Amigos de coração verde saudações,
É com enorme prazer, mas acima de tudo com muita responsabilidade que venho até vocês para falarmos sobre nosso querido, hoje e sempre Guarani Futebol Clube.
Estive durante oito meses trabalhando junto a pessoas da mais alta estima e competência no departamento jurídico do Guarani, por isto posto esta coluna que se inicia hoje e lhes informará semanalmente para tentarmos esclarecer algumas dúvidas jurídicas deste clube de inúmeras demandas principalmente trabalhistas que é o Guarani.
Infelizmente começo por dizer que as soluções para o fim destas ações, que na sua maioria já se encontram em fase de execução, não é de medida simples nem rápida. Será necessário mais do que o trabalho incansável do departamento jurídico, pois para que se possa fazer o que deve ser feito depende de dinheiro, ou seja, uma verba destinada mensalmente para que estas ações possam ter seus valores negociados e equacionados, afim de que se diminua a demanda e suspendam as penhoras atuais e futuras.
Bom, mas disto, falaremos em uma próxima etapa. Nesta coluna de hoje falaremos sobre a ação interposta pelo atleta Lieberman que atuou em dois jogos pelo clube em nada acrescentando ao Guarani, mas que logrou êxito em uma ação trabalhista pela ineficiência das pessoas que á época estavam á frente do clube e de seu departamento jurídico.
Para fazermos uma síntese sobre este caso vejamos bem: O atleta interpôs uma ação trabalhista por quebra de contrato por parte do Guarani, contratos estes que, anteriormente eram feitos em benefícios de todos menos do Guarani quero deixar bem claro, pois analisei pessoalmente alguns deles. Bem, interposta a ação e marcada a audiência Una, audiência está denominada de conciliação para que as partes se entendam e cheguem a um acordo, o Guarani simplesmente não compareceu, nem por meio de seu departamento jurídico, nem por meio de seus comandantes ou prepostos, sendo assim, o clube não tentou uma negociação nem apresentou defesa sobre as acusações feitas, ou seja, o julgamento transcorreu a revelia e como todos sabemos este tipo de postura do clube em regra serviria como uma confissão de culpa e foi o que se confirmou através da sentença desfavorável que todos conhecemos.
Após a sentença há um tempo, um período processual, para que a parte desfavorecida na sentença se manifeste contra a mesma apresentando recurso ordinário para que a sentença seja analisada e se possível reformada. Vejam vocês que este período prescreveu e o clube simplesmente deixou que a sentença se confirmasse, pois não se manifestou sobre a decisão tomada. Após isto e com a chegada da atual diretoria tentamos por diversas vezes intervir no processo, mas sem sucesso, pois o mesmo já se encontrava em fase de execução, execução está no valor aproximado de quatro milhões de reais.
Após isso e já confirmada a sentença e a execução, o Juiz determinou que um bem fosse nomeado a penhora para que a dívida fosse saldada com o atleta, e este bem como é de conhecimento de todos é o Centro de Treinamentos do Guarani. Porem esta área para construção do mesmo, foi doada pela Prefeitura de Campinas através de um instrumento particular e para fins exclusivos de atividades esportivas relacionadas ao Guarani Futebol Clube, ou seja, não permitindo quaisquer outras atividades nem a comercialização da mesma por parte do clube ou de terceiros.
Sendo assim a Prefeitura tem total legitimidade para agir no processo, evitando que a área seja [adjudicada] entregue para o reclamante [atleta]. Para que isso fique mais claro, em um passado recente através de nosso então Presidente Luiz Roberto Zini, a área do C.T. estava sendo negociada para construção de um Shopping Center e ao saber da negociação a Prefeitura impediu a venda da mesma, pois o instrumento particular de contrato entre as partes não permitia tal negociação, assim, mesmo com planta e até maquete aprovada, a negociação não seguiu em frente.
Bem, com isto posto informo a todos os bugrinos de plantão que, além de tudo o que naturalmente impede a penhora do C.T., também tem a questão de que em sã consciência jamais alguém tentaria se apossar de algo tão discutível e por um valor tão alto, sendo assim, por enquanto, porém não sei até quando, estamos livres desta vergonhosa e, porque não dizer, dolorosa penhora de bens imóveis do nosso Guarani.
Espero ter ajudado a esclarecer todos desta forma superficial e menos técnica o que ultimamente tem sido a principal manchete sobre o Guarani e que, esta semana ganhará força, pois está marcado o leilão para o dia 07/02/2008 [quinta-feira].
Um grande abraço a todos e se quiserem mandar perguntas é só escrever Planeta Guarani que, na medida do possível, as responderei.
quote:
“Tem paciência: O tempo vinga-se das coisas
que se fazem sem sua colaboração”
Eduardo Couture