Paulínia, solução que por pouco não virou tragédia no jogo contra o RedBull

O trabalho conjunto entre Guarani e Prefeitura Municipal de Paulínia, e aqui cabe um agradecimento a todos da administração municipal que desde o início foram extremamente prestativos, atenciosos e prontos a atender os pedidos do Guarani para jogar em sua cidade. Todos, Prefeito, Secretário de Esportes, Secretário de Segurança, Funcionários Municipais e Prestadores de Serviços para a Prefeitura fizeram todo o possível, nada do que aconteceria a seguir é culpa deles.
O Guarani poderia mandar seu próximo jogo, uma verdadeira decisão contra o Redbull no local, mas haviam dois problemas, o Futebol Profissional não queria jogar em Paulínia, a vontade da maioria era permanecer em Bragança Paulista. Outro problema, o jogo era decisivo, a previsão era de bom público, mas o estádio comportava apenas 5 mil pessoas.

Discussões internas superadas, Paulínia foi confirmada e por pouco não aconteceu uma tragédia fora de campo. Dentro dele também.

Ao chegar ao estádio veio o comunicado, faltando duas horas para o início da partida o comando do policiamento presente ao local não autorizou a abertura do setor de arquibancadas instalado para receber a torcida visitante, mas era o Redbull, não havia torcida… mesmo comunicado disso, a ordem dada pelo oficial comandante foi de liberar o espaço que estava destinado aos sócios torcedores e detentores de camarotes e vitalícias para as cerca de 20 pessoas presentes ligadas ao RedBull, a maioria integrantes da própria diretoria, mas para acolhê-los, a decisão foi retirar 1.200 lugares de arquibancadas destinados à Torcida do Guarani.

Não havia tempo, a presença de público era enorme, até mesmo as duas arquibancadas seriam insuficientes para tanta gente, mas sem contar com uma delas, o que fazer? Piorou!

De repente, vendo o horário do jogo se aproximar, muitas pessoas começaram a pressionar pela entrada no Luís Perissinoto, e de fato muitos entraram, muitos até sem ingressos. Debaixo de um calor de quase 40 graus, aproximadamente 7 mil pessoas se expremiam num espaço que no máximo 3.800 poderiam ocupar. Muita gente passou mal e precisou de atendimento médico, apenas no intervalo do jogo conseguimos convencer o comando do policiamento que a única coisa possível de ser feita era voltar atrás, conduzir os poucos representantes do adversário ao espaço que estava originalmente destinado a eles e permitir que o excedente de Bugrinos superlotando as arquibancadas, pudesse passar a ocupar a arquibancada originalmente destinada a eles. Foi simples, as coisas se normalizaram, mas o estrago já estava feito, as pessoas já tinham sofrido aquilo que jamais poderiam sofrer quando se destinam a uma partida de futebol, o desrespeito e o constrangimento físico, colocando vidas e saúdes em risco.

Para piorar ainda mais, o Guarani iniciou a partida abrindo 2×0 no placar, Fumagalli marcou o primeiro aos 25 minutos e Mizael (contra) fez o segundo do Bugre aos 05 minutos do segundo tempo. Coma vitória o Bugre chegaria ao G4 da Série A2 e parecia que isso aconteceria, mas o RedBull reagiu com dois ex-jogadores Bugrinos, aos 26 minutos Dinelson diminuiu o placar e aos 34 minutos o atacante Henan que havia sido emprestado ao Guarani na Série C do ano anterior e foi pouco aproveitado, empatou o jogo. O acesso ficou mais difícil, mas ainda restavam esperanças, a equipe, com o empate, chegava ao sexto lugar faltando ainda seis rodadas para o final da competição.

O time que disputou esta partida teve: Douglas; Medina, Wellyson, Jorge Luiz e Jefferson (Jefferson Feijão); Ricardo Oliveira, Diego Souza (Elivélton), Julinho (Welker) e Fumagalli; Fabinho e Fernando. Técnico: Márcio Fernandes.

Marcos Ortiz
Planeta Guarani