cinco anos de Guarani, poucas oportunidades e quando recebeu a chance, está aproveitando como poucos. É a base né?

Deivid também evoluiu, tem se posicionado melhor, até passe de calcanhar deu pro lance do pênalti contra o São Bento e ontem, com exceção ao lance do gol do Vitória que pra mim foi muito parecido com o gol que o Guarani sofreu do Cuiabá, a diferença foi só no arremate, o primeiro foi de cabeça, o segundo num chute da entrada da grande área.

No meio de campo Igor Henrique teve uma missão um pouco diferente, sem um meia em campo foi dele a incumbência de armar o time. Se os meias que o Guarani tem usado não estão conseguindo, não seria o volante que resolveria,mas ele se posiciona bem, aparece muito bem na frente e finaliza, desta vez pegou mal na bola e perdeu uma das poucas chances da primeira etapa.

Davó foi o destaque ofensivo do Guarani, correu o campo inteiro, marcou saída de bola, marcou no meio de campo, voltou pra buscar bola, deu assistência pra gol perdido e só não foi perfeito porque perdeu um gol feito, era só escorar a bola e correr pro abraço, mas deixou o dele pela primeira vez como profissional e esse gol deve trazer uma evolução ainda maior pro prata da casa que ainda nos trará muitas alegrias dentro de campo.

Esses evoluíram bastante ou mantiveram o nível, como Luiz Gustavo, nas suas atuações.

La atrás problemas aconteceram, mas Ferreira não teve culpa direta neles, também evoluiu, menos que os demais, mas evoluiu. Não posso culpá-lo por estar jogando fora de posição,mas uma das posições que trouxeram problema pro time durante a partida foi a lateral esquerda onde Diego Giaretta jogou mais uma vez improvisado, Giaretta na lateral esquerda não conseguiu marcar, não conseguiu apoiar e isso precisa ser corrigido.

Ricardinho, se não encontra o mesmo futebol, tem repetido a mesma voluntariedade, correndo, marcando e tentando, ele sabe que precisa encaixar, vai encaixar, mas precisa ser rápido porque o Guarani precisa muito do seu futebol.

Entre os titulares dois jogadores passaram em branco, pelo lado negativo, foram os atacantes Vitor Feijão e Michel Douglas, um pagou pela deficiência do outro. Feijão está longe de ser o bom jogador que vi atuar pelo Paraná e pelo Criciúma, era decisivo, vertical, arrancava em direção ao gol, fazia boas jogadas pelas laterais do campo, mas no Guarani em todas as atuações que teve não passou perto disso.

E Michel Douglas, atacante pesado, de referência de área, se tiver que sair pra buscar a bola não vai conseguir mostrar bom futebol nunca. Sua função é incomodar os zagueiros, se posicionar dentro da grande área e quando a bola sobrar, cutucar pro gol, como não teve a parceria de um segundo atacante e fisicamente não vai conseguir fazer o que Davó faz, passou absolutamente em branco na partida.

E quem entrou?

Kléver já avaliamos lá no começo da postagem, nota 7 porque falhou numa saída de bola. Além dele, o Guarani insistiu em dois jogadores que fazem parte do pacote que trouxe o time à zona do rebaixamento, Deivid Souza e Arthur Rezende.

Deivid Souza entrou primeiro e tinha a missão de dar velocidade ao Guarani porque o Sport se lançava pra frente e sobravam espaços lá atrás. Não conseguiu, e Roberto Fonseca vendo que ele só conseguiria se tivesse em campo alguém que fizesse a bola chegar à frente, colocou Arthur Rezende, que mais uma vez não conseguiu fazer essa função.

No caso de Deivid Souza ainda pesa o gol perdido aos 50 minutos do segundo tempo, a assistência de Davó foi perfeita, ele recebeu a bola, abaixou a cabeça e bateu pro gol, errou o alvo, era a vitória Bugrina.

De tudo isso, ainda me resta mais um comentário: na semana passada fiz uma coluna de uma conversa fictícia com Roberto Fonseca, pedi a ele que tivesse coragem de mudar o time, de tentar o novo, porque o antigo nos trouxe até aqui e pedi que ele nos desse ao menos dois jogadores da base jogando no time titular.

Coincidência ou não, o time teve quatro mudanças contra o São Bento e finalmente venceu, duas dessas mudanças foram as entradas de dois pratas da casa, Bruninho, naquele jogo pela esquerda e Davó flutuando no ataque. Os dois foram mantidos e o time mostrou alguma evolução, então vou pedir ao treinador “de modo fictício” mais uma coisa:

Amigo Roberto, por favor, comece a olhar para Renanzinho como opção de velocidade pela esquerda, ele vai te dar muito mais no aspecto velocidade e dinamismo do que tem dado Deivid Souza.

Agora vem o Red Bull que todo mundo insiste em chamar de Bragantino, mas que de Bragantino mesmo só tem o distintivo, os caras lideram a Série B e o jogo é no Brinco, sabem toda essa evolução que mostramos ai? Nesse jogo ela tem que ser muito mais elevada, esse é o jogo de erro zero e acerto total, lá atrás é afastar como der,lá na frente é colocar pra dentro o que chegar de oportunidade, porque pro Guarani, de agora em diante, só a vitória interessa.

O Guarani parece que respira, se precisar de oxigênio tem que ser o pulmão da Torcida. Sexta feira é uma boa oportunidade pra gente fazer isso.

 

Marcos Ortiz

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