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Guilherme Vanzela

Opinião: Joguem pelo Rodrigo, pelo Pedro, pela Helena. Joguem por nossa torcida

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Hoje apresento para vocês Rodrigo, Pedro e Helena. Rodrigo tem em suas lembranças de infância um momento de grande alegria: o título nacional conquistado em 1978. Com o passar, dos anos, conviveu com o choro quando Careca, então pelo São Paulo, marcou um gol nos acréscimos que tirou o bicampeonato brasileiro do Guarani em 1986. Também viu a dupla Amoroso e Luizão brilhar na década de 90, entre outros tantos feitos históricos.

Ainda na década de 90, mais precisamente em 1997, Pedro nasceu. Naquele ano, o Guarani teve uma participação catastrófica no Campeonato Brasileiro, sendo salvo pelo além (há esta história) do rebaixamento. Daí pra frente intensificou-se o declínio bugrino. Antes um clube conhecido como “celeiro de craques”, começou a dar espaço em demasia para medalhões caros e pouco produtivos, deixando promessas da base, cada vez mais, jogadas a própria sorte. Resultado disso foram dívidas e mais dívidas e o inevitável veio em 2004: time com Viola e Sandro Hiroshi no ataque rebaixado para a Série B.

Junto com o Guarani, outra equipe de muita tradição foi rebaixada em 2004: o Grêmio. Dois anos antes tinha sido a vez do Botafogo e Palmeiras que subiram já no ano seguinte. Parecia que o Guarani seguiria esta trajetória, pena que só parecia. E foi exatamente quando nosso calvário se iniciou, em 2005, que Helena nasceu. Naquele ano, batemos na trave para subir, mas em 2006 veio o caos: rebaixamento para a Série C graças a uma dívida irrisória para um time turco que fez a FIFA tirar 3 pontos do Guarani no campeonato.

Cá entre nós, foi foda jogar a Série C. Não era o formato atual com poucos times. Era um fubá de grupos, mata-mata, classificação por posição em Campeonato Paulista, em resumo, se não fosse os atacantes Henrique (no paulistão) e Fernando Gaúcho (na Série C), sabe Deus o que seria do Bugre em 2008, ano que voltamos. De lá pra cá jogamos uma Série A, fomos vice-campeão paulista, voltamos pra Série C, conhecemos a Série A-2 do paulista, contratamos Max Pardalzinho e Flavio Caça-Rato, enfim, época de muitas emoções.

Todo este apanhado histórico pode parecer que tirou o foco de nossos personagens, mas não é bem isso. Ele reforça que somos um time enorme, mas que tem sido muito surrado, pra não dizer surrupiado, nas últimas décadas. E o que mantém ele vivo é o Rodrigo, o Pedro e a Helena. Não é por dirigente, técnico, empresário ou por quem quer que seja que nossos jogadores devem vestir o verde e branco neste sábado, somente por nossa torcida. Se hoje eles conseguem jogar em uma equipe que está entre as 40 principais do país, é por conta dos apoiadores de sempre, dos cornetas, dos lunáticos que usavam perucas do Ney Paraíba, enfim, por conta de quem sempre esteve no Brinco, na vitória ou na derrota.

Rodrigo já viu glórias, acostumou-se a torcer por um time que sempre esteve entre os melhores do país e não quer perder este costume. Pedro tem na lembrança de juventude o acesso para a primeira divisão em 2009 e quer ver seu time como no primeiro turno de 2010: batendo de frente com qualquer equipe do país. Helena sabe de toda esta história, teve uma pitada de esperança com o título da Série A-2 em 2018, mas boa parte de suas lembranças futebolísticas, infelizmente, ainda são um tanto quanto sofridas e ela merece ver o passado (positivo, não Série C) se repetir no presente. Joguem por eles, só isso que pedimos. A vitória no Derby é consequência disso e passo importante para o Guarani voltar a ser o GUARANI.

 

Guilherme Vanzela, jornalista londrinense, um bugrino EAD apaixonado

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